Mostrando postagens com marcador Armazenamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Armazenamento. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 2 de abril de 2014

9 soluções de armazenamento baseadas em Software Livre


O mercado de armazenamento de dados está sofrendo mais uma reviravolta, como acontece volta e meia com qualquer área do mercado de tecnologia. A idéia de redes de armazenamento baseadas em componentes de hardware redundantes e num dispositivo central, o famoso "storage", tem sido questionada diante de alternativas diversas que surgem a cada dia.

VMware VSAN, Nutanix e Nimble Storage são alguns exemplos de soluções que apostam numa "nova" arquitetura.

Diante deste cenário, listamos a seguir soluções baseadas em software livre que vale a pena conhecer, até porque é bem possível que no futuro próximo sua empresa venha a adquirir uma solução baseada num destes softwares.

As soluções aliam economia, desempenho e escalabilidade, características fundamentais em tempos de computação em nuvem e Big Data. Vamos à lista.

1. Ceph

Parece que a idéia de armazenamento distribuído de objetos é o conceito básico das soluções de armazenamento modernas. É assim com o CEPH, que alega prover excelente performance, confiabilidade e escalabilidade.

2. Gluster

A solução da Red Hat é um sistema de arquivos distribuído capaz de lidar com volumes de dados da ordem de brontobytes. Sim, Brontobytes (1k Yottabytes, ou 1m Zettabytes, ou 1b Exabytes, ou 1 trilhão de Terabytes - e chega, né?). O Gluster provê ainda alta disponibilidade, desempenho e algoritmos hash para controle do armazenamento de dados que são importantes em cenários distribuídos como os encontrados nas aplicações para Big Data.

3. FreeNAS

O FreeNAS é velho conhecido de muitos profissionais de TI, é uma solução madura e se denomina "a mais potente e sólida solução NAS em software livre", o que deve ser verdade, considerando seus usuários: Disney, Nações Unidas, Universidades da Flórida, Michigan, dentre outros. Possui opções gratuitas e appliances comercializados com suporte agregado.

4. Lustre

Uma das soluções que não conhecia, o Lustre é um sistema de arquivos escalável com foco em alto desempenho. Pode lidar com dezenas de milhares de nós e petabytes de dados.

5. NAS4Free

Semelhante ao FreeNAS, torna fácil criar uma solução de armazenamento baseada em BSD utilizando hardware comum. Promete uma solução NAS de baixo custo, poderosa e customizável.

6. Openfiler

Mais uma solução conhecida de longa data, o Openfiler oferece recursos de NAS (através de NFS, CIFS e HTTP) e também de SAN (iSCSI e FC) através de um assistente fácil de usar. Com mais de um milhão de downloads, é usado pela Motorola, Polícia de Londres, dentre outros clientes. Opção de contratação de serviços de suporte disponível.

7. OpenSMT

Mais um da lista de novidades (pra mim), oferece recursos semelhantes aos do Openfiler, sendo baseado no sistema OpenSolaris.

8. Open Media Vault

Solução NAS fácil de gerenciar, de instalação rápida e com suporte a relatórios estatísticos. Baseada em Debian, o que pra mim é uma vantagem, já que deve ser compatível com Ubuntu :) Também oferece plugins para ampliar suas funcionalidades.

9. Turnkey Linux

Costumo utilizar servidores baseados no Turnkey Linux para simular soluções de armazenamento em meus treinamentos em virtualização com VMware. São mais de 100 opções de software pré-configurado num sistema Linux. Uma das opções é um servidor de arquivos com funcionalidade NAS. Costumo utilizar o iscsitarget, uma solução muito simples de instalar e configurar, além de NFS.

Via Infostor.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Dicas sobre desempenho de #storage (ou como não ser enganado por fornecedores)

Li nos últimos dias um excelente (e curto) texto que ilustra como podemos ser (facilmente ?) enganados pela propaganda de fornecedores de soluções de armazenamento. Por isso resolvi compartilhar aqui algumas lições que tirei do texto.

Vazão (throughput) e Latência

Do ponto de vista do desempenho de sistemas de armazenamento, estas são as duas medidas mais importantes, portanto desconfie de afirmações que não destaquem a taxa de operações executadas por segundo (IOPS ou MB/s) e o tempo de espera para realização de uma operação.

