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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Chegou o VMware vSphere 6 - isso muda tudo ?

A VMware finalmente lançou a tão aguardada versão 6 da suite de virtualização mais usada no mundo. E que lançamento! Que versão!

Vejamos as novidades.

Novos limites de configuração

A VMware parece fazer questão de manter números impressionantes quando se trata de configurações suportadas, seja em relação a hosts, máquinas virtuais ou recursos como processamento e memória. Vejamos os novos números.

  • 64 hosts por cluster;
  • 8000 VMs por cluster;
  • 480 CPUs por host;
  • 12TB de memória por host;
  • 2048 VMs por host;
  • 128 vCPUs por VM;
  • 4TB de RAM por VM.

vMotion de longa distância

VMware vSphere 6 - vMotion
Um dos recursos que mais me chamou a atenção, e que vamos abordar sob outro ângulo mais adiante, é o vMotion de longa distância, que permite a migração de máquinas virtuais "a quente" para sites remotos, por exemplo, ampliando as possibilidades de distribuição de serviços, flexibilizando as opções de Disaster Recovery, dentre outros benefícios.

Além disso, agora vai ser possível fazer vMotion entre diferentes servidores vCenter, e ainda com suporte ao Microsoft Cluster (inclusive RDM!).

Fault Tolerance multi-processador (SMP)

Outra novidade das mais importantes, na opinião deste blogueiro, é a remoção (pelo menos em parte) das gravíssimas limitações do Fault Tolerance, que agora permite proteger com tolerância a falhas, máquinas virtuais com até 4 processadores e 64 GB de RAM, o que deve fazer com que o recurso passe a ser usado efetivamente por um número significativo de clientes, preenchendo uma lacuna importantíssima em termos de funcionalidade da solução, e aumentando a vantagem da VMware em relação à concorrência.
Comparação entre o VMware vSphere FT 5.5 e 6.0
Comparação entre o FT 5.5 e 6.0

Virtual Volumes

VMware vSphere 6 Virtual Volumes

Pelo que entendi, este recurso deve permitir utilizar (qualquer) storage de forma mais integrada com o ambiente virtualizado, ou seja, o storage vai gerenciar o armazenamento das máquinas virtuais, e não mais o software de virtualização.

Pra que isso funcione há uma série de requisitos, em especial o suporte a containers de armazenamento e à API VASA. Os containers são usados pra armazenar informações de cada VM separadamente (VMDKs, snapshots, etc) e a API delega as operações de armazenamento pro storage, liberando o host.

Outro ponto importante é que as políticas de armazenamento agora podem ser aplicadas por máquina virtual, e não mais por unidade de armazenamento (datastore).

Há quem ache que esta é a principal funcionalidade da nova versão da suite, mas não estou certo disso.

Outras novidades

  • vCenter Single Sign On (SSO) agora é uma plataforma multi-serviços que integra autoridade certificadora, armazenamento de certificados, registro de serviços e o SSO);
  • vCenter Server Appliance agora suporta até 1000 hosts e 10.000 VMs;
  • Suporte ao sistema de arquivos NFS 4.1 com autenticação Kerberos e suporte a recuperação de erros e multipath;
  • Suporte ampliado ao IPv6, incluindo iSCSI, NFS e VMFS;
  • Content Library é o novo conceito que consiste num repositório de templates, imagens ISO, vApps e scripts;
  • Gerenciamento baseado em políticas para provisionamento de VMs baseada em funcionalidade e capacidade, alocação inteligente, monitoramento de aderência a políticas e remediação automática, dentre outras novidades;
  • Suporte ao Storage I/O Control (SIOC - QoS para acesso a armazenamento) e Network I/O Control (NIOC - QoS para priorizar tráfego das VMs) por máquina virtual;
  • Até 8TB e 800 VMs por VMware Data Protection (VDP) Appliance, e backup de aplicação para SQL Server, Exchange e Sharepoint;
  • Melhorias de segurança, incluindo gerenciamento de usuários e senhas, auditoria e gerenciamento do ciclo de vida de certificados;
  • Instant Clone (VMFork) aumenta em 10x o desempenho na clonagem de VMs;
  • Melhorias de desempenho e usabilidade no Web Client (extremamente necessárias, por sinal :);
  • Melhorias no High Availability (HA), Dynamic Resource Scheduler (DRS), Site Recovery Manager (SRM), vSphere Replication, VSAN, dentre outras que poderia ficar horas descrevendo aqui.

A visão de futuro da VMware

Transcrevi a seguir, em tradução livre, um texto excelente do Michael Weber, do Long White Clouds, que entendo ser muito útil para ajudar a compreender a visão de futuro da VMware. Confiram abaixo.
Enquanto um monte de pessoas (eu incluído) estão animadas sobre as questões técnicas do lançamento vSphere 6, há algo muito mais fundamental sobre esta versão. Alguns destaques técnicos incluem clusters de 64 nós, 8000 VMs por cluster, 480 processadores, 12 TB de RAM e 2048 VMs por host, 128 vCPU e 4TB RAM por VM, SMP FT (até 4 vCPU), aprimoramentos para NIOC, VVOLs, melhorias SIOC, e muito mais. 
A razão pela qual esta versão é mais fundamentalmente importante está relacionada com a mesma razão que a Amazon com AWS passou de um nada a líder de mercado. Não é apenas sobre a tecnologia, mas o que a tecnologia permite, mudando o modelo de negócios, reduzindo o atrito, permitindo flexibilidade. O que pode parecer um recurso relativamente pequeno na superfície tem o potencial de mudar a paisagem do mercado de nuvens híbridas baseadas em SDDC. Se você gostaria de saber mais sobre isso, e tudo mais de bom que vem como parte do lançamento do vSphere 6, continue lendo.

