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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

A história do VMware vMotion

Migração de máquinas virtuais em execução com vMotion

Resolvi desencavar um texto obtido em um dos sites que mais respeito quando se trata de virtualização com VMware, o Yellow Bricks, do Duncan Epping.

Neste texto ele explica como surgiu o vMotion, descrevendo um dos recursos mais revolucionários da história da tecnologia, em especial a virtualização.

É como sempre digo no curso de VMware: o vMotion é incrível, mas ainda mais incrível é o que a VMware fez a partir do vMotion. Por isso penso que falar de vMotion é mais que falar sobre virtualização, é falar sobre inovação, sobre criar novas possibilidades.

Mas chega de conversa fiada. Vamos ao texto do Duncan, em tradução/adaptação livre minha.

Algo que eu sempre quis saber é como o VMotion (sim, eu estou usando o nome antigo de propósito) nasceu. Depois de algumas pesquisas na internet e até mesmo em sites internos, notei que quase não existem detalhes que podem ser encontrados.

Talvez porque a história não seja tão emocionante como nós esperamos que seja, ou porque ninguém teve tempo para documentá-la. Na minha opinião, no entanto, VMotion ainda é uma das principais características que a VMware oferece, mas ainda mais importante é o que revolucionou o mundo da TI. Eu acho que é uma grande parte da história da VMware e, provavelmente, o ponto de inflexão para a empresa. Para mim, pessoalmente, VMotion literalmente é o que me fez decidir, anos atrás, a adotar a virtualização e estou certo isso vale para muitos outros.

No VMworld perguntei quem era o principal responsável para VMotion na época, mas ninguém realmente tinha uma resposta clara até que eu esbarrei em Kit Colbert. Kit, que ainda era estagiário na época, trabalhou em estreita colaboração com a pessoa que originalmente desenvolveu o VMotion. Eu decidi entrar em contato com o engenheiro e perguntei se ele estava disposto a compartilhar a história sobre a qual há um milhão de mitos flutuando por aí.

Antes de me revelar a verdadeira história sobre como VMotion veio a vida que eu quero agradecer a Mike Nelson por revolucionar o mundo da TI e tomar o tempo para compartilhar isto comigo e me permitir partilhar com o resto do mundo. Aqui está a verdadeira história do VMotion:
"Um grupo de nós na VMware veio da academia onde a migração de processos era popular, mas nunca funcionou em nenhum sistema operacional dominante porque haviam muitas dependências externas para lidar. A plataforma VMware, por outro lado, provia a capacidade de encapsular todo o estado de uma máquina virtual. Isso foi comprovado com o usando checkpoints; onde fomos capazes de fazer um checkpoint de uma máquina virtual, copiar o estado para outro host, e depois retomá-la. Foi um próximo passo óbvio que, se pudéssemos salvar o checkpoint em disco e retomar em outra máquina, deveria ser possível fazer checkpoint através da rede para outra máquina e então continuar.
Durante a fase de design do que mais tarde se tornaria o Virtual Center (atual vCenter), alguns de nós discutimos a noção de migração de máquina virtual. Eu assumi a liderança e escrevi algumas notas de design. Consegui me retirar do desenvolvimento da linha principal do ESX 2.0, e decidi sair e construir um protótipo para migração de máquina virtual. Eu consegui construir um protótipo rapidamente porque já tínhamos suporte a checkpoints. No entanto, é claro que havia muito mais trabalho a ser feito por mim e outros para transformar o protótipo em um produto de alta qualidade.
Eu precisava de algo para demonstração, então eu usei o aplicativo pinball no Windows. O único aplicativo interativo que eu tinha em minhas máquinas virtuais foi pinball. Eu tinha duas máquinas lados a lado, cada uma com um display. Eu começaria o pinball em uma máquina virtual numa máquina física, e então iniciaria a migração e continuaria a jogar pinball. Quando a pré-cópia de memória fosse feita, a máquina virtual faria uma pausa por um segundo e, em seguida, retomaria na outra máquina física. Eu, então, continuaria a jogar pinball na outra máquina.
Essa é a história VMotion. Basicamente, a VMware havia construído a tecnologia subjacente que tornou o VMotion possível. Tudo o que era necessário era alguém para dedicar o tempo para explorar essa tecnologia e construir o VMotion.
-Mike"
O engraçado é que, embora este possa ter sido o próximo passo óbvio para a engenharia VMware, é algo que "chocou" muitos de nós. A maioria de nós ainda se lembra da primeira vez que ouvimos falar em VMotion ou lembra dela sendo demonstrada, e como eu disse, é a característica que me convenceu a adotar a virtualização em larga escala, ou melhor dito, é responsável por eu acabar aqui (na VMware)!

