quarta-feira, 3 de abril de 2013

Big Data: quanto é Big ?

Estou ficando fã da Debra Shinder, do Windows Networking. Este é o segundo artigo dela que me vejo "obrigado" a traduzir, dada a qualidade e relevância do texto.

Big, Bad Data

Meu pai era fã do cantor country Jimmy Dean muito antes de o homem parar de fazer música e começar a fazer salsicha. Minhas memórias de infância incluem as palavras, embutidas para sempre em meu cérebro, da sua canção maior, "Big Bad John". Ela conta a história de um gigante gentil que assustou a todos ao seu redor, mas que acabou salvando o dia ao sacrificar a sua própria vida. 

Big Data lembra-me um pouco desse mineiro de carvão de grandes dimensões. Para aqueles que não entendem o conceito, que é um pouco assustador. O que é o "big data" de qualquer maneira - além de ainda chavão outro projetado para vender "soluções" ? Não há um número restrito de terabytes, petabytes, exabytes, etc, que constitui uma linha que, quando ultrapassada, coloca você no território de big data. Mas o termo evoluiu para se referir a conjuntos de dados que contêm tantas informações que nossas ferramentas de banco de dados tradicionais têm dificuldade de processá-las.

Tudo é relativo, portanto, e uma quantidade de dados que qualificam como "grande" em uma organização pode não ser considerado grande o suficiente em outra. Depende das ferramentas que você usa para processar dados e se elas são capazes de lidar com uma quantidade específica. Um levantamento de CIOs indicou que 36% - mais de um terço deles - consideram 1-9 TB de dados "big data".

Estamos vivendo em um mundo onde a coleta de dados tornou-se onipresente. Houve um tempo em que, para obter informações em um banco de dados, um ser humano devia sentar e introduzir os dados à mão. Hoje, os fluxos de dados em bancos de dados ocorrem automaticamente, através da Internet, em todo o mundo. Dados são coletados a partir de computadores, dispositivos móveis, câmeras, microfones, leitores de código de barras, scanners RFID, e todos os tipos de sensores. Os dados vem em muitas formas: mensagens de e-mail, informações de redes sociais, entrada de formulário web, arquivos de log, documentos, arquivos de texto, PDFs, fotografias, desenhos, vídeos, arquivos de áudio e muito mais. Empresas coletam informações sobre clientes, empregados, fornecedores, indústria, questões jurídicas, contábeis e muito mais. 

Estamos nos afogando em dados - mas de que servem os dados, se não temos uma maneira de tomar ciência de tudo isso ? O valor em ter uma grande quantidade de informações é a capacidade de usá-las para detectar tendências, padrões, anomalias e, finalmente, ser capaz de usá-las como base para decisões de negócios. E isso nos leva à necessidade de um software de gestão da informação ou serviços que possam organizar, classificar e filtrar os dados e também realizar análises sobre eles. 

Dados não estruturados, em particular, são um desafio para as ferramentas de banco de dados tradicionais, pois não se encaixam bem em tabelas de dados relacionais. Isso inclui documentos de texto, áudio, vídeo, e-mails, páginas web, e muito mais. O problema é que uma grande porcentagem dos dados que as empresas recolhem não é estruturado. A percentagem estimada varia, mas mesmo nas estimativas mais conservadoras, compreende uma parte muito significativa de todos os dados.

A Gestão da informação caminha lado a lado com a ideia de Business Intelligence. Há um número de diferentes tipos de tecnologias que podem ser usadas para processar big data e encontrar o caminho certo pode ser um desafio, uma vez que o que é certo para os seus fins depende do objetivo final de sua análise, bem como suas expectativas em relação ao desempenho e confiabilidade da análise preditiva. A pesquisa CIO mencionada acima mostrou que 81% dos CIOs precisam os resultados de consultas analíticas que devem ser retornados em menos de um minuto. 