VMware está prestes a lançar a versão mais recente do produto vSphere no que eu prevejo que será um momento decisivo para a era Mobile / Cloud. Pela primeira vez, você vai ser capaz de migrar "ao vivo", sem qualquer interrupção, entre datacenters de nuvem privada, para a nuvem pública, em longa distância, numa verdadeira nuvem híbrida e 
datacenter definido por software. 
Você será capaz de implementar a melhoria da qualidade de serviço para todas as aplicações com garantias adicionais de SLA, e escala para níveis sem precedentes. Tudo isso ao mesmo tempo reduz as despesas gerais de gestão e a complexidade de todo o ecossistema. Com políticas que seguem as máquinas virtuais e aplicativos virtuais, independentemente de onde eles estão localizados fisicamente. 
Esta versão precisou de um tempo maior, e por um bom motivo. Há um grande compromisso com a qualidade do produto, o que foi evidenciado pelo primeiro beta público da história do VMware vSphere. Este é um lançamento importante, e é bem merecedor do número de versão 6.0. Muito trabalho duro foi aplicado neste lançamento por milhares de pessoas. Eu pude testar um monte de funcionalidades durante o beta e foi ótimo poder contribuir para o produto. 
Então, por que eu acho que este é um momento de definição? O mundo está mudando com a explosão maciça de smartphones e as aplicações que os suportam. Muitos milhões de usuários estão exigindo seus aplicativos onde e quando quiserem. Os aplicativos precisam ser capazes de escalar maciçamente e sob demanda, e mover-se para onde quer que possa fazer sentido. 
Anteriormente, migrar cargas de trabalho a partir de uma nuvem privada ou SDDC privada para um provedor de nuvem e suportar uma nuvem híbrida, era necessário que os sistemas sendo migrados fossem desligados. Você poderia migrar modelos e fazer ajustes depois, mas isso não é exatamente o mesmo que ser capaz de migrar dinamicamente "ao vivo" qualquer carga de trabalho de seu datacenter para a nuvem sem qualquer tempo de inatividade ou interrupção, e através de longas distâncias. 
Se você realmente queria entregar cargas de trabalho em nuvem e as cargas de trabalho móveis em escala, elas deviam ser escritas para um ambiente de nuvem particular. Então você estava preso em um Hotel Califórnia, onde você pode fazer o checkout, mas nunca pode realmente sair. 
Esta é a diferença fundamental, e a mudança tecnológica fundamental que é potencialmente habilitada pelo vSphere 6, que por sua vez vai quebrar os atuais paradigmas de negócios e modelos atuais. 
As melhorias no VMware vMotion têm o potencial de mudar a maneira como as organizações mantém seus datacenters, aplicações e interagem com os prestadores de serviços em nuvem. É possível migrar cargas de trabalho entre diferentes nuvens sob demanda, com base em regras e políticas de negócios, desde que se baseiem em vSphere 6. 
Então de onde vem a comparação com o Amazon AWS ? A razão pela qual eu acredito que o AWS se tornou bem sucedido, não é por causa da tecnologia, mas porque ele mudou o modelo econômico e de negócios de consumo de infra-estrutura. 
Ela reduziu o atrito, transformou tudo sob demanda, e entregou a equipes de desenvolvimento e aplicações, de uma forma transparente. Com as melhorias do VMware vMotion, permitindo migração entre diferentes servidores vCenter e Longa Distância, provedores de nuvem de serviços podem fornecer ainda menos atrito, sob demanda,  e executar qualquer tipo apropriado de serviço em qualquer lugar. 
Algumas das tiranias da rede e migração em tempo real estão sendo demolidas. Isto pode mudar a maneira que infra-estrutura é consumida e tornar mais fácil para as equipes de aplicativos entregá-los. Mas isso precisa ser misturado com uma construção comercial que os suporte. 
No VMworld em 2014 Bill Fathers, pai do vCloud Air, informou que cerca de 6% das cargas de trabalho eram executadas em ambientes de nuvem. Eu acredito que parte da razão é por causa da dificuldade em migrar cargas de trabalho para a nuvem, e entre diferentes nuvens, sem interrupção, e sem ter que mudar os aplicativos subjacentes. 
Com as mudanças que VMware está começando a entregar a partir de vSphere 6, isso poderia rapidamente mudar a adoção de nuvens compatíveis com VMware. Ainda há muito a fazer em termos de rede, que ainda é uma das barreiras para a nuvem, mas é um longo caminho.
Logo você vai estar dimensionando cargas de trabalho sob demanda para apoiar os milhões de usuários móveis e migrando cargas de trabalho para a nuvem de sua escolha, quase em qualquer lugar do mundo. 
Estive recentemente na Conferência de Usuários VMware em Singapura (VMUG) e ouvi um dos meus colegas, Scott Drummond , falar sobre cloud e localidade. Localidade é importante porque há diferenças de ordens de grandeza computacional conforme os usuários estejam mais longe de seus aplicativos e dados. 
Como isso se relaciona com o lançamento do VMware vSphere 6.0 e vCenter vMotion ? O outro lado do vMotion longa distância é que agora será possível migrar cargas de trabalho sob demanda, mais perto de onde os usuários estão, especialmente quando começamos a ver os serviços em nuvem se tornarem mais locais, e mais miniaturizados ao longo do tempo. 
Palavra final 
À primeira vista, vMotion através de vCenters e longa distância pode não parecer revolucionário. Quando você coloca tudo isso no contexto da nuvem híbrida e SDDC que a VMware tem construído há mais de 5 anos, é mais fácil ver que isso realmente proporciona uma mudança fundamental na forma como os recursos de infra-estrutura podem ser usados. Não vai demorar muito para que a migração de VM aconteça como representado na imagem acima. Que novas possibilidades isto vai abrir para as empresas? Que impactos isso terá na soberania de dados?...

Conclusão

Mais uma vez a VMware traz, mais que uma nova versão, uma onda de inovação, embora a concorrência esteja apertando, como demonstra o crescimento da nuvem Windows Azure da Microsoft, sem falar na líder Amazon, que também não para de inovar.

Entre as duas novidades concorrentes, volumes virtuais e vMotion de longa distância, tendo a concordar com o Michael Webster que a possibilidade de migrar suas cargas de trabalho para a nuvem sem interrupção é algo incrivelmente poderoso e, como dizem os gringos, pode ser um recurso "Game Changer", pois torna mais simples do que nunca o processo de adoção da nuvem para o legado, algo que sempre foi o "calo" de muitas empresas.

Lembro quando conversava com especialistas de um dos poucos datacenters "respeitáveis" que restaram na Bahia e eles temiam quanto à virtualização do cluster Microsoft. Imagine que no futuro eles poderão migrar este cluster pra nuvem de maneira simples e transparente. Fantástico!

Por isso, penso que SIM, o vSphere 6 muda tudo!

E você ? O que achou das novidades ? Quer saber mais e aprender a usá-las ?

Referências

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

5 cursos gratuitos em Cloud Computing para alavancar sua carreira!


Nos últimos anos, um paradoxo assola o mercado de TI: vagas não preenchidas por falta de qualificação e profissionais reclamando de baixos salários.