No meu caso, a demo foi bastante "simples". Nós "VMotionamos" uma VM do Windows, mas tínhamos uma sessão RDP aberta com a VM e, claro, estávamos convencidos de que a sessão seria abandonada. Eu acho que fizemos o VMotion mais de 10 vezes, já que não podíamos acreditar que realmente funcionava.

Agora, eu não sou o único que estava espantado com este grande pedaço de tecnologia, é claro, portanto, a razão pela qual eu estendi a mão para alguns blogueiros conhecidos e perguntei se eles poderiam contar suas histórias/confissões sobre VMotion...

Chad Sakac, virtualgeek.typepad.com 
Se vmotion é sobre a mobilidade sem interrupções carga de trabalho (um conceito incrível), onde as coisas ficam "loucamente" legais para mim é quando os cenários e definições de "carga de trabalho" e "mobilidade" são esticados.
No início de 2007, eu estava no porão da minha casa brincando com os primeiros protótipos do Celerra VSA (storage virtual) e com ESX. Era um daqueles cenários, agora comuns, onde o host que hospeda o VSA acessa uma LUN iSCSI apresentada pelo próprio VSA hospedado, que por sua vez apoia outras VMs. Mesmo sendo intelectualmente óbvio que VMotion **devia** funcionar, nunca foi menos surpreendente vê-la em ação, sem queda de conexão das cargas de trabalho.
Naquele momento, percebi que a carga de trabalho poderia ser mais ampla definição como eu queria, incluindo pilhas completas, normalmente associadas a "hardware", tais como arrays de armazenamento. Foi também um "aha" de que isso poderia se transformar em um milhão de casos de uso, normalmente não associados a uma carga de trabalho de servidor.
Nota irônica - no dia seguinte, eu estava mostrando esse conceito na sala de reuniões durante uma discussão sobre porque todas as nossas "pilhas" precisavam ser encapsuladas e virtualizadas. Acontece que eles já estavam trabalhando nisso :-)
Ao longo do tempo, a idéia de mobilidade de carga de trabalho sem interrupções sobre o que hoje são consideradas configurações de distância, rede e armazenamento "loucas", amanhã será considerado normal.
Para mim, enquanto eu me lembro de estar espantado a partir de um caso de uso genérico sem graça, o momento "isso vai mudar tudo" ocorreu para mim em 2007.

vMotion e svMotion nunca deixam de me surpreender.

Nada menos do que o esperado e, é claro, alguns cenários loucos e, como Chad afirma, que não são suportados pela VMware, mas ele definitivamente mostra o potencial da tecnologia!

Frank Denneman, frankdenneman.nl 
Em nossos testes de VCDX em Copenhague falamos sobre as coisas em sua vida que você sempre vai se lembrar. Minha resposta foi: Ver Retorno de Jedi no cinema, a queda do muro de Berlim, 11 de setembro, o assassinato de Pim Fortuyn e testemunhar o vMotion em ação pela primeira vez.
Lembro-me claramente o meu colega gritando através da parede que separava o nosso escritório. "Frank, que você realmente quer ver algo legal ?" Como admin/arquiteto responsável por uma infra-estrutura global de MS Exchange, nada realmente poderia me impressionar naqueles dias, mas dando-lhe o benefício da dúvida, eu fui.
Peter sentado ali, sorrindo como um louco, me ofereceu um banco, porque ele pensou que era melhor para se sentar. Ele abriu um prompt do DOS, desencadeou um ping contínuo e mostrou a infra-estrutura virtual explicando a localização atual da máquina virtual. Quando começou a migrar a máquina virtual, ele me instruiu a manter o ping contínuo, após a perda de um de ping explicou que a máquina virtual estava funcionando em outro host, e para me provar, ele desligou o host ESX. Eu saltei do meu assento, disse algumas palavras que eu não posso repetir on-line e eu estava convencido.
Acho que migraram a máquina virtual durante todo o dia, convidando qualquer um que passou por nosso escritório para ver o melhor show da terra. Nenhuma explicação é necessária, claro, mas a partir desse ponto eu estava viciado em virtualização e o resto é história.
Eu ainda gosto de explicar às pessoas a tecnologia de vMotion e ainda classifico em meu livro como uma das tecnologias mais Kick Ass disponíveis hoje. Como Mendel explicou na palestra do VMworld 2006 demonstrando a gravação de um fluxo de execução (agora chamado Fault Tolerance), nós temos a tecnologia e a plataforma disponível para fazer tudo o que queremos, o problema é que ainda não tenham atingido os limites da nossa criatividade, eu totalmente concordo e acho que ainda não atingiram o potencial total de vMotion. Caramba, eu estou indo para o meu laboratório apenas para fazer vMotion num monte de máquinas virtuais.