Sequencial x Aleatório

Para operações aleatórias, é melhor medir a vazão em IOPS, pois as solicitações terão tamanho de bloco variável.

Para operações sequenciais, é melhor medir a vazão em MB/s, pois as solicitações terão tamanho de bloco fixo.

Tamanho da fila e do bloco

O tamanho da fila de I/O influencia na latência, enquanto o tamanho do bloco influencia na vazão.

Por isso, desconfie de afirmações que considerem o tamanho da fila igual a 1, pois isso implica em subutilização do sistema e não reflete a condição real de uso na maioria dos casos.

Desconfie também de afirmações sobre tamanho de bloco reduzido (512 bytes, por exemplo), pois também não reflete a realidade. Um teste válido deve considerar tamanho de pelo menos 4K.

Siga-nos no Twitter!
Curta nossa página no facebook!
Receba os textos via e-mail ou RSS!
Confira outros textos sobre o tema!

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

#Backup gratuito do seu ambiente virtual com o #Veeam Backup Free Edition


Receba nosso boletim semanal!
Tecnologia que Interessa!

Relutei um pouco em escrever este post, pois o blog se tornou, já faz algum tempo, patrocinado. Mas considerando a carência de informações sobre o assunto em português, e a escassez de soluções de backup para ambientes virtualizados, concluí que o benefício da informação supera o eventual prejuízo de ler um post que pode soar publicitário. Além do que, antes mesmo do patrocínio, já havíamos citado a solução da Veeam, bem como diversas outras, pela sua qualidade.

Diante disso, se você não concorda com a divulgação de informações no blog sobre produtos do patrocinador, peço que pare de ler aqui! Caso contrario, enjoy!



Recentemente, a Veeam, uma das maiores empresas no mercado de soluções de backup para ambientes virtualizados, lançou o Veeam Backup and Replication 6.5, sua solução comercial, cuja principal novidade é o suporte à mais recente versão (5.1) da suite VMware vSphere.

E, juntamente com o lançamento da versão comercial, foi disponibilizada uma nova versão do Veeam Backup Free Edition, que oferece alguns recursos bem interessantes para facilitar o backup do seu ambiente virtualizado, gratuitamente. Vamos a eles.

Backup "a quente"

Se você precisa fazer backup das máquinas virtuais e não pode pará-las, eis uma solução que pode lhe ser muito útil! Simplesmente conecte o Veeam Backup ao vCenter ou diretamente ao host e inicie o backup das máquinas. A solução também suporta o Hyper-V, a quem possa interessar.

VeeamZip

O recurso mais legal da versão gratuita da solução é o VeeamZip, que permite "zipar" a VM e reduzir de forma significativa o volume de dados ocupado pelo backup. Isso é ótimo para levar VMs no HD externo ou até no pen drive, quando precisamos montar um ambiente de laboratório para testes ou treinamento. Eu já usei pra isso, e posso atestar, simplifica bastante o processo!

A versão comercial da solução conta ainda com o recurso vPower, que permite restaurar o backup, verificá-lo e ter acesso aos dados, "em paralelo" com o ambiente de produção, sem afetá-lo. É muito útil quando precisamos recuperar uma informação e não queremos restaurar toda a máquina virtual, ou ainda quando precisamos verificar antes se a restauração vai resolver o problema. Restaura-se a máquina virtual num ambiente de laboratório, acessível mas sem interferência no ambiente de produção, verifica-se o que se quer e, então, se for o caso, pode-se restaurar em produção. Ou não :)

Outros recursos

Além do backup "zipado", a solução gratuita oferece outros recursos:
  • Arquivar ou copiar máquinas virtuais de um host/vCenter para outro;
  • Restaurar arquivos e dados ao invés de restaurar a máquina virtual completa (há suporte para SQL Server, Active Directory e Exchange);
  • Migrar máquinas virtuais em execução de um ambiente (host, vCenter, etc) para outro.
Limitações
O que a versão gratuita da solução não oferece:
  • Agendamento;
  • Backup incremental;
  • Um único job para várias VMs - aumentaria o potencial de deduplicação;
  • vPower - recurso que permite restaurar o backup em ambiente paralelo;
  • Replicação;
  • Scripts.
Conclusão

Me arrisco a dizer que você não vai encontrar ferramenta gratuita para backup do seu ambiente virtualizado melhor que esta. Aliás, esta foi uma das razões para escrever este post. Fica a dica!
Curta nossa página no facebook!