A solução ? Obter os conhecimentos necessários para "aquelas" vagas, já que infelizmente parte deles não está na grade dos cursos de graduação de muitas universidades.

Um destes assuntos é computação em nuvem, um tema extremamente importante para o profissional de TI moderno.

Por isso resolvi relacionar cursos gratuitos que vão alavancar sua carreira com conhecimentos atuais e exigidos por grandes empresas.

Além disso, com estes conhecimentos você vai ter mais condições de "fazer a diferença" na empresa em que trabalha atualmente, visualizando novas possibilidades de uso da tecnologia para gerar benefícios para a empresa.

Confira a lista!

Conceitos de Computação em Nuvem (Coursera)

Neste curso de 10 semanas oferecido pela Universidade de Illinois, você aprende sobre técnicas, algoritmos e filosofias de projeto que suportam o desenvolvimento das soluções de computação em nuvem utilizadas por empresas de todo o mundo. Conceitos como grids, P2P, armazenamento baseado em chave-valor, concorrência, replicação, sistemas distribuídos, memória compartilhada distribuída, redes de sensores, segurança, falhas em data centers, dentre outros, são abordados.

Aplicativos da Computação em Nuvem (Coursera)

Neste curso de 4 semanas também oferecido pela Universidade de Illinois, você aprende sobre conceitos básicos que suportam as soluções de computação em nuvem, permitindo utilizar os serviços da Amazon, Openstack e outras soluções para construir infraestruturas e aplicações na nuvem. Conceitos como provisionamento "baremetal", serviços de identidade, imagem, orquestração, IaaS, PaaS, SaaS, privacidade e outros são abordados.

Networking em Nuvem (Coursera)

Em outro curso de 4 semanas também oferecido pela Universidade de Illinois, você explora os desafios da infraestrutura de conectividade nas soluções para computação em nuvem, abordando conceitos como topologia física para redes em data centers, virtualização de rede, Software Defined Networking (SDN), controle de congestionamento e engenharia de tráfego, redes inter-data centers.

Padrões de Arquitetura de Software : Programação para dispositivos móveis com sistema Android (Coursera) 

Este curso de 8 semanas é na verdade uma combinação de MOOCs das Universidades de Maryland e Vanderbilt, este curso é de especial interesse para desenvolvedores, pois mostra que múltiplos núcleos, armazenamento barato, conectividade ubíqua e plataformas de software comuns e acessíveis estão aumentando a demanda por engenheiros e desenvolvedores que entendem como criar aplicações concorrentes e conectadas para dispositivos móveis e que sejam capazes de se conectar a plataformas de computação em nuvem. E tudo isso com exemplos. Certamente um curso bem interessante.

Programação de serviços de nuvem para dispositivos móveis com sistema Android (Coursera)

Em outro curso de 10 semanas também oferecido como uma sequência de MOOCs da Universidade de Vanderbilt, são abordados aspectos do desenvolvimento de aplicações para nuvem que vão do protocolo HTTP a questões de escalabilidade, passando por Java Servlets, RESTful, OAuth e outros.

Bônus! Fundamentos de Big Data e Análise de Dados (Tecnologia que Interessa!)

Neste curso oferecido ao longo de 12 meses, apresentamos conceitos de computação em nuvem e ensinamos a utilizar algumas das plataformas mais conhecidas do mundo, abordando desde a construção da infraestrutura que suporta o desenvolvimento de aplicações em nuvem, até a utilização de serviços que facilitam a criação de aplicações para análise de grandes volumes de dados.

Gostou da lista ? Tem alguma sugestão ? Comente aqui!

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Resumo do evento Amazon AWS Re:invent 2014

Com a chamada "Cloud is the New Normal", o evento da Amazon que aconteceu de 11 a 14 de novembro em Las Vegas mostrou o quanto a Big A de Seattle está avançando rapidamente na oferta de serviços na nuvem. É impressionante!

Transcrevo abaixo um trecho que email que recebi sobre o evento e que resume parte dele:
Lançamentos

Aurora: novo banco de dados, compatível com o MySQL 5.6. Cinco vezes mais performático que o MySQL tradicional por um décimo do custo de um banco de dados com qualidade comercial. O custo já anunciado é realmente muito menor que o custo de RDS tradicional. A redundância funcionará por meio de promover um read replica em caso de falha ou criar um banco novo de forma automática e transparente - e mesmo assim seria muito mais rápido do que realizar o 'recovery' do banco. O AWS também anunciou que terá ferramentas de migração dos bancos MySQL tradicionais;
 
Desenvolvedores: Após investirem muito nos devops com ferramentas como OpsWorks e Elastic BeanStalk (ok, eles também podem ser usados por desenvolvedores 'puros'...), o AWS lançou 3 ferramentas focadas no desenvolvedor com objetivo de fechar o 'ciclo' de dev: AWS CodePipeline, AWS CodeCommit e o AWS CodeDeploy. O CodeCommit é basicamente um 'github' onde pode colocar o seu código, o Pipeline serve para 'continuous delivery'. Mas o grande destaque é o CodeDeploy. A estória contada é que ele é um clone do projeto interno 'Amazon Apollo' que faz o que o nome diz: deploy do código :). Em ambos os keynotes, foi falado que quando um desenvolvedor deixa a Amazon o que sente mais falta é do 'Apollo'. Vale conferir; 
AWS Key Management Service: serviço que guarda as chaves criptográficas que podem ser usadas no S3, EBS e Redshift para encriptar o conteúdo. A idéia é sempre melhorar no quesito segurança e dar insumos para proteger ainda mais a sua infraestrutura; 
AWS Config: inventário de todos os seus componentes no cloud com histórico de mudanças. Se pensou em ITIL, o AWS já chama cada componente de 'CI' e gera este catálogo automaticamente mediante ativação. Julgamos ser um serviço essencial para qualquer cliente que use o AWS; 
AWS Service Catalog: criação de catálogos de recursos que os usuários podem usar e stacks que podem fazer deploy. O objetivo é padronizar o uso do AWS dentro da organização de forma que times diferentes usem os mesmos conjuntos de componentes. Previsto para o começo de 2015; 
EC2 Container Service (ECS): aderindo a febre (e real benefício) dos containers, este serviço permite que gerencie uma aplicação distribuida construida nos containers Docker dentro da estrutura de servidores EC2. Foi feita uma demonstração muito interessante do deploy de dezenas de containers em diversos servidores combinado com o recurso do AutoScaling. Ainda em preview, é necessário pedir para participar; 
AWS Lambda: sem sombra de dúvidas, o serviço mais 'revolucionário'. O AWS está evoluindo para ser um cloud orientado a eventos (um novo arquivo S3, um servidor EC2 que foi rebootado, um registro atualizado no DynamoDB, etc) e com isto seremos capazes de reagir a cada um deles associando uma função. Você escreve um código (por enquanto somente Javascript/Node.js) que pega os detalhes do evento e processa quaisquer ações dentro do Cloud, desde que tenha permissão. A ruptura é que para casos de uso puramente funcionais, não é necessário mais uma instância EC2 para executar um simples pedaço de código! Com o Lambda os eventos são executados instantaneamente e maciçamente em paralelo. É fácil imaginar a diminuição de complexidade e ganho de produtividade imediatos. Ainda em beta privado, é necessário pedir permissão para participar; 
Novas instâncias C4. Os maiores servidores virtuais do mercado com suporte até 36 cores. No evento a própria Intel revelou que um novo processador foi criado especificamente (e por enquanto exclusivamente) para o AWS rodar workloads gigantes;
EBS com 16TB: muito esperado por todos, será possível em breve ter discos de até 16 TB com até 20.000 Iops (hoje só se chega até 1 TB). Diminui muito a necessidade de se criar RAID 1+0 para grandes partições!
Observem o enfoque em lançamentos relacionados ao que há de mais recente em tecnologias para desenvolvimento de aplicações (seguindo a tendência DevOps e os princípios do ITIL) e serviços de infraestrutura (Docker ataca novamente!).