Posso agradecer a Peter para a introdução de Frank para o maravilhoso mundo da virtualização?

Mike Laverick, rtfm-ed.co.uk 
Meu primeiro VMotion era demo do servidor de mídia a ser movido de uns hosts ESX para outro. Eu não lembro agora o clipe de filme estava sendo mostrado para os desktops - acho que poderia ter sido um trailer de Homens de Preto. De qualquer forma, nada piscou ou parou - o vídeo não parava de passar, sem soluços.
Nesse ponto, minha mente começou a correr. Eu estava pensando inicialmente sobre a manutenção de hardware. Mas rapidamente (este em ESX2) comecei a pensar em mover VMs ao redor para melhorar o desempenho e na possibilidade de mover máquinas virtuais através de grandes distâncias. Na época, eu disse aos meus companheiros Microsoft sobre tudo isso, e eles foram muito céticos. Virtualização, ele (des)informou-me, ia ser um fogo de palha, e VMotion era algum tipo de brinquedo - é claro, agora o HyperV suporta "Live Migrate" como parte integrante da virtualização.
Na verdade, quando eu comecei a fazer uma demonstração VMotion aos meus alunos, ocasionalmente, eu senti como se estivesse showboating (fazer shows por aí com um barco). Isso foi nos dias do vCenter 1.x. Mas, em alguns aspectos, não há mal nenhum em exibicionismo. Permitiu-me demonstrar aos alunos como muito à frente VMware estava em relação à competição, e o quão visionária a empresa é. Certamente acrescentou à minha credibilidade o fato de ter uma tecnologia que era tão fácil de configurar (contanto que você se tivesse os pré-requisitos básicos) e a grande coisa sobre VMware e seus cursos é que o próprio produto se vende.

Como já foi dito, mas reforçado por Mike ... VMotion mudou o mundo, e o fato de que tanto a Microsoft quanto a Citrix copiaram o recurso definitivamente suportam essa afirmação...

Scott Lowe, blog.scottlowe.org 
Lembro-me de quando eu comecei a testar vMotion (então VMotion, é claro). Eu estava absolutamente certo de que ele tinha que ser um truque - certamente você não pode mover uma carga de trabalho em execução de 1 servidor físico para outro! Eu realizei meu primeiro vMotion com apenas uma compilação de servidor Windows 2000 standard. Funcionou como esperado. Então, eu tentei um servidor Citrix Metaframe com usuários logados. Funcionou também. Então eu tentei um servidor de arquivos ao copiar arquivos de e para o servidor. Mais uma vez, funcionou. SSH? Funcionou. Telnet? Funcionou. Servidor de mídia com os clientes de streaming de conteúdo? Servidor Web, enquanto os usuários estavam acessando páginas e download de arquivos? Active Directory? Solaris? Linux? Tudo funcionou. Neste ponto, depois de dias - ou mesmo semanas, sem sucesso, tentando fazê-lo falhar, eu estava convencido. Fiquei oficialmente viciado em virtualização com VMware.
Obrigado pelo convite para partilhar memórias sobre vMotion!

Parece que todos os blogueiros "top" ficaram viciados em virtualização quando testemunharam o VMotion... Como eu disse no início deste post; VMotion revolucionou o mundo da TI e eu gostaria de agradecer a VMware e, especialmente, Mike Nelson para este grande presente!

Eu também gostaria de agradecer a Scott, Mike, Frank e Chad por compartilhar suas histórias e eu aposto que muitos de vocês estão tendo atualmente flashbacks de quando assistiram pela primeira vez um VMotion.

Conclusão

O relato do Duncan confirma minhas impressões sobre a VMware, e mostra como a inovação pode criar muitos fãs, que ficam viciados de tão maravilhados com a tecnologia provida pela empresa. Confesso que sou meio fanboy da VMware, embora tenhamos tido nossas DRs, continuo admirando a empresa e, mesmo achando que o aumento da concorrência no mercado é positivo para nós enquanto clientes, espero que a empresa se mantenha no topo por muito tempo ainda, pois eles têm muito mérito.

E você, o que acha do vMotion e da VMware ? Quer aprender mais sobre o assunto ? Deixe aqui suas observações!

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Ferramenta Microsoft migra máquinas virtuais VMware e Amazon

Ferramenta Microsoft migra máquinas virtuais VMware e Amazon

A Microsoft está preparando uma ferramenta que irá migrar cargas de trabalho físicas e virtuais para a sua nuvem Azure. Um preview limitado do novo Migration Accelerator foi liberado, e suporta máquinas físicas e virtuais (VMware e Hyper-V), bem como Amazon Web Services.