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Circuito UNIFACS: Palestra "O RAID Morreu: o que fazer a respeito ?"

Na semana passada ocorreu um evento muito interessante, o Circuito UNIFACS, no qual tive a satisfação de participar com uma palestra e um mini-curso. A palestra, que compartilho aqui agora (como diria Gil Gomes - lembra dele ?), foi sugestão do colega Sandro Alex, que ficou curioso depois de ler o comentário que fiz aqui sobre o artigo do Storage Mojo.

Pois bem. Montei a palestra com informações de diversas fontes, e creio que o resultado ficou interessante, e o pessoal que assistiu me pareceu satisfeito com o que viu e ouviu. E quem não esteve na palestra vai poder conferir agora o conteúdo, que acredito seja do interesse de qualquer profissional de TI, especialmente na área de infraestrutura, que precise planejar e implementar sistemas de armazenamento de dados.

A palestra abordou os seguintes aspectos da tecnologia RAID:

  • História do RAID
  • Principais tipos de RAID
  • A morte do RAID
  • As alternativas
  • Conclusão

O material está disponível no Google Docs. Tentei "embutir" o documento no post, sem sucesso. Outras palestras minhas podem ser encontradas aqui (inclusive uma sobre NMAP, ok alunos ?).

Curta nossa página no facebook!

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

O #RAID como conhecíamos já era. É hora de repensar a proteção dos dados!

Antes de mais nada, quero agradecer ao "Malarro News" pela dica de mais um espetacular artigo do Robin Harris, do Storage Mojo, figurinha carimbada nas citações aqui do blog (recomendo ler sobre a reformulação da Lei de Moore). Mas voltemos ao tema principal do artigo: RAID.

O Robin informa (para minha surpresa e, creio, de muitos) que RAID 5 não funciona desde 2009 para disco SATA, e fornece referência. E pontua:

  • Os autores dos estudos que criaram o conceito de RAID em 1988 tomaram outros rumos;
  • Google e Amazon não usam RAID em suas estruturas de armazenamento;
  • HP, NetApp, EMC e Hitachi estão vendendo soluções noRAID;

A justificativa para não usar RAID, especialmente RAID 5, está no fato de que a evolução tecnológica dos últimos anos criou várias dificuldades para o algoritmo no qual o RAID se baseia:

  • Os discos estão maiores, em quantidade e capacidade;
  • O tempo de rebuild tem aumentado, e com ele o risco de outro disco falhar durante o processo;
  • O próprio volume de leituras e escritas do rebuild aumenta o risco de outra falha, e portanto é necessário suportar pelo menos 2 discos com falha;

Diante deste cenário, alguns fabricantes estão desenvolvendo suas próprias soluções, e a recomendação é, enquanto não se consolida uma alternativa aos mecanismos de RAID atuais, utilizar aqueles que suportam pelo menos a falha de dois discos, como o RAID 6.

Desde a década de 90, alternativas têm surgindo, permitindo inclusive determinar a quantidade de discos com falha que pode ser suportada, e algumas empresas têm investido nisso. A Amplidata é uma delas, e o Robin mostra um vídeo que revela as vantagens de utilizar estes novos algoritmos, que permitem resistir a até 4 falhas com um overhead de armazenamento entre 50 e 60%, o que é melhor que replicar em até 3 lugares diferentes a informação, como fazem, segundo ele, Google e Amazon.

Vamos aguardar os acontecimentos. Por enquanto, vi (numa busca rápida) que tem gente da HP e IBM desenvolvendo pesquisas a respeito.

Siga-nos no Twitter!
Curta nossa página no facebook!
Receba os textos via e-mail ou RSS!
Confira outros textos sobre o tema!