Grandes soluções de processamento de dados pode ser locais ou baseadas em nuvem. Há soluções projetadas para rodar em qualquer servidor de sistemas operacionais que você possa ter no local, a partir de frameworks open source, como o Apache Hadoop até as caras soluções comerciais. Administradores do Windows provavelmente ficarão felizes em saber que a Microsoft está no jogo do big data (aprender a usar novas tecnologias é difícil o suficiente sem ter que aprender a usá-las em uma nova plataforma). Sua Data Explorer para o Excel 2013 é uma ferramenta recém-lançada e projetada para tornar mais fácil de descobrir, combinar e refinar os dados de fontes diferentes para análise no Excel. A fundação do esforço da Microsoft em big data, porém, é o HDInsight, que curiosamente é uma distribuição Hadoop que pode ser executada em Windows Server ou como um serviço do Windows Azure. A Microsoft também anunciou uma solução de processamento paralelo em banco de dados, o SQL Server 2012 PDW , que integra com Hadoop e muitas soluções de BI populares. Ela oferece uma capacidade de multi-petabytes.

Nem todas as empresas precisam de uma solução de big data, mas se a quantidade de informação que você precisa para processar está excedendo as capacidades dos sistemas que você usa, você pode precisar começar a pensar sobre big data.
Até a próxima, Deb

Por Debra Littlejohn Shinder, MVP

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S Voice do Samsung Galaxy S4 pro S3

O Droid Life indica um link onde é possível baixar o APK da nova versão do S Voice, o assistente pessoal lançado pela Samsung com o Galaxy S3, e que conta com várias melhorias e mais funcionalidades, embora não seja ainda assim um Google. Pretendo testar. E você ?

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Quadrante mágico do Gartner em BI revela cenário de soluções maduras

No mês passado, o Gartner divulgou o seu quadrante mágico para DW e BI, e destaco aqui os principais fabricantes apontados, para que fiquemos de olho nas soluções que oferecem e na evolução da tecnologia, que é a base para o desenvolvimento do Big Data, o sucessor natural do BI.

  • Microsoft, IBM, SAP e Oracle fornecem as soluções mais completas, sendo consideradas as líderes. Importante notar a chegada da Microsoft "com força", graças ao SQL Server 2012 e seus agregados;
  • Teradata, SAS e MicroStrategy são fornecedores de alguma maneira especializados, mas que são também muito relevantes;
  • Tableau, QlikTech QlikView e Tibco Spotfire fornecem soluções bem interessantes para visualização e exploração de dados;
  • Pentaho, Jaspersoft e Actuate são as soluções de código aberto que se destacam. Senti falta do SpagoBI e BIRT, e me surpreendi com o posicionamento da Jaspersoft;
  • E quando se trata de Big Data propriamente dito, o Apache Hadoop domina. Não vejo a hora de colocar as mãos neste bichinho pra testar;
  • Observou-se também um começo de padronização sobre a linguagem de programação R para estatísticas e análise preditiva.

Fico muito feliz em observar que o Big Data, assim como a nuvem, é dominado por soluções livres e abertas, o que revela uma clara tendência de conversão do modelo baseado em licenciamento de software para um modelo baseado em serviços, onde o software é o meio e não o fim.

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Busca e análise de dados para iniciantes

Meus alertas sempre trazem muita coisa interessante, tanto que muitas vezes não consigo compartilhar aqui com vocês as informações, por falta de tempo mesmo. Às vezes dá pra tuitar o link, mas como tem muita coisa em inglês, acaba não sendo tão útil quanto um post. Por isso recomendo que aproveitem o que os alertas podem fazer por você. E nos sigam no twitter (vide rodapé)!

Mas vamos ao tema deste post. Encontrei um artigo bem educativo sobre os passos necessários para fazer "Data Mining" usando apenas seus conhecimentos, sua capacidade de pesquisar e uma planilha pra relacionar os "achados". Como não concordo com o uso do termo Data Mining usado no texto, alterei o título do post. Os passos são os seguintes:

  1. Encontre as referências sobre o assunto, os sites especializados;
  2. Crie termos adequados para realizar buscas, considerando variações de gênero, grau, sinônimos, etc;
  3. Relacione os resultados encontrados numa planilha;
  4. Elimine resultados redundantes;
  5. Organize os resultados, classificando em categorias, temas ou outros métodos que facilitem a análise;
  6. Construa gráficos a partir da análise dos resultados.