O lançamento da nova ferramenta de migração vem na esteira das notícias de que o serviço de nuvem da Microsoft tem crescido mais que a Amazon.

Segundo a Microsoft, o Migration Accelerator "automatiza todos os aspectos da migração, incluindo a descoberta de cargas de trabalho na sua origem, instalação de agente remoto, adaptação e configuração de endpoint".

A tecnologia que permite as migrações vem da InMage, adquirida em julho pela Microsoft, e cuja solução baseada em appliance captura dados continuamente com base nas mudanças de sistemas Windows e Linux, para, em seguida, realizar backups locais ou replicação remota através da rede.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Notícias da #VMware: Amazon Portal for vCenter, Boas Práticas pro vSphere 5.5, benchmark de segurança, Hyperthreading e mais



O Datacenterdan traz também um artigo excelente em que lista as principais recomendações de boas práticas para o vSphere 5.5, incluindo otimização de desempenho, atualização, monitoramento e muito mais. Leitura obrigatória pra quem usa a versão mais nova da suite de virtualização.

O Leandro traz um resumo (em espanhol) das informações gerais que você deve saber sobre a VSAN. Não deixe de conferir também nossa análise sobre esta funcionalidade revolucionária.

O Blog VMware traz um artigo com informações básicas (em espanhol) sobre o funcionamento do VMware vSphere Replication. Vale a leitura.

O Blog VMware traz outro artigo interessante, desta vez sobre os cuidados necessários ao utilizar processadores com o recurso de Hyperthreading, pois esta tecnologia impacta o escalonamento de CPU pelo software de virtualização e há algumas contraindicações.

O site CIS Security disponibilizou um benchmark de segurança para ESXi 5.1 que ajuda a identificar as configurações necessárias para o hardening dos seus hosts, em especial se utilizados numa DMZ.

O site Empiric Virtualization traz uma série de artigos sobre virtualização denominada "Virtualization 101", cobrindo desde o bê a bá mesmo. Uma série para leigos, a quem possa interessar.

Conheça o Amazon Management Portal for vCenter, a interface de gerenciamento pra quem utiliza a suite da VMware e que deve facilitar a migração de ambientes virtualizados para a nuvem da Amazon. Grande sacada!

É (só) isso. Por enquanto :)

quarta-feira, 4 de junho de 2014

FISL 15: Cloud sem cloud - combinando ferramentas de forma inteligente!



Vamos adiante pois o FISL 15 acabou mas ainda há muito o que comentar. Já assisti (ouvi) uma meia dúzia de palestras e vem mais coisa interessante por aí, a começar com um assunto bastante atual: computação em nuvem.

Na palestra a seguir você vai ter informações valiosas sobre como aplicar os conceitos de nuvem dentro da empresa, mesmo que (ainda) não tenha contratado nenhum provedor de cloud. Foi o que o pessoal do Walmart fez, com ótimos resultados. Algumas dicas valiosas retiradas da palestra:

- Pensar em funcionalidade e não em ferramenta;
- Dar mais autonomia ao desenvolvedor pode gerar ótimos resultados;
- Investir em mecanismos, ferramentas e ambientes de teste é fundamental;
- Como usar docker, LXC e outras ferramentas pra automatizar o provisionamento;
- Como montar uma estrutura de alta disponibilidade e desempenho com nginx;
- Como montar uma estrutura escalável com chef, knife e nginx.

Confiram abaixo todos os detalhes da palestra.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Notícias da VMware: ESXi nested, Netflow, Airwatch, NSX, vMA, nuvem híbrida e muito mais!


Resumo das notícias sobre virtualização e computação em nuvem da VMware.

O favoritevmguy (que apelido, hein?) mostra como ativar o copiar/colar a partir da console VMware. É necessário acessar o host via ssh e alterar alguns parâmetros.

O Leandro, do Blog VMware, mostra como configurar um vDS (VMware Distributed Switch) para redirecionar o tráfego a um coletor Netflow como o NTOP ou outra ferramenta equivalente. É algo que se torna necessário a partir do momento em que os ambientes virtualizados demandam atividades de análise de tráfego, seja por questões de segurança, compliance ou desempenho.

A VMware traz os planos para integração da mais recente aquisição (acho), a Airwatch, que deve render a empresa a possibilidade de oferecer uma solução BYOD plenamente gerenciável através do conceito de containers (imagino que seja algo parecido com o Samsung Knox), onde o ambiente corporativo fica isolado do ambiente do usuário, seja através do smartphone, tablet, notebook ou desktop (se é que alguém ainda usa :).

O Leandro informa a disponibilidade do VMware Tools para ESXi, útil para cenários de virtualização nested, onde o hypervisor é virtualizado (já vi até 3 níveis de inception!).