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Novidades em armazenamento no #VMworld #VMware #EMC

O Cormac Hogan, da VMware, traz algumas das novidades em soluções de armazenamento que devem se destacar no VMworld, que ocorre na semana que vem, em San Francisco, nos EUA. Vamos aos destaques:

  • A linha ISILON, da EMC, traz maior integração com VASA e VAAI, o que pode significar até 5 vezes mais desempenho em operações como clonagem e Storage vMotion;
  • A Nimble Storage promete mostrar os avanços em integração com o vSphere, melhorias na escalabilidade (vide imagem acima) e multipath;
  • A Nimbus Data promete storage com SSD de 10 anos de vida útil, e ainda arquitetura mais robusta e de menor custo;
  • A SimpliVity promete impressionar com seu OmniCube, um storage com ESXi embutido que oferece deduplicação nativa, compressão, replicação, e vários outros recursos interessantes, com foco em SMB;
  • A parceria Violin e Symantec deve revelar os avanços da fabricante de storage baseado em memória flash, a partir das soluções de gerenciamento de dados da gigante do mercado de segurança;
  • A Virsto deve apresentar sua solução de "aceleração de I/O", voltada para ambientes onde a virtualização de desktops já é realidade, e onde a necessidade de otimização dos linked clones é essencial.

Siga-nos no Twitter!
Curta nossa página no facebook!
Receba os textos via e-mail ou RSS!
Confira outros textos sobre o tema!

    terça-feira, 20 de março de 2012

    Seagate promete discos de até 60 TB

    Do boletim do Clube do Hardware.

    Nova tecnologia da Seagate promete discos com até 60 TB

    A Seagate é o primeiro fabricante de discos rígidos do mercado a desenvolver uma tecnologia que permite densidade de armazenamento de 1 terabit (1 trilhão de bits) por polegada quadrada (atualmente a densidade de armazenamento da maioria dos discos é de 620 gigabits por polegada quadrada). A nova tecnologia da Seagate, conhecida como gravação magnética assistida por calor (ou HAMR, na sigla em inglês), permitirá o desenvolvimento de discos rígidos com capacidades de até 60 TB nos próximos anos.

    Saiba mais em:
    http://goo.gl/TwLQD

    Siga-nos no Twitter!
    Curta nossa página no facebook!
    Receba os textos via e-mail ou RSS!
    Confira outros textos sobre o tema!

    sexta-feira, 2 de setembro de 2011

    Que tal um pen drive de 2 TB ?



    Receba nosso boletim semanal!
    Tecnologia que Interessa!


    Pois é. O Clube do Hardware informa que a Transcend lançou uma memória flash com capacidade de 2 TB. Confira o trecho do boletim.
    Fabricante lança pendrive de 2 TB

    A fabricante de memórias Transcend apresentou um pendrive (memória flash) USB 3.0 com capacidade de armazenamento de 2 TB. Fisicamente, o Transcend Thin Card, como ele é chamado, é igual a qualquer outro pendrive disponível no mercado. Por enquanto ele ainda não está à venda, mas quando chegar ao mercado poderá ser encontrado em versões variando entre 128 GB e 2 TB.
    O Thin Card foi desenvolvido pela Transcend em parceria com o instituto de pesquisa ITRI de Taiwan.


    Mais informações:
    http://bit.ly/oFnP9f




    quarta-feira, 31 de agosto de 2011

    Integrando #Storage, #Backup e #DisasterReovery

    Descobri recentemente uma empresa chamada Nimble Storage, através do Storage Mojo (várias vezes citado aqui).

    A empresa vende soluções integradas de armazenamento, backup e recuperação de desastres. E não, este não é um post pago, não tenho nenhuma ação da empresa e nem sei se a mesma tem representante no Brasil. Gostei mesmo foi da tecnologia deles, descrita num artigo bem interessante, que descrevo resumidamente a seguir. Sugiro dar uma checada no vídeo também.

    O diferencial da solução é a tecnologia Cache Accelerated Sequential Layout (CASL), que comprime, armazena em cache (SSD) e em disco, além de fazer backups através de snapshots. Vamos entendê-la.

    Compressão inline

    O equipamento prevê a compressão dos dados em tempo real de forma a otimizar o processo de armazenamento e backup. Eles alegam taxas de 50% para sistemas de correio como Microsoft Exchange e 80% para bancos de dados como o Microsoft SQL Server.

    Combinação de SSD e discos baratos para otimizar o acesso

    Os dados mais acessados são mantidos em discos SSD para acesso rápido, enquanto dados menos acessados são armazenados em discos baratos, a princípio SATA. Achei a sacada muito inteligente, pois combina o que há de mais avançado em termos de desempenho sem abrir mão da capacidade de armazenamento. A análise dos dados a serem armazenados em SSD ou SATA é feita bloco a bloco.