E é isso! Simples assim! Lembre deste passo a passo da próxima vez que precisar se aprofundar em algum assunto.

Confira o texto original para mais informações (em inglês).

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Que antivírus oferece melhor proteção contra phishing ?

O NSS Labs comparou 12 dos antivírus mais populares (que agora estão chamando de Endpoint Protection - meh) e testou especificamente o bloqueio para ataques de phishing. Os resultados são surpreendentes, com a Trend Micro vencendo a batalha com 92% de eficácia, seguida de perto pela Kaspersky com 85% eo resto não vai além de um distante 64%. 

E não é só isso, eles foram além, e disseram que o navegador é realmente uma linha de frente melhor contra ataques de phishing, testando quatro navegadores populares, que atualizam a proteção contra phishing duas vezes mais rápido que as soluções Endpoint Protection: cinco horas em vez de 10, em média. 

Uma coisa curiosa é que, segundo o Windows Security, havia 12 produtos testados, um dos quais o Microsoft Security Essentials, mas que está misteriosamente ausente de todos os gráficos. Seria só um erro, ou existem razões mais sinistras para isso ? Olhando agora, o texto indica 11 soluções testadas. Mistério...

Eis algumas das principais conclusões e recomendações:

  • Quase 90% dos consumidores não são adequadamente protegidos contra phishing por produtos Endpoint Protection (EPP). A eficácia dos produtos na proteção de phishing varia de 3(!) a 92%;
  • Os usuários finais devem usar navegadores atuais como uma primeira linha de defesa contra ataques de phishing. Invista tempo na compreensão dos ataques de phishing e mude seu comportamento para evitar se tornar mais uma vítima.

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sábado, 23 de março de 2013

Como se tornar um profissional de sucesso com a ajuda da web

Já falamos aqui várias vezes sobre o quanto a web pode ser útil pra você. A rigor, falamos sobre isso desde 2008! A vida na web pode ser muito mais que um status no facebook, uma tuitada ou um vídeo do youtube. A web pode fazer diferença na sua vida. Pra melhor, muito melhor! Muita gente já percebeu e aproveitou isso. Se você ainda não fez, ainda dá tempo. Confira as dicas a seguir e aumente (muito) as chances de se tornar um profissional de sucesso, sem depender de ninguém. Ninguém além de você, de sua determinação.

Mas chega de filosofia de autoajuda, e vamos ao que interessa. Afinal, o que a web pode fazer por você ? Como a internet pode te ajudar a se tornar "o cara" ? O profissional que toda empresa quer no seu quadro ? Por incrível que possa parecer, é bem simples.

A palavra chave é garimpar. Ou melhor, era.

Antigamente, para encontrar informação de qualidade na web, era necessário experiência, perspicácia e muito, muito cuidado. A Wikipedia sofre até hoje com informações não confiáveis, e o que dizer dos zilhões de sites criados e mantidos por gente sem o menor compromisso com a informação ? Por isso, só os "iniciados" na arte de garimpar a web eram capazes de encontrar informações verdadeiramente confiáveis e úteis. Não mais!

Eis que as pessoas mais preocupadas com a qualidade da informação (IMHO) entraram em ação pra mudar o jogo. Os educadores e gestores das melhores (e mais sérias) universidades do mundo perceberam que o conhecimento não poderia ter fronteiras, e se a web eliminou fronteiras em tantas e tão diversas áreas, por que não incluir a educação nesta lista ? Desde então temos visto uma incrível transformação na quantidade e qualidade de informações disponíveis, de forma estruturada e confiável, através da web. A Khan Academy e o MIT Open Courseware são dois exemplos que merecem destaque, mas há muito mais. Este tipo de iniciativa está sendo denominada MOOC (Massive Open Online Courseware), e existe até catálogo de cursos disponíveis (mais de um inclusive).