Já viu as ofertas de nuvem híbrida da VMware ? São três opções: Disaster Recovery, Dedicated e Virtual. A primeira inclui, obviamente, funcionalidades para automatizar a recuperação do ambiente virtualizado em caso de desastres, a segunda oferece uma nuvem exclusiva, e a terceira, se entendi bem, oferece um serviço equivalente ao shared hosting baseado em VPS que vemos em muitos provedores mundo afora.

Aqui uma coisa que preciso conseguir tempo pra estudar: virtualização de rede com VMware NSX. Esta série de posts do Wahl Network traz alguns artigos interessantes.

O 4sysops traz um guia para instalar e configurar o vSphere Management Assistant, uma ferramenta muito útil para automatizar através de scripts a coleta, diagnóstico e análise de diversos aspectos da suite de virtualização. Já usei há algum tempo e recomendo, há uma "comunidade" no site da VMware onde é possível obter muitos scripts interessantes de hardening, levantamento de configurações do ambiente, enfim, muita coisa legal.

Conhece o Web Commander ? É um "fling" que permite delegar atividades para usuários através de uma interface web simples, dispensando a instalação do vSphere Client e outras ferramentas.

O Intense School traz um guia sobre o Update Manager, que explica como utilizar a ferramenta de atualização dos componentes (máquinas virtuais, aplicações, appliances virtuais, VMware Tools, hosts, hardware virtual, etc) da suite de virtualização.

O nisah.net mostra como obter informações de interfaces de rede em switches virtuais utilizando um script PowerCLI.

O Leandro traz mais um artigo mostrando como abrir portas no Firewall do ESXi.

E aí ? Tá bom ou quer mais ? Até o próximo post!

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

10 notícias pra ficar atualizado sobre virtualização e computação em nuvem com VMware vSphere e vCloud

Apesar de não estar postando aqui com tanta frequência sobre VMware como fazia antigamente, continuo acompanhando o que acontece no mundo da virtualização e computação em nuvem, e trago a seguir uma compilação do que vi de mais interessante recentemente sobre a Big V.

A VMware possui, desde a versão 5.1 da suite vSphere, um componente denominado Multi-hypervisor Manager, que substituiu o antigo VXP Manager, e permite gerenciar, como o nome sugere, hypervisors de outros fabricantes, embora esteja limitado inicialmente apenas ao Microsoft HyperV, e ainda assim sem suporte à versão que acompanha o Windows Server 2012. Por isso digo há tempos que o Hypervisor não importa mais.

A versão mais recente do Openstack (Havana) traz uma contribuição significativa da VMware, e sabe por que? Em parte, porque não faz sentido comparar diretamente Openstack e VMware vSphere, levando em conta que é possível integrar as soluções, especialmente se sua empresa já fez investimentos pesados na suite vSphere. Saiba mais sobre a arquitetura do Openstack Havana e conheça as possibilidades (e limitações) de integração com as soluções da VMware nesta excelente série de artigos. De quebra, descubra curiosidades surpreendentes como o fato de que a Citrix desenvolveu a primeira versão dos componentes e drivers de suporte ao ESXi da VMware. Leitura recomendadíssima!

A Veeam tem um conteúdo muito interessante que ajuda a entender melhor este mundo (nebuloso pra muitos!) do backup em ambientes virtualizados, e ainda ajuda a aprofundar o entendimento dos recursos disponíveis nas soluções de virtualização suportadas pela solução. Por isso, vale muito a pena conferir os vídeos e análises da Veeam relacionados neste artigo.

Se você pretende fazer a certificação VCP5-DCV, saiba que agora são 135 questões e 120 minutos para responder, e que as questões são "v5.x agnostic", ou seja, o nível de detalhe das questões não aprofunda especificidades de nenhuma versão específica a partir da 5.0. Se você quiser opções mais light para certificações da VMware, confira este artigo aqui.

Se você conhece ou adquiriu o vCOPS (vCenter Operations Manager), este artigo pode ser bastante útil pois indica como tirar o máximo do monitoramento avançado que a solução oferece com o mínimo de custo em termos de licenciamento.

Conhece o vCenter Support Assistant ? Eu também não conhecia :) É um appliance que permite obter orientação sobre atualizações, alertas e outras informações úteis para manter a solução funcionando "redondinha"!

Conhece o Nutanix ? Pois devia. Esta solução vai na contramão das tradicionais SAN e NAS, e ainda assim apresenta algumas características muito interessantes em termos de desempenho, escalabilidade, alta disponibilidade, entre outras, levando alguns especialistas a colocar em cheque supostos "mitos" como a idéia de ter uma quantidade "ilimitada" de VMs num único datastore. Será ? Leia e tire suas próprias conclusões.