    Imagino que seja necessário um trabalho de planejamento muito bem feito para determinar a capacidade de armazenamento, especialmente em SSD, para evitar movimentações sucessivas de SSD para SATA e vice-versa, que poderiam minar o desempenho do sistema.

    No caso de uma informação não estar no "cache SSD", a empresa alega que o delay seria de poucos milissegundos para buscá-la.

    Backup instantâneo

    O recurso de snapshots já está disponível há tempos em diversas soluções de armazenamento, e é baseado nesta tecnologia que o sistema promete backups muito rápidos (em milissegundos) e consistentes (ao nível de aplicação!). Será ?

    De toda forma, a idéia parece muito interessante, e o fato de utilizar discos de baixo custo viabiliza o armazenamento de uma quantidade maior de backups, permitindo atender a necessidade de backups mais frequentes para aplicações críticas, várias vezes ao dia, por exemplo.

    Além disso, o fato de que os dados estão comprimidos otimiza a utilização de espaço pelos backups, que podem ser realizados em intervalos pré-determinados.

    Recuperação de desastres

    A solução suporta ainda mecanismos de replicação, novamente com compressão e incremental, de modo que apenas as mudanças em blocos são replicadas, reduzindo a necessidade de banda para replicação.

    Além disso, segundo o fabricante, é possível (e simples) fazer o failover de clientes para o storage replicado, de forma que a recuperação de desastres ocorreria de forma mais eficiente.

    Integração com Microsoft e VMware

    Segundo o fabricante, a solução permite otimizar sua configuração a depender do uso que será feito (SQL Server, VMware, Hyper-V, etc), através da simples seleção da aplicação desejada numa lista de opções pré-definida.

    Conclusão

    Penso que vocês vão concordar comigo que a solução é bem interessante, por isso resolvi escrever sobre ela e compartilhar com vocês. Talvez estejamos vivendo uma mudança importante no mercado de armazenamento de dados, em especial para as pequenas e médias empresas, que nunca antes na história tiveram tanta tecnologia ao seu alcance.

    Siga-nos no Twitter! ou Buzz
    Receba os textos via e-mail ou RSS!
    Confira outros textos sobre o tema!

    quinta-feira, 25 de novembro de 2010

    #FCoE, #iSCSI, e a batalha Ethernet x FC

    Tenho lido algumas coisas sobre FCoE (Fibre Channel over Ethernet), uma tecnologia que tem sido comparada a iSCSI do ponto de vista custo x performance, e com desempenho comparado a FC. Há quem diga que o FCoE já está matando o FC "puro". Do que li, acredito que FCoE pode ser, como alguns estão dizendo, o padrão para as SANs no futuro próximo, pois é um caminho que garante a preservação (com limitações, claro, já que poucas empresas têm switches 10Gbps em produção hoje) do investimento em suas redes ethernet.

    Seguem alguns links que embasaram minhas opiniões.

    Um milhão de IOPS em um único link de 1Gbps:
    www.physorg.com/news183210810.html

    Windows iSCSI initiator + NetApp Storage = link 10Gbps saturado:
    gestaltit.com/featured/top/stephen/wirespeed-10-gb-iscsi/

    Porque 10Gb FCoE é "muito" melhor que 8Gb FC:
    www.unifiedcomputingblog.com/?p=108

    A situação de mercado do iSCSI (vá direto ao final do texto):
    www.infostor.com/index/articles/display/5174545337/articles/infostor/san/iscsi-ip_sans/2009/12/the-state_of_the_iscsi.html

    Prós e contras de FCoE e iSCSI:
    jmichelmetz.wordpress.com/2010/02/05/re-examining-fcoe-and-iscsi-pros-and-cons/

    Performance: FCoE x iSCSI
    jmichelmetz.wordpress.com/2010/03/24/fcoe-vs-iscsi-the-cagefight-performance/

    Maximizando a performance do iSCSI no Hyper-V
    https://msevents.microsoft.com/CUI/WebCastEventDetails.aspx?culture=en-US&EventID=1032432957&CountryCode=US