As apresentações estão no Youtube e Slideshare. Muita coisa interessante. Muita mesmo!

Aviso: a partir deste ponto :)

Confesso que esse tipo de coisa me dá uma certa angústia, pois me lembra que, enquanto toda esta tecnologia e inovação está disponível mundialmente, em terras tupiniquins tem muita gente que poderia aproveitar tudo isso como oportunidade de mudança (pra melhor!), mas se contenta em "pegar um canudo na facul" e reclamar do mercado.

O mercado é global, as tecnologias estão disponíveis, e no caso da Amazon, você tem 1 ano (UM ANO INTEIRO!) pra testar, aprender e descobrir como utilizar a tecnologia a seu favor, sem custo (desde que tome alguns cuidados).

Por isso, pare de reclamar e comece a mudar sua realidade. Não é tão difícil quanto parece!

Você não imagina o quão barato foi montar este site aqui, por exemplo. A bem da verdade, se eu fosse desenvolvedor, teria saído de graça!

Aos que têm a motivação necessária, deixo aqui o convite pra colocar seus comentários abaixo, e prometo ajudar da melhor forma que puder.

ps: não ganho nada da Amazon por divulgar os serviços dela, e se tiverem informações de outros provedores, ficarei feliz em compartilhar também.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Ubuntu Utopic Unicorn - calmaria antes da tempestade

Ubuntu Utopic Unicorn - o que você precisa saber

O Unicórnio Utópico chegou sem grandes alardes, sendo noticiado como "a calmaria antes da tempestade".

Isto porque a versão Desktop não traz novidades além da atualização de kernel (3.16), que melhora a detecção de hardware, e versões mais recentes do Libre Office, Firefox, Chromium, XOrg, componentes do GNOME e outras pequenas melhorias para a versão desktop, como correções de bug do Unity.

Isto, na opinião de alguns especialistas (e eu concordo), é um sinal de maturidade. Por isso, quem está usando a versão LTS (Long Term Support) 14.04 tem poucos motivos pra se preocupar em atualizar, o que consolida esta versão como a mais indicada também para usuários finais e não somente para servidores.

Do ponto de vista do servidor, entretanto, há algumas mudanças importantes, em especial para quem usa Ubuntu em nuvem pública ou privada, já que foi incluído suporte para a versão mais atual do OpenStack (Juno), atualizações da libvirt, QEmu/KVM, MaaS (Metal as a Service), e o queridinho do momento, LXC (Linux Containers), no qual se baseiam algumas das ferramentas para computação em nuvem mais importantes atualmente, incluindo a também atualizada Docker.

A Tempestade

Enquanto a versão oficial traz poucas novidades, o projeto Ubuntu Desktop Next promete mudanças drásticas nas próximas versões, com destaque para o uso do systemd como gerenciador do sistema (como estão fazendo outras distribuições, inclusive o Debian), e a substituição do XOrg pelo Mir, que já é usado no Ubuntu Phone, junto com a versão mais recente do Unity, chamada de Unity 8. Esta última mudança é polêmica, inclusive porque vai na contramão de distribuições como o Fedora, que adotou o Wayland ao invés do Mir.

Assim, fica claro que o projeto de unificação do sistema em todas as plataformas (PC e móvel) começa a tomar forma, sendo natural esperar bastante turbulência nas próximas atualizações do sistema.

Conclusão

Baixe sua ISO preferida e instale do zero, execute o "update-manager -d" e atualize sua versão 14.04. Ou não faça nada disso e siga feliz com a versão atual, desfrutando da calmaria momentânea.

Nas próximas atualizações a história será bem diferente.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Openstack = VMware de pobre ?


Vasculhando o backlog de emails atrasados sobre a VMware pra escrever algo aqui no blog sobre as novidades do VMworld desse ano, me deparo com este interessantíssimo artigo do Cloud Architect Musings sobre se o Openstack deve ser um automóvel ou um cavalo mais rápido.

A questão posta faz uma alusão à famosa frase de Henry Ford: "Se eu perguntasse às pessoas o que elas queriam, elas teriam dito cavalos mais rápidos.".

A afirmação sugere que nem sempre os clientes/usuários sabem o que é melhor pra eles, e provavelmente por isso que Steve Jobs era "contra" as pesquisas de mercado (leia sobre a controvérsia em torno da frase aqui).

Bom, mas voltando ao Openstack, a alusão à frase de Henry Ford se deve ao fato de que, de acordo com informações do CAM, os principais pedidos de melhorias no Openstack estão relacionados à implementação de funcionalidades comuns há algum tempo nas soluções proprietárias, em especial a VMware, como o vMotion e o High Availability. Isso sugere que os clientes querem mais um "VMware mais barato" do que uma solução inovadora.

A questão colocada é se este é realmente o caminho, ou se os desenvolvedores do Openstack deveriam fazer como Ford e Jobs, ignorar os pedidos dos clientes e investir em algo diferente, novo.