Conhece o VSAN, uma das novidades da mais recente versão da suite vSphere ? Se não conhece, corre lá pra conhecer. A solução mal saiu do forno e já está sendo atualizada com suporte a 16 nós.

O vCenter Log Insight é uma solução para Log Analytics, que permite entender com mais facilidade o que acontece nos bastidores do ambiente virtualizado. A VMware oferece um ebook gratuito sobre esta solução.

Que tal saber quais os maiores e melhores blogs sobre virtualização com VMware em 2014 ? Há uma enquete rolando, mas eu nem me preocupei em responder, só os indicados já valem a visita.

Pois é, pessoal. Muita coisa acontecendo né ? Tudo ao mesmo tempo agora. Como diria Marcelo D2, a caravana não para! É isso. Até o próximo post :)

domingo, 1 de dezembro de 2013

4 ferramentas gratuitas para backup de VMware (inclusive ESXi gratuito) e Microsoft Hyper-V



Backup é uma das maiores preocupações de qualquer profissional de TI. Em ambientes virtualizados, a proliferação de máquinas virtuais aumenta os riscos, afinal são mais máquinas e, consequentemente, mais dados, aplicações, serviços e áreas de negócio afetadas em caso de falhas e perda de dados.

Por isso, investir numa boa solução de backup e recuperação de desastres, mais que desejável, é imprescindível a qualquer departamento de TI que se preze. A boa notícia é que, ao contrário do que muitos podem imaginar, há muitas soluções interessantes no mercado, e destacamos a seguir as soluções gratuitas que identificamos, e que suportam inclusive a versão gratuita do hypervisor da VMware. Algumas suportam também o Microsoft Hyper-V. Vamos à lista.


O caçula da lista é o Unitrends, que tem sido muito comentado recentemente, por estar presente na VMworld 2013, ganhando ainda mais visibilidade com a solução que oferece, mesmo em sua versão gratuita, suporte ao VMware ESXi, com direito a backup "a quente", agendamento, recuperação de arquivos e deduplicação.


O Thinware vBackup é uma solução que chama a atenção por oferecer, em sua versão Standard (gratuita), suporte ao VMware ESXi, com direito a backup "a quente", recuperação de arquivos, Instant Restore para testar backups sem afetar o ambiente de produção, além de integração com o VMware Converter.



O Trilead VM Explorer é outra solução de destaque que aposta, em sua versão gratuita, no suporte ao VMware ESXi e Microsoft Hyper-V, com direito a backup "a quente", compressão e cópia de arquivos entre hosts e também para a estação de gerenciamento.

E não poderíamos fechar a lista de forma melhor. O tradicionalíssimo ghettoVCB, precursor das soluções alternativas e gratuitas para backup de ambientes virtualizados e sobre o qual falamos desde 2010, continua firme e forte, evoluindo com suporte à versão 5.1 do ESXi, além de compressão (experimental), backup de VMs com snapshots, suporte a múltiplas instâncias do script em execução e muito mais.

O que acharam da lista ? Já conheciam ? Tem alguma outra solução para indicar ?


Se estiver interessado em soluções mais "tradicionais", confira nosso outro post sobre alternativas de backup para ambientes virtualizados.


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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Conheça já as novas certificações da VMWare: VCA-DCV, VCA-Cloud e VCA-WM



A VMware lançou recentemente novas certificações que oferecem oportunidades bastante interessantes aos profissionais interessados em virtualização. Todo profissional de TI sabe que virtualização é uma tecnologia cada vez mais presente nas empresas, e que o conhecimento e domínio sobre o tema é fundamental para crescer na carreira.

Entretanto, a principal fornecedora de soluções na área, a VMware, exigia que o profissional realizasse um treinamento oficial num centro autorizado pela empresa, para obtenção de certificações reconhecidas como a VCP - VMware Certified Professional.

Eu disse exigia. Pois é. Não mais. As novas certificações eliminam este requisito, e é possível obter a certificação sem qualquer treinamento, embora seja recomendável, especialmente aos menos experientes, buscar treinamentos de qualidade em virtualização que possam facilitar a obtenção da certificação. Até porque a inscrição para realização do exame não é gratuita, e você não pretende jogar seu rico dinheirinho fora, não é mesmo ?

A certificação VCA-DCV (VMware Certified Associate - Data Center Virtualization), como o nome sugere, é voltada para o conhecimento das soluções de virtualização da VMware, especialmente a suite vSphere, enquanto a certificação VCA-Cloud cobre os produtos da linha vCloud Suite. Já a certificação VCA-WM (Workforce Mobility) foca nos produtos para virtualização de desktops da linha VMware View.