    VAAI: operação integrada entre #VMware e #Storage

    Falamos aqui nos idos de 2009 sobre uma novidade (à época) que permitiria à solução de virtualização da VMware "delegar" operações para o storage, se liberando para outras atividades e aumentando o desempenho do conjunto.
    A novidade tomou forma (com o perdão da redundância) na forma da VAAI (vStorage APIs for Array Integration), que já é suportada por alguns modelos de Storage da EMC, a dona da VMware (mera coincidência ?). O fato é que, pra quem possui essa "combinação matadora" - VMware + Storage EMC) o recurso pode trazer resultados bem interessantes. A VMware traz uma FAQ bastante esclarecedora, destacando pontos importantes tais como:
    • O recurso é suportado a partir da versão 4.1 do vSphere/ESX/ESXi;
    • Para verificar se o recurso está ativado ou não, é necessário checar as "Advanced Settings" em cada host ESX/ESXi, e conferir os itens DataMover/HardwareAcceleratedMove, DataMover/HardwareAcceleratedInit e VMFS3/HardwareAcceleratedLocking;
    • Para verificar se o recurso é suportado no datastore é necessário checar a coluna "Hardware Acceleration" (inicialmente o status é desconhecido, sendo necessário realizar cópias de arquivos VMDK, criar ou clonar uma VM para ativar o recurso);
    • As operações básicas que são delegadas ao Storage envolvem cópias de dados em datastores, a "zeragem" de discos e criação de arquivos;
    • Como verificar o status de suporte ao recurso para cada datastore;

    Para verificar se seu Storage é suportado, basta consultar a HCL da VMware (verifique na guia Storage/SAN). Via blog do Scott Lowe, da EMC.

    quinta-feira, 11 de novembro de 2010

    O problema da deduplicação


    Receba nosso boletim semanal!
    Tecnologia que Interessa!

    Muito tem se falado nos últimos tempos sobre deduplicação, à medida que o backup em disco se consolida no mercado. Inúmeras soluções surgem a cada dia, há quem diga que a fita morreu, ou que a fita deve ser utilizada para fins de arquivamento somente, dentre outras afirmações controversas.

    Os benefícios da deduplicação são inegáveis. Redução drástica no volume de dados do backup (taxas de 10 pra 1 ou até maiores não são difíceis de obter), otimização do tempo de restauração e redução dos custos associados à solução (especiamente com aquisição de discos e fitas) são alguns exemplos.

    O problema está no fato de que existem alguns pontos negativos, dos quais vou destacar o que considero mais grave: o ponto único de falha resultante do fato de que pode haver uma única cópia completa do seu backup, ou mesmo de vários dos seus backups, a depender da solução utilizada.

    Vamos exemplificar para facilitar o entendimento:
    • Suponha que você possua um servidor de banco de dados, cujo backup é realizado através de uma solução que oferece o recurso de deduplicação.
    • Ao realizar o backup do servidor pela primeira vez, todos os dados serão copiados.
    • A partir da segunda execução, serão copiados apenas os dados alterados, seja através da identificação de blocos modificados ou outra técnica qualquer.
    • Agora vem a pergunta do milhão: o que acontece se aquela cópia inicial dos dados for corrompida ?
    • Há soluções que vão além, e são capazes de reutilizar esta cópia primária (de uma máquina virtual, por exemplo) para vários backups, aumentando a gravidade do problema.
    Desta forma, quero com este texto alertar para o fato de que, apesar de todas as vantagens das soluções baseadas em deduplicação, é essencial garantir que haja mais de uma cópia primária de cada backup. A boa notícia é que isto é bastante simples de fazer, bastando realizar um segundo backup do mesmo dado, mas com destino diferente. Ou seja, pode ser feito um backup diário para disco e um semanal para fita, por exemplo, ou qualquer combinação que garanta que haverá mais de uma cópia completa dos dados.

