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Mais uma palestra do Felipe van der Wiel, desta vez sobre as inovações do Debian, listadas a seguir:
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A palestra do Fabrício (@leuvarus) e do Odilo (@juniorsbr) foi bem interessante, mostrando como realizar um ataque do início ao fim. Tenho a impressão de que em outras palestras de segurança os palestrantes ficam com receio de mostrar o "caminho das pedras", talvez para não incentivar os "newbies" ou mesmo lamers a sairem por aí atacando sites.
Mas não foi este o caso. Os palestrantes mostraram todas as etapas envolvidas na realização de um ataque, do ponto de vista teórico e prático, usando ferramentas diversas. Vamos ao que interessa:
Passos para a realização de um ataque
Demonstração do ataque
Para demonstrar a realização do ataque, foram usados os chamados cenários turn-keys, ou pré-programados, que consistem em ambientes prontos para a realização dos testes de invasão (na verdade o termo é utilizado no sentido de algo pronto para ser utilizado, não sendo exclusivo da área de segurança).
Há diversas distribuições prontas para serem "alvos perfeitos", de forma que fica facilitada a montagem de um ambiente em laboratório para a realização dos testes. As citadas foram PwnOS, De-ICE.net, Damn Vulnerable Linux e WebGoat. A distribuição PwnOS foi utilizada como alvo nos testes, cujos passos descrevo a seguir:
Obviamente que, melhor do que a minha descrição acima, são as imagens dos programas executados e telas com as informações obtidas, por isso recomendo consultar o site dos palestrantes, onde estão não apenas a palestra, mas outros materiais relacionados: http://www.sclinux.org/fisl12/.
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A palestra mais surpreendente do FISL até agora (e provavelmente até o final do evento) foi a do Felipe (faw -at- debian.org). Ele não falou sobre ferramentas ou tecnologia, mas sim sobre pessoas e processos. E de uma forma muito interessante. Muito mesmo!
Antes de falar sobre o tema da palestra em si, vou fazer um parêntesis rápido pra destacar um ponto importante: o devops. O termo vem sendo usado para indicar os "developers-operators", profissionais que desenvolvem e implantam suas soluções, um perfil que, pelo que estou percebendo, vai ser cada vez mais comum de agora em diante, especialmente por conta da computação em nuvem.
Mas voltando ao tema da palestra, não sei se sou ignorante mas o fato é que nunca tinha ouvido falar desse tal de kanban. O kanban é uma técnica, metodologia, estratégia, sei lá, chame como quiser, para ajudar a estruturar o fluxo de trabalho de equipes. A idéia é bem simples, e o ponto chave é ter uma noção visual deste fluxo.
Esta noção visual pode ser implementada através de um quadro branco, de cortiça, painel ou qualquer meio que permita ver, claramente, como está o fluxo de trabalho das pessoas. O Felipe usou como exemplo um quadro branco, então vamos manter o exemplo. Neste quadro branco, cada profissional da equipe deve colar um post-it com cada atividade que esteja em andamento, assim todos podem saber o que cada um está fazendo, e são realizadas reuniões para analisar as atividades. Mas isto não é tudo. Vou tentar descrever uma sequência para dar uma idéia melhor de como a coisa pode funcionar.
Espero que as informações tenham sido suficientes para dar uma idéia do que é o kanban e como ele funciona.
O Felipe explicou que, na empresa em que trabalha, uma rede hospitalar, o kanban foi implementado com 4 áreas (piscina de idéias, fila limitada de 7 itens, itens em execução limitados a 2 itens e documentação limitada a 3 itens), ainda não surtiu o efeito desejado, havendo inclusive um funcionário extremamente resistente que tem dificultado o processo.
Apesar disso, o Felipe descreveu casos em que a adoção do kanban aumentou drasticamente a eficiẽncia de equipes de TI em outras empresas, e indicou que os resultados começam a aparecer entre 3 e 6 meses.
Outros pontos importantes destacados foram:
Eu achei a idéia muito, muito interessante, e espero um dia poder aplicar este modelo pra ver seu funcionamento mais de perto, pois acredito muito nos benefícios que pode trazer. Espero que vocês acreditem também!
Mais informações podem ser encontradas no sysadvent.
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A palestra do Emerson (@fititnt) prometia, mas acabou sendo decepcionante. Ele iniciou dizendo para aqueles que estavam interessados em aprender a programar com o Joomla! que ali não seria o lugar. Mas o nome da palestra sugeria o contrário! Além disso, ele se perdeu na condução da palestra, e acabava enveredando por assuntos meio fora de contexto, chegando a afirmar a pérola "fazer um cego ver um site" ou algo assim, se referindo à necessidade de acessibilidade nos portais do governo.
De todo modo, a mensagem que ele passou foi interessante. Ele deixou claro que, além de CMS, o Joomla! é um framework de desenvolvimento MVC, e que isso pode ser utilizado independentemente do CMS, e esta característica seria destacada na versão 1.6 que saiu há pouco tempo.
Tenho também que destacar que a palestra traz uma idéia muito importante embutida, a de que precisamos olhar com mais atenção para as soluções que utilizamos em nosso ambiente. E isso independe de ser uma solução livre. O fato é que tendemos a buscar a solução para problemas novos em soluções novas, o que nem sempre é necessário.
Vou exemplificar utilizando a realidade do órgão em que trabalho. Hospedamos um portal nacional que era composto de diversas soluções de colaboração, e que hoje é baseado em Joomla! com extensões. Tenho certeza de que hoje as necessidades dos usuários do portal são melhor atendidas que antes. Inclusive esta mudança teve a ver justamente com a identificação, pelo departamento responsável pelo portal, das vantages de "desenvolver" em cima do Joomla! e usar extensões ao invés de utilizar produtos separados que já apresentavam problemas. Daí meu grande interesse pela palestra.
Não costumo criticar palestrantes, ainda mais publicamente, mas tenho certeza que outras pessoas ficaram tão ou mais decepcionadas que eu, por isso fica aqui também como desabafo. Acredito que o Emerson conhece de Joomla!, estou inclusive seguindo o perfil dele no twitter, mas na palestra ele mandou mal.
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