Alguns benefícios das novas certificações


  • Reconhecimento de seu conhecimento técnico
  • Transcripts oficiais da VMware
  • Utilização de logotipo respectivo
  • Acesso ao portal exclusivo VCA
  • Convite para exames beta e cursos
  • Desconto em eventos da VMware
  • Maiores oportunidades de progressão na carreira

A prova custa U$60 (com o desconto de 50% até o fim de 2013), é feita online, composta de 50 questões e você tem entre 75 e 120 minutos pra respondê-las, a depender do idioma selecionado (não, português não está disponível).

Não perca esta oportunidade! E lembre-se, podemos ajudá-lo a obter as novas certificações da VMware.


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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

5 dicas fantásticas sobre o vSphere 5.5



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Falamos recentemente sobre a chegada da mais nova versão da solução da VMware, e é chegada a hora de detalhar algumas das mudanças mais interessantes.

1 - Mudanças no DRS

A funcionalidade de balanceamento de carga foi aprimorada. Alguns parâmetros de configuração avançados têm sido adicionados a cada nova versão, mas uma em especial vale a pena mencionar: LimitVMsPerESXHostPercent.

Antes de detalhar este parâmetro, é importante falar de outro, introduzido na versão anterior: LimitVMsPerESXHost. Este parâmetro permite definir a quantidade máxima de VMs que um host deve executar. Simples, não é ? É, mas também é limitante, pois se a quantidade total de VMs no ambiente cresce, este valor precisa crescer também, correto ? É aí que entra (!) o LimitVMsPerESXHostPercent.

O novo parâmetro permite definir, ao invés de um valor fixo, um percentual de VMs no ambiente que um host pode executar. Pra ser mais correto, a conta é a seguinte: cada host pode executar M + %M, onde M é a média de VMs por host no ambiente, e % é o valor do parâmetro. Assim, se a quantidade total aumenta, o parâmetro automaticamente reflete isso.
Exemplificando: se o ambiente tem 16 VMs e 4 hosts, e o valor do parâmetro é 50%, cada host pode rodar 4 (M -> 16/4) + 0.5x4 = 6 VMs. Se o ambiente cresce pra 40 VMs, cada host agora poderá rodar 10+0.5x10 = 15 VMs.

Outra novidade interessante é que a configuração de VMs sensíveis a latência, introduzida também na versão anterior, é tratada de forma mais adequada ao que se propõe. Esta configuração indica que uma VM hospeda uma aplicação cujo tempo de resposta é crítico, e por isso uma operação como vMotion pode prejudicar seu funcionamento, e só deve ser feita se realmente necessário.

Anteriormente, esta configuração simplesmente não era respeitada pelo DRS, e VM poderia ser migrada em qualquer situação de desequilíbrio do balanceamento de carga entre os hosts.

Agora, esta configuração (que pode ser feita via Web Client) é, digamos, mais respeitada, sendo considerada uma regra soft de afinidade, o que significa que a VM só será migrada em último caso.
Para mais informações sobre novidades no DRS, confira o Yellow Bricks.

2 - Mudanças no HA

Não houve nenhuma mudança drástica no HA, ao contrário do lançamento do vSphere 5, quando o componente de alta disponibilidade foi totalmente redesenhado. Mas há uma novidade em especial que pode ser bem útil. O parâmetro das.respectVmVmAntiAffinityRules permite indicar que as regras de afinidade entre VMs devem ser respeitadas.

Isto é especialmente útil num cenário em que haja mais que 2 hosts no cluster, e haja regra(s) de afinidade indicando VMs que devem estar em hosts distintos por contingência (imagine dois servidores de diretório rodando num mesmo host, e o host falha!).

Nesta situação, caso um host falhe (restam dois, portanto) e a configuração esteja definida como true, a regra de afinidade será respeitada, e caso uma das máquinas estivesse rodando no host que falhou, ela seria alocada no host distinto do que hospeda a outra VM afetada pela regra. Ou seja, não há o risco de as duas VMs de autenticação serem hospedadas no mesmo host.

Mas é importante frisar que, neste cenário, caso haja a falha de um outro host (restando um, portanto), a regra de afinidade continuará a ser respeitada, fazendo com que uma das VMs de autenticação não seja reiniciada automaticamente pelo HA. Por isso, utilize este parâmetro com cuidado.
Mais detalhes com o Duncan.

3 - vCenter Appliance menos limitado

Outra mudança bem vinda diz respeito à redução das limitações do vCenter Appliance, que fornece uma alternativa para quem prefere ou precisa usar um servidor Linux para o vCenter.

Agora o appliance permite gerenciar até 100 hosts e 3000 VMs, um enorme salto em relação ao limite anterior, de 5 hosts e 50 VMs.

Outras melhorias "menores" dizem respeito ao suporte a drag and drop, cluster de banco de dados e OS X.