E é aí que chegamos à figura lá do início. A análise do tipo de funcionalidade que faz sentido oferecer nos tempos atuais passa pela identificação dos perfis de aplicação que o IDC classifica, em tradução livre minha, como 1ª, 2ª e 3ª geração.

O que temos hoje, segundo o artigo, é a realidade composta pela proliferação de plataformas como o Openstack e Amazon Web Services, voltados para aplicações de 3ª geração, ainda que entre 80 e 90% das aplicações corporativas sejam de 2ª geração.

Daí a discussão sobre o rumo que o Openstack deve tomar.

Desenvolver funcionalidades "estilo VMware" seria caminhar na direção do cavalo mais rápido, sendo defendido pelos mais pragmáticos, sob o argumento de que este seria o caminho para evitar que as empresas adotem outras soluções, que certamente irão amadurecer com o tempo, o que faria com que estas empresas nunca enxerguem a necessidade de migrar para o Openstack.

Ignorar as demandas dos clientes seria caminhar na direção de Jobs e Ford, focando em inovação, em preparar o Openstack pra atender melhor as aplicações de 3ª geração, aguardando que os clientes enxerguem a necessidade inevitável de migrar.

A solução defendida pelo Kenneth, entretanto, é o que ele chamou de "abordagem bimodalidade", que consiste em criar uma arquitetura que permita atender aos dois tipos de necessidade, numa infraestrutura comum porém com isolamento entre os mundos distintos representados por uma "zona de legado" (que acomodaria aplicações de 2ª geração) e uma "zona de nova geração", baseada em hypervisors de código aberto e com foco em aplicações de 3ª geração.

Curiosamente, uma das novidades lançadas no VMworld 2014 foi justamente uma integração maior entre Openstack e VMware, chamada de VMware Integrated Openstack (VIO) que permite utilizar o VMware vSphere como hypervisor gerenciado pelo Openstack.

Interessante observar o desenrolar dessa história.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Ferramenta Microsoft migra máquinas virtuais VMware e Amazon

Ferramenta Microsoft migra máquinas virtuais VMware e Amazon

A Microsoft está preparando uma ferramenta que irá migrar cargas de trabalho físicas e virtuais para a sua nuvem Azure. Um preview limitado do novo Migration Accelerator foi liberado, e suporta máquinas físicas e virtuais (VMware e Hyper-V), bem como Amazon Web Services.

O lançamento da nova ferramenta de migração vem na esteira das notícias de que o serviço de nuvem da Microsoft tem crescido mais que a Amazon.

Segundo a Microsoft, o Migration Accelerator "automatiza todos os aspectos da migração, incluindo a descoberta de cargas de trabalho na sua origem, instalação de agente remoto, adaptação e configuração de endpoint".

A tecnologia que permite as migrações vem da InMage, adquirida em julho pela Microsoft, e cuja solução baseada em appliance captura dados continuamente com base nas mudanças de sistemas Windows e Linux, para, em seguida, realizar backups locais ou replicação remota através da rede.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

19 soluções para computação em nuvem que você devia conhecer (atualizado)!


Falamos de computação em nuvem desde 2009, já listamos algumas soluções livres interessantes (destaque para o Hadoop, rei do Big Data!), indicamos vantagens e desvantagens de adotar a nuvem e criticamos as falhas constantes de alguns dos serviços mais conhecidos e usados. Sem falar no ótimo comparativo de soluções de computação em nuvem que disponibilizamos.

De 2009 pra cá muita coisa mudou, as soluções evoluiram, melhoraram em termos de custo, desempenho e até mesmo segurança, a exemplo da adoção recente de criptografia como padrão em serviços do Google e da Microsoft, especialmente para o mercado corporativo.

Assim, é hora de encarar a realidade: ir para a nuvem é inevitável, e a pergunta não mais envolve o "se", mas o "quando" e "como". Por isso resolvi relacionar algumas das ferramentas mais interessantes que vale a pena conhecer e se preparar para esta nova realidade, evitando ser surpreendido quando as demandas e dúvidas de usuários, clientes e (pior) chefes chegarem.

Até porque é cada vez mais comum ver usuários comparando serviços corporativos com seus "equivalentes" na nuvem, a exemplo de correio eletrônico, suites de escritório, serviços de armazenamento e outros. Confira nosssa lista "As a Service" pra ter uma idéia melhor do que estou falando.

Vamos à lista de soluções:

Inicialmente, é importante registrar que não basta contratar um provedor de nuvem como Amazon, Google, Microsoft, VMware, Rackspace, IBM, HP e outros. A escolha de um provedor é uma tarefa difícil (esta lista e este comparativo podem ajudar), e um dos critérios deve ser as ferramentas de controle que o provedor oferece. A partir das limitações identificadas, é provável que seja necessário utilizar algumas das soluções que apontamos a seguir.

Aliás, a análise das necessidades da empresa pode apontar para o caminho da nuvem privada, e neste caso é fundamental conhecer o OpenStack, a plataforma de computação em nuvem que já mencionamos aqui algumas vezes, que é muito bem suportada no Ubuntu, e que até a VMware já se rendeu.

Se você vai contratar ou já contratou um provedor, o cloudorado pode ajudar a avaliar os custos envolvidos. Outras soluções para monitorar a controlar custos de provedores são ApptioCloudyn e Cloudability.

Se você precisa gerenciar uma quantidade razoável de servidores (principalmente Linux) e tem que realizar tarefas semelhantes em todos, vale a pena conhecer ferramentas como funccapistrano e fabric.

Um aspecto especialmente importante quando se trata de administrar um ambiente de computação em nuvem é o gerenciamento de configuração, e nesta área se destacam soluções como Puppet e Chef, muito usadas em provedores e fundamentais para manter um ambiente de nuvem privada devidamente padronizado em termos de configurações, aplicativos, pacotes, etc. Mas a lista de opções é bem extensa!

Outro aspecto que é necessário considerar para manter sua nuvem privada em ordem é a automatização do provisionamento, e neste sentido vale a pena conhecer ferramentas como Vagrant, que utiliza o Virtualbox pra automatizar o processo de criação de máquinas virtuais com ambiente configurado automaticamente, muito útil para desenvolvedores e administradores que precisam criar fácil e rapidamente ambientes para testes. É bom ficar atento à solução queridinha do momento quando se trata de deploy automatizado, a Docker, que utiliza o LXC (Linux Containers) ao invés do Virtualbox, o que garante mais desempenho, porém menos compatibilidade (não dá pra usar no Windows, por exemplo).