    Vale lembrar que, certamente, a estratégia aqui sugerida vai causar uma redução nas "taxas de economia de espaço de armazenamento" propagandeadas pelas soluções baseadas em deduplicação, que desconsideram esta questão em seus datasheets e folders. Há inclusive quem considere que o problema não existe, buscando por outros meios (redundância de discos, por exemplo) garantir que a cópia única jamais será corrompida. Você acreditaria nisso ? Eu não.
    Portanto, o recado que deixo é: "Deduplicação, use com moderação.".

    segunda-feira, 24 de maio de 2010

    Novo disco da Seagate combina HD e SSD

    O StorageMojo relata a experiência de substituir discos SATA convencionais por um novo modelo da Seagate, da linha híbrida XT, que combina discos de 500, 320 ou 250 GB com um SSD de 4 GB, e utiliza um algoritmo para definir como utilizar a combinação HD/SSD nas operações de leitura e escrita. O resultado é um ganho impressionante no desempenho de aplicativos, embora o mesmo não possa ser dito sobre o tempo de boot do SO, no caso dos testes realizados num MAC OS X.
    Relaciono abaixo alguns números para ilustrar:
    • Boot em cerca de 45 segundos num MAC OS 10.6 com 4 GB de RAM e Core 2 Duo de 2,66 GHz
    • Tempo de carregamento do correio passou de 5 segundos no primeiro uso para 1,5
    • Word de 12 segundos para 3
    • Final Cut Pro de 45 segundos para 10!
    Ao que parece, a Seagate deu um passo à frente, combinando as tecnologias de armazenamento disponíveis com um algoritmo inteligente que melhora exponencialmente os tempos de abertura de aplicativos conforme seu "peso". No artigo original há vídeos demonstrando os tempos.

    sábado, 16 de janeiro de 2010

    SSD+SATA substituirão FC/SAS em 2 anos

    Essa é a previsão feita pelo Ed Saipetch, da EMC. Segundo ele, a tendência é que o SAS substitua os discos FC e SATA no "Mid-End", mas nos storages "High-End" o cenário ainda está indefinido.

    #Solaris terá #deduplication automático com ZFS

    O blog Breathing Data informa que o ZFS adicionou suporte à deduplication, de forma que, a partir da próxima atualização do Solaris, basta um comando para fazer com que as informações sejam deduplicadas, automaticamente, a cada escrita, pelo sistema de arquivos. Espero que isso represente uma tendência e que o recurso se torne padrão em diversos sistemas de agora em diante.

    quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

    A revolução do armazenamento - parte 2

    Falei aqui outro dia sobre a revolução que está ocorrendo no mercado de armazenamento, com iniciativas voltadas para o mercado doméstico. Entretanto, o mercado corporativo também está "fervilhando", e vou relatar aqui alguns dos textos mais interessantes que tenho lido.

    Pra começar, as soluções de iSCSI via software já estão bem maduras, tanto que há muita gente utilizando em ambiente de produção. Clique no link e confira as opções mais conhecidas (FreeNAS, OpenFiler) e outras caseiras, alem de algumas inimagináveis (Windows Storage Server, argh!). O "Storage de pobre" está mais acessível do que nunca. Dá até pra montar em casa.

    Se precisa de algo mais profissional, mas pra usar em casa, outro texto bastante interessante fala de um "robô de dados" da Data Robotics, que permite armazenar terabytes de informação sem se preocupar com espaço (somente com o bolso ;-), no melhor estilo plug and play. Precisa de mais espaço ? Adicione mais discos. Acabaram os slots para HDs ? Troque um deles por outro de maior capacidade. Simples, fácil e rápido. Quer dizer, rápido já é querer demais, afinal é um dispositivo direcionado ao mercado doméstico. Mas pra quem lida com grandes quantidades de dados (e quem não lida hoje em dia, né ?), pode ser uma boa opção.

    Mais um texto do StorageMojo, agora tratando das novidades da conferência Storage Visions 2010, com destaque (meu) para o SSD PCI-Express da Super Talent (2TB por U$ 6 mil), com alegado alto desempenho, o micro SD de 32 GB (a caminho), SD cards com WiFi (!?) e um vídeo demonstrativo do USB 3.0 atingindo velocidade acima de 400 MB/s (megabytes, que fique claro).

    Pra finalizar, um último texto do Robin (pra não repetir StorageMojo, pois já está chato), agora explicando porque precisamos de drives com "blocagem" de 4 KB, ao invés dos atuais 512 bytes. O mais interessante (e chato ao mesmo tempo) é que, como os sistemas não estão preparados para lidar com este tamanho de bloco, será necessário utilizar, no Windows XP, por exemplo, um programa que faça o "alinhamento" do acesso ao disco para otimizá-lo. E eu reclamando porque precisaria fazer isso em servidores com acesso a Storage. Agora terei que fazer em casa, quando comprar meu próximo computador (ou HD).