Eu fico tão empolgado quando falo, penso e escrevo sobre isso, que resolvi compartilhar com vocês algumas idéias. O que proponho a seguir é um exercício muito simples: pense na carreira que quer seguir, no que deseja para seu futuro profissional, e identifique, dentre as opções que vou indicar, onde encontrar informações que podem tornar seus desejos em realidade.

Vou começar com o meu exemplo, apenas por ser mais fácil. Tenho lido um pouco sobre Big Data, essa coisa de desenvolver a capacidade de lidar com grandes volumes de dados não estruturados (status em redes sociais, planilhas, textos), e resolvi estudar mais sobre o assunto. Vi então que, para me tornar um cientista de dados (tem gente dizendo que é a profissão do futuro!) precisaria estudar matemática, estatística e computação.

Como já tenho formação em computação, precisaria investir mais nas outras áreas. Já havia iniciado um curso muito legal sobre design, afinal não adianta nada analisar os dados e não saber apresentá-los ou disponibilizá-los através de uma aplicação. Fui então ao EDX.org, me cadastrei e comecei um curso de introdução a estatística descritiva, o Stat2.1x. Já estou terminando, e recomendo! Vi também que no VEDUCA tem um curso de Probabilidade e Estatística para Negócios, que acredito tenha a ver com meus objetivos. Também gostei do curso Web Intelligence and Big Data. Poderia falar mais sobre os cursos que tenho em mente, mas vamos a outros exemplos.

Um parêntesis rápido para destacar que o VEDUCA traz os vídeos legendados, diferentemente do MIT, onde você tem acesso ao texto transcrito da fala do professor, em tempo real, mas em inglês.

Muito tem sido discutido nos últimos anos sobre redes sociais. Quer se especializar na área ? Pode começar com o curso de Análise de Redes Sociais ou Gamificação. Se sua praia for Marketing Digital, há inúmeras opções também.

Muito se fala também sobre sustentabilidade, então que tal começar com um curso de Introdução à Sustentabilidade ?

E as engenharias, hein ? Muitas reportagens destacando a carência de profissionais na área, assim como em TI. Que tal um curso de Introdução à Engenharia Mecânica ?

E pra os fanáticos por cinema, que tal entender mais sobre Processamento de Imagem e Vídeo ?

Além das áreas já citadas, há cursos em Arte e Arquitetura, Biologia, Negócios, Energia e Sustentabilidade, além de uma infinidade de opções na área de computação.

Estamos presenciando uma incrível transformação na forma de planejar e executar ações em educação, e cada um de nós pode tirar muito proveito deste novo modelo que se apresenta, muito mais acessível. Não percamos esta excelente oportunidade! Quem sai na frente garante um diferencial na carreira. A sua qualificação só depende de você!

Vamos aos estudos!

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sexta-feira, 22 de março de 2013

Pode uma suite de escritório de código aberto ameaçar Microsoft ou Google ?

Pode uma suite de escritório de código aberto ameaçar Microsoft ou Google ? Já viu esta história antes ? Na web ? Pois é.

O OX App Suite é uma suite de colaboração online criada pelos desenvolvedores do OpenXchange, uma solução que inclui e-mail e se posiciona como concorrente do Microsoft Exchange. Confesso que já tinha lido pouco a respeito desta solução há tempos, mas não me pareceu promissora.

Eles alegam ter 70 milhões de clientes e, com a colaboração de ex-desenvolvedores do Open Office, construiram o OX Text, o editor de texto online deles, do zero. Isso pode fazer diferença, e eles informam que o OX Text é o único editor online que preserva 100% da formatação de documentos produzidos com os principais editores. Isso eu quero ver!

O editor já está disponível no site deles. Eu consegui abrir um arquivo de exemplo, e gostei do que vi, mas não me cadastrei nem tentei enviar arquivos.

O lançamento oficial da suite, que inclui planilha, apresentação e um portal integrado com correio eletrônico, calendário, gerenciamento de arquivos e até integração com redes sociais, deve ocorrer a partir de abril. Mas já dá pra testar a suite através de um demo online.

Será que finalmente temos uma suite de escritório online aberta ? Espero que sim!

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