As ferramentas de monitoramento, gerenciamento e administração de sistemas já suportam os principais provedores de nuvem. Fornecedores como ManageEngineAppDynamicsMonitis, e até velhos conhecidos como Zenoss e Nagios já fornecem recursos voltados para ambientes de cloud.

E você, já usa alguma ferramenta voltada pra nuvem ? O que pensa a respeito ?

ps: esqueci de mencionar as ferramentas de rede e armazenamento. No primeiro caso, convém relembrar do que se trata essa tal de SDN, para então avaliar melhor os benefícios que Open vSwitch, Openflow e outras ferramentas podem oferecer. No segundo caso, já listamos aqui várias ferramentas muito interessantes para lidar com armazenamento em ambientes virtuais de cloud.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Notícias da #VMware: Amazon Portal for vCenter, Boas Práticas pro vSphere 5.5, benchmark de segurança, Hyperthreading e mais



O Datacenterdan traz também um artigo excelente em que lista as principais recomendações de boas práticas para o vSphere 5.5, incluindo otimização de desempenho, atualização, monitoramento e muito mais. Leitura obrigatória pra quem usa a versão mais nova da suite de virtualização.

O Leandro traz um resumo (em espanhol) das informações gerais que você deve saber sobre a VSAN. Não deixe de conferir também nossa análise sobre esta funcionalidade revolucionária.

O Blog VMware traz um artigo com informações básicas (em espanhol) sobre o funcionamento do VMware vSphere Replication. Vale a leitura.

O Blog VMware traz outro artigo interessante, desta vez sobre os cuidados necessários ao utilizar processadores com o recurso de Hyperthreading, pois esta tecnologia impacta o escalonamento de CPU pelo software de virtualização e há algumas contraindicações.

O site CIS Security disponibilizou um benchmark de segurança para ESXi 5.1 que ajuda a identificar as configurações necessárias para o hardening dos seus hosts, em especial se utilizados numa DMZ.

O site Empiric Virtualization traz uma série de artigos sobre virtualização denominada "Virtualization 101", cobrindo desde o bê a bá mesmo. Uma série para leigos, a quem possa interessar.

Conheça o Amazon Management Portal for vCenter, a interface de gerenciamento pra quem utiliza a suite da VMware e que deve facilitar a migração de ambientes virtualizados para a nuvem da Amazon. Grande sacada!

É (só) isso. Por enquanto :)

segunda-feira, 16 de junho de 2014

FISL 15: Ferramentas para integração contínua e automação em cloud PaaS e IaaS



Mais palestras do FISL 15. Não adianta reclamar :)

Seguindo a linha cloud, mais uma palestra sobre ferramentas para trabalhar melhor em ambiente de nuvem e tirar proveito dos benefícios que esta tecnologia oferece. São abordadas diversas ferramentas para administradores de infraestrutura e desenvolvedores de sistema que facilitam o desenvolvimento, testes e implantação de aplicações.

Algumas das informações mais legais da palestra:

- Software Livre vs Open Source, e porque o Open Source "deu certo" no Brasil;
- O Open Source já venceu (na nuvem) e nem percebemos;
- Java permitiu ao Twitter manter a aplicação funcionando com uma estrutura muitas vezes menor em relação a outras linguagens;
- A importância de automatizar o build de aplicações;
- "Bus Factor": quantas pessoas da sua equipe precisam ser atropeladas por um ônibus para o departamneto parar ? Se a resposta for um, você tá ferrado!!! :)
- Integração Contínua é o caminho;
- Software deployável vs Software deplorável :)
- PaaS da Red Hat com Openshift (pode ser usado em nuvem privada também);
- Quando optar por PaaS ou IaaS;
- IaaS com OpenStack;
- Diálogo entre desenvolvedor e gestor. - Na minha máquina funciona. - Mas eu te pago pra que funcione na minha máquina, não na sua!
- Ferramentas recomendadas: Vagrant, Chef, Puppet, Git, Jenkins, Packer, Docker, Flyway, Rundeck, Go...

Confira abaixo a palestra.

FISL 15: Ferramentas para testes de stress e planejamento de capacidade em cloud



Seguindo nossa série de relatos sobre palestras do FISL 15, é hora de falar sobre computação em nuvem. E começamos com a palestra "Bullet proof cloud", do Gustavo Ribeiro, que traz algumas idéias e ferramentas interessantes para auxiliar no seu planejamento de recursos para atender às demandas da empresa, mas considerando os facilitadores que a nuvem oferece.

Algumas das informações mais legais da palestra:

- Por que a nuvem facilita muito o planejamento de capacidade;
- Como calcular custo de recursos na nuvem a partir da sua demanda em termos de requisições;
- Usando o Apache Benchmark para testes de carga em seu ambiente de nuvem;
- Bees, o Apache Benchmark distribuído, pensado para uso no ambiente de nuvem da Amazon;
- JMeter, ferramenta para testes de stress em Java;
- Blitz.io, um serviço para testes de stress;
- Ferramentas da Netflix para testes de desempenho;
- Filosofia de testes baseada em falhas constantes no ambiente de produção (!);

Confira abaixo a palestra.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

FISL 15: Cloud sem cloud - combinando ferramentas de forma inteligente!



Vamos adiante pois o FISL 15 acabou mas ainda há muito o que comentar. Já assisti (ouvi) uma meia dúzia de palestras e vem mais coisa interessante por aí, a começar com um assunto bastante atual: computação em nuvem.

Na palestra a seguir você vai ter informações valiosas sobre como aplicar os conceitos de nuvem dentro da empresa, mesmo que (ainda) não tenha contratado nenhum provedor de cloud. Foi o que o pessoal do Walmart fez, com ótimos resultados. Algumas dicas valiosas retiradas da palestra:

- Pensar em funcionalidade e não em ferramenta;
- Dar mais autonomia ao desenvolvedor pode gerar ótimos resultados;
- Investir em mecanismos, ferramentas e ambientes de teste é fundamental;
- Como usar docker, LXC e outras ferramentas pra automatizar o provisionamento;
- Como montar uma estrutura de alta disponibilidade e desempenho com nginx;
- Como montar uma estrutura escalável com chef, knife e nginx.

Confiram abaixo todos os detalhes da palestra.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

10 notícias pra ficar atualizado sobre virtualização e computação em nuvem com VMware vSphere e vCloud

Apesar de não estar postando aqui com tanta frequência sobre VMware como fazia antigamente, continuo acompanhando o que acontece no mundo da virtualização e computação em nuvem, e trago a seguir uma compilação do que vi de mais interessante recentemente sobre a Big V.