    Por enquanto é só (tudo) isso, espero que achem tão interessante quanto eu!

    terça-feira, 12 de janeiro de 2010

    A revolução no mercado de armazenamento

    Li recentemente alguns textos, especialmente no StorageMojo, que me fizeram refletir. Como diria Marcelo D2, "a caravana não para". Os olhares das grandes empresas de armazenamento têm se voltado para o mercado doméstico, pois é lá que está ocorrendo uma verdadeira "revolução" . Não param de surgir produtos voltados para este mercado, com foco em conectividade e armazenamento de grandes quantidades de dados. A aquisição da IOMEGA pela EMC foi um indicativo importante desta tendência.
    A idéia, ao que tudo indica, é replicar o processo que ocorreu na última década dentro das empresas para dentro da casa das pessoas. É cada vez mais comum a existência de diversos dispositivos na residência (notebooks, netbooks, smartphones, desktops), e um dispositivo de armazenamento centralizado com várias opções de conectividade pode ser o que estava faltando para facilitar o acesso às informações, diminuindo a redundância, simplificando o controle dos dados e aumentando a segurança.

    quinta-feira, 12 de novembro de 2009

    RAID de servidores é melhor (e custa menos) que Storage ?

    O StorageMojo faz uma análise interessantíssima sobre a obsolescência, em breve, do atual modelo adotado para as soluções de armazenamento. A idéia é simples: servidores contém tudo que é necessário para fornecer as garantias de confiabilidade e desempenho necessários ao mercado corporativo, enquanto os "Storages" agregam mais custo que funcionalidade, na medida em que chassis, racks, hardware e software especializados e outros componentes encarecem a solução em troca de recursos que poderiam ser obtidos através de servidores "recheados" de discos. embora com restrições.

    O paradoxo está no fato de que discos estão cada vez mais baratos, mas as soluções "high end" de armazenamento tem custo muitas vezes astronômico. Uma forma de atenuar a situação seria montar o que ele chamou de "Redundant Array of Inexpensive Servers". Ou seja, pense bem antes de investir numa solução de armazenamento especializada, talvez você precise somente de alguns servidores com bastante disco, Linux e mais alguns softwares livres ou pagos. E o melhor: pagando 10 vezes menos.

    O Robin defende que o mercado precisa mais de RAIS que de Storages. O trecho que transcrevo abaixo diz tudo. Vale a pena refletir a respeito, e repensar a maneira como planejamos as soluções de armazenamento corporativo.
    "We store more and more and access it less and less. Translation: we need cheap capacity, not high performance. And as
    Google proved years ago, just because it’s cheap doesn’t mean it is
    slow."

    quinta-feira, 15 de outubro de 2009

    Pesquisa mostra taxa de erros assustadora em memórias DRAM

    http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/d3/RAM_n.jpg

    Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Toronto analisou dezenas de milhares de servidores da Google e concluiu que a taxa de erros de memórias DRAM DIMM é de centenas a milhares de vezes maior que o esperado (3.751 erros "corrigíveis" por DIMM por ano, pra ser exato). Mas há um pequeno detalhe: a imensa maioria das memórias não traz o famoso ECC (Error Correction Code), e por consequência muitos destes erros sequer são detectados, e causam corrupção de dados, erros indecifráveis ou mesmo travamento do sistema. A conclusão é óbvia: não confie na sua memória! E quando se trata de ambiente corporativo, memória com ECC é requisito obrigatório, talvez até para as estações, ao menos as críticas. Mais detalhes sobre o estudo no StorageMojo.

    terça-feira, 25 de agosto de 2009

    Onda verde já chegou aos HDs

    O Storage Mojo mostra que o investimento em discos "verdes" vale a pena, na medida em que eles podem consumir muito mais energia do que os próprios servidores (pensou Storage ?), e usa como exemplo o disco de 2 TB da Western Digital que promete o mesmo desempenho dos discos da linha performance com consumo até 2/3 menor, sem falar nos quase 137 anos de MTBF, 64 MB de cache e garantia de 5 anos. Mas, como nem tudo são flores, o disco, por enquanto, só chega a 7200 RPM, embora haja previsão de adentrar no mercado corporativo com velocidades a partir de 10K RPM.