4 - vFlash

Esta eu achei sensacional! O vSphere Flash Read Cache (Tabajara :), vFlash pros íntimos, permite utilizar o disco local (SSD) do host como cache para leitura de dados, evitando o acesso ao storage.

Acho que isso pode ser motivo suficiente para investir em discos SSD no host, a depender do volume de acessos, é claro. Mas considerando a tendência inevitável do uso de discos SSD, acredito que, na pior das hipóteses, este recurso oferece mais uma alternativa a ser considerada pela empresa quando chegar a hora de investir nesta tecnologia de armazenamento. E, pra quem já investiu, certamente é uma ótima notícia, afinal representa mais uma possibilidade de justificar o investimento.

Pra saber mais detalhes, inclusive o passo a passo da configuração, confere lá o site dele, sim, o Duncan, do Yellow Bricks :)

5 - Virtual SAN

Esse é "O RECURSO"! O Virtual SAN, VSAN, ou ainda vCloud Distributed Storage, é um sistema de armazenamento de dados distribuído e integrado ao hypervisor.

O VSAN permite utilizar a capacidade e desempenho do armazenamento local dos hosts para criar uma SAN estupidamente simples de gerenciar. Se o cluster cresce, a capacidade e desempenho da SAN vai junto. Perfeito, não é mesmo ? Mais ou menos.

Infelizmente, nem tudo são flores. Para ativar o recurso (basta criar uma rede VMkernel pra ele e habilitar uma opção!), é necessário que os hosts que participarão da SAN (como fornecedores) possuam pelo menos um disco SSD e outro comum.

Tem gente (muito boa, por sinal!) por aí fazendo truques pra criar discos SSD falsos, mas obviamente eu não recomendo, exceto em ambiente de testes.

Agora faz mais sentido pra mim a idéia de ter o ESXi pré-instalado num disco SSD do servidor.
Quando li sobre o recurso, fiquei pensando se ele não foi inspirado de alguma forma pelo CEPH. Será?  (Open Source Rulez!)

Para mais informações, você já sabe :)
E então, o que acharam das novidades ?
Deixem suas impressões (não as digitais :)!

Update!

Bônus - Application HA

Eu devia ter incluído este item na lista, pois é uma das novidades mais interessantes da última versão da suite da VMware. A rigor, o recurso já existia, mas foi aprimorado de uma forma que tornou ele realmente útil.

A idéia de monitorar aplicações não é nova, e como costumo dizer em treinamento, um dos maiores ganhos ao virtualizar o ambiente é o conhecimento maior sobre as cargas de trabalho e utilização de recursos pelas aplicações/serviços, já que toda solução de virtualização oferece recursos de monitoramento do desempenho que são fundamentais para o melhor gerenciamento do ambiente virtualizado.

Com a aquisição da Hyperic, a VMware completou o quebra-cabeça do App HA, e deixou de depender de ferramentas de terceiros pra fazer o monitoramento de aplicações. Agora, a Big V de Palo Alto passa a oferecer a solução completa, do monitoramento à recuperação de falhas, não apenas para hosts e VMs, mas também para aplicações críticas do negócio.

A implementação é relativamente simples: dois appliances virtuais, um pro monitoramento de aplicações (Hyperic), outro para gerenciar o processo todo (monitoramento e recuperação), e pronto.

O App HA é uma novidade muito bem vinda na medida em que a integração maior de mecanismos de monitoramento e recuperação de falhas em aplicações e serviços é uma evolução natural dos recursos de monitoramento de hosts e VMs comuns às soluções de virtualização e computação em nuvem.

Mais detalhes com o Elias Khnaser, outra "sumidade" em virtualização.


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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Chegou o vSphere 5.5!


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A VMware anunciou hoje o vSphere 5.5, que traz mais do mesmo (muito mais), o que não é ruim, e traz também algumas novidades bem interessantes. Vamos à lista do que mais me chamou a atenção:
  • Host com até 320 cores e 4 TB de RAM;
  • VMs com até 64 processadores (vCPUs);
  • Suporte à virtualização nativa do ESXi 5.5 (nested hypervisor);
  • Hot-pluggable SSD;
  • Aceleração gráfica para máquinas virtuais Linux;
  • Melhorias no vCenter: single sign-on, vSphere Web ClientvCenter Server Appliance Linux;
  • HA para aplicações (app-aware);
  • Big Data extensions (Hadoop da VMware, denominado Serengeti);
  • Discos de 62TB para máquinas virtuais;
  • Traffic filtering;
  • Suporte a HBAs FC de 16 Gbps;
  • Suporte a interfaces de rede 40 Gbps;
Confira o documento oficial, completo com as novidades, abaixo:

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