A VMware possui, desde a versão 5.1 da suite vSphere, um componente denominado Multi-hypervisor Manager, que substituiu o antigo VXP Manager, e permite gerenciar, como o nome sugere, hypervisors de outros fabricantes, embora esteja limitado inicialmente apenas ao Microsoft HyperV, e ainda assim sem suporte à versão que acompanha o Windows Server 2012. Por isso digo há tempos que o Hypervisor não importa mais.

A versão mais recente do Openstack (Havana) traz uma contribuição significativa da VMware, e sabe por que? Em parte, porque não faz sentido comparar diretamente Openstack e VMware vSphere, levando em conta que é possível integrar as soluções, especialmente se sua empresa já fez investimentos pesados na suite vSphere. Saiba mais sobre a arquitetura do Openstack Havana e conheça as possibilidades (e limitações) de integração com as soluções da VMware nesta excelente série de artigos. De quebra, descubra curiosidades surpreendentes como o fato de que a Citrix desenvolveu a primeira versão dos componentes e drivers de suporte ao ESXi da VMware. Leitura recomendadíssima!

A Veeam tem um conteúdo muito interessante que ajuda a entender melhor este mundo (nebuloso pra muitos!) do backup em ambientes virtualizados, e ainda ajuda a aprofundar o entendimento dos recursos disponíveis nas soluções de virtualização suportadas pela solução. Por isso, vale muito a pena conferir os vídeos e análises da Veeam relacionados neste artigo.

Se você pretende fazer a certificação VCP5-DCV, saiba que agora são 135 questões e 120 minutos para responder, e que as questões são "v5.x agnostic", ou seja, o nível de detalhe das questões não aprofunda especificidades de nenhuma versão específica a partir da 5.0. Se você quiser opções mais light para certificações da VMware, confira este artigo aqui.

Se você conhece ou adquiriu o vCOPS (vCenter Operations Manager), este artigo pode ser bastante útil pois indica como tirar o máximo do monitoramento avançado que a solução oferece com o mínimo de custo em termos de licenciamento.

Conhece o vCenter Support Assistant ? Eu também não conhecia :) É um appliance que permite obter orientação sobre atualizações, alertas e outras informações úteis para manter a solução funcionando "redondinha"!

Conhece o Nutanix ? Pois devia. Esta solução vai na contramão das tradicionais SAN e NAS, e ainda assim apresenta algumas características muito interessantes em termos de desempenho, escalabilidade, alta disponibilidade, entre outras, levando alguns especialistas a colocar em cheque supostos "mitos" como a idéia de ter uma quantidade "ilimitada" de VMs num único datastore. Será ? Leia e tire suas próprias conclusões.

Conhece o VSAN, uma das novidades da mais recente versão da suite vSphere ? Se não conhece, corre lá pra conhecer. A solução mal saiu do forno e já está sendo atualizada com suporte a 16 nós.

O vCenter Log Insight é uma solução para Log Analytics, que permite entender com mais facilidade o que acontece nos bastidores do ambiente virtualizado. A VMware oferece um ebook gratuito sobre esta solução.

Que tal saber quais os maiores e melhores blogs sobre virtualização com VMware em 2014 ? Há uma enquete rolando, mas eu nem me preocupei em responder, só os indicados já valem a visita.

Pois é, pessoal. Muita coisa acontecendo né ? Tudo ao mesmo tempo agora. Como diria Marcelo D2, a caravana não para! É isso. Até o próximo post :)

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

5 dicas fantásticas sobre o vSphere 5.5



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Falamos recentemente sobre a chegada da mais nova versão da solução da VMware, e é chegada a hora de detalhar algumas das mudanças mais interessantes.

1 - Mudanças no DRS

A funcionalidade de balanceamento de carga foi aprimorada. Alguns parâmetros de configuração avançados têm sido adicionados a cada nova versão, mas uma em especial vale a pena mencionar: LimitVMsPerESXHostPercent.

Antes de detalhar este parâmetro, é importante falar de outro, introduzido na versão anterior: LimitVMsPerESXHost. Este parâmetro permite definir a quantidade máxima de VMs que um host deve executar. Simples, não é ? É, mas também é limitante, pois se a quantidade total de VMs no ambiente cresce, este valor precisa crescer também, correto ? É aí que entra (!) o LimitVMsPerESXHostPercent.

O novo parâmetro permite definir, ao invés de um valor fixo, um percentual de VMs no ambiente que um host pode executar. Pra ser mais correto, a conta é a seguinte: cada host pode executar M + %M, onde M é a média de VMs por host no ambiente, e % é o valor do parâmetro. Assim, se a quantidade total aumenta, o parâmetro automaticamente reflete isso.
Exemplificando: se o ambiente tem 16 VMs e 4 hosts, e o valor do parâmetro é 50%, cada host pode rodar 4 (M -> 16/4) + 0.5x4 = 6 VMs. Se o ambiente cresce pra 40 VMs, cada host agora poderá rodar 10+0.5x10 = 15 VMs.

Outra novidade interessante é que a configuração de VMs sensíveis a latência, introduzida também na versão anterior, é tratada de forma mais adequada ao que se propõe. Esta configuração indica que uma VM hospeda uma aplicação cujo tempo de resposta é crítico, e por isso uma operação como vMotion pode prejudicar seu funcionamento, e só deve ser feita se realmente necessário.

Anteriormente, esta configuração simplesmente não era respeitada pelo DRS, e VM poderia ser migrada em qualquer situação de desequilíbrio do balanceamento de carga entre os hosts.

Agora, esta configuração (que pode ser feita via Web Client) é, digamos, mais respeitada, sendo considerada uma regra soft de afinidade, o que significa que a VM só será migrada em último caso.
Para mais informações sobre novidades no DRS, confira o Yellow Bricks.

2 - Mudanças no HA

Não houve nenhuma mudança drástica no HA, ao contrário do lançamento do vSphere 5, quando o componente de alta disponibilidade foi totalmente redesenhado. Mas há uma novidade em especial que pode ser bem útil. O parâmetro das.respectVmVmAntiAffinityRules permite indicar que as regras de afinidade entre VMs devem ser respeitadas.

Isto é especialmente útil num cenário em que haja mais que 2 hosts no cluster, e haja regra(s) de afinidade indicando VMs que devem estar em hosts distintos por contingência (imagine dois servidores de diretório rodando num mesmo host, e o host falha!).

Nesta situação, caso um host falhe (restam dois, portanto) e a configuração esteja definida como true, a regra de afinidade será respeitada, e caso uma das máquinas estivesse rodando no host que falhou, ela seria alocada no host distinto do que hospeda a outra VM afetada pela regra. Ou seja, não há o risco de as duas VMs de autenticação serem hospedadas no mesmo host.

Mas é importante frisar que, neste cenário, caso haja a falha de um outro host (restando um, portanto), a regra de afinidade continuará a ser respeitada, fazendo com que uma das VMs de autenticação não seja reiniciada automaticamente pelo HA. Por isso, utilize este parâmetro com cuidado.
Mais detalhes com o Duncan.

3 - vCenter Appliance menos limitado

Outra mudança bem vinda diz respeito à redução das limitações do vCenter Appliance, que fornece uma alternativa para quem prefere ou precisa usar um servidor Linux para o vCenter.

Agora o appliance permite gerenciar até 100 hosts e 3000 VMs, um enorme salto em relação ao limite anterior, de 5 hosts e 50 VMs.

Outras melhorias "menores" dizem respeito ao suporte a drag and drop, cluster de banco de dados e OS X.

4 - vFlash

Esta eu achei sensacional! O vSphere Flash Read Cache (Tabajara :), vFlash pros íntimos, permite utilizar o disco local (SSD) do host como cache para leitura de dados, evitando o acesso ao storage.

Acho que isso pode ser motivo suficiente para investir em discos SSD no host, a depender do volume de acessos, é claro. Mas considerando a tendência inevitável do uso de discos SSD, acredito que, na pior das hipóteses, este recurso oferece mais uma alternativa a ser considerada pela empresa quando chegar a hora de investir nesta tecnologia de armazenamento. E, pra quem já investiu, certamente é uma ótima notícia, afinal representa mais uma possibilidade de justificar o investimento.

Pra saber mais detalhes, inclusive o passo a passo da configuração, confere lá o site dele, sim, o Duncan, do Yellow Bricks :)

5 - Virtual SAN

Esse é "O RECURSO"! O Virtual SAN, VSAN, ou ainda vCloud Distributed Storage, é um sistema de armazenamento de dados distribuído e integrado ao hypervisor.

O VSAN permite utilizar a capacidade e desempenho do armazenamento local dos hosts para criar uma SAN estupidamente simples de gerenciar. Se o cluster cresce, a capacidade e desempenho da SAN vai junto. Perfeito, não é mesmo ? Mais ou menos.

Infelizmente, nem tudo são flores. Para ativar o recurso (basta criar uma rede VMkernel pra ele e habilitar uma opção!), é necessário que os hosts que participarão da SAN (como fornecedores) possuam pelo menos um disco SSD e outro comum.

Tem gente (muito boa, por sinal!) por aí fazendo truques pra criar discos SSD falsos, mas obviamente eu não recomendo, exceto em ambiente de testes.

Agora faz mais sentido pra mim a idéia de ter o ESXi pré-instalado num disco SSD do servidor.
Quando li sobre o recurso, fiquei pensando se ele não foi inspirado de alguma forma pelo CEPH. Será?  (Open Source Rulez!)

Para mais informações, você já sabe :)
E então, o que acharam das novidades ?
Deixem suas impressões (não as digitais :)!

Update!

Bônus - Application HA

Eu devia ter incluído este item na lista, pois é uma das novidades mais interessantes da última versão da suite da VMware. A rigor, o recurso já existia, mas foi aprimorado de uma forma que tornou ele realmente útil.

A idéia de monitorar aplicações não é nova, e como costumo dizer em treinamento, um dos maiores ganhos ao virtualizar o ambiente é o conhecimento maior sobre as cargas de trabalho e utilização de recursos pelas aplicações/serviços, já que toda solução de virtualização oferece recursos de monitoramento do desempenho que são fundamentais para o melhor gerenciamento do ambiente virtualizado.

Com a aquisição da Hyperic, a VMware completou o quebra-cabeça do App HA, e deixou de depender de ferramentas de terceiros pra fazer o monitoramento de aplicações. Agora, a Big V de Palo Alto passa a oferecer a solução completa, do monitoramento à recuperação de falhas, não apenas para hosts e VMs, mas também para aplicações críticas do negócio.

A implementação é relativamente simples: dois appliances virtuais, um pro monitoramento de aplicações (Hyperic), outro para gerenciar o processo todo (monitoramento e recuperação), e pronto.

O App HA é uma novidade muito bem vinda na medida em que a integração maior de mecanismos de monitoramento e recuperação de falhas em aplicações e serviços é uma evolução natural dos recursos de monitoramento de hosts e VMs comuns às soluções de virtualização e computação em nuvem.

Mais detalhes com o Elias Khnaser, outra "sumidade" em virtualização.


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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Onde obter entre 100 GB e 10 TB gratuitamente na nuvem (atualizado!)



Enquanto serviços como Dropbox e Google Drive oferecem capacidades reduzidas de espaço para armazenar seus arquivos na nuvem (a Microsoft conseguiu fazer pior, reduzindo de 25 GB pra 7 GB), com a possibilidade de aumentar gradativamente, muitas vezes condicionada a "ações de marketing" por parte dos usuários, novos players estão chegando, como diria aquela apresentadora do domingo: "eles vêm que vêm que vêm com tudo!".

Neste post relaciono serviços que oferecem a partir de 100 GB, chegando até 10TB (sim, você leu direito, 10 TERABYTES!). Confira:

ServiçoCapacidade (gratuita)
EVault (Seagate)100 GB
Shared100 GB
SurDoc100 GB (por um ano)
Baidu1 TB
Qihoo 3601 TB
Tencent10 TB

Se você não confia nos provedores dos serviços acima (não dá pra condenar ninguém por isso, especialmente no caso dos chineses), pode tentar os truques indicados pelo pessoal da PC World (dá bastante trabalho!) e aumentar seu espaço no Dropbox e outros mais conhecidos. Ou pode partir pra ignorância, "esconder" arquivos em imagens e usar o terabyte que o Yahoo disponibilizou aos usuários do Flickr há algum tempo.

Não deixem de comentar aqui suas impressões sobre os serviços! Eu ainda não decidi em qual vou me cadastrar, mas o fato é que as possibilidades de backup automágico na nuvem aumentaram consideravelmente :)

Atualização: esqueci do MEGA, que oferece 50 GB de graça, e descobri recentemente o OZIBOX, que oferece 100 GB gratuitamente.


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