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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Nova geração do Google Glass pode ter "Intel Inside"

Mulher usando Google Glass

No mundo da tecnologia, especulação em torno de produtos famosos é comum, todo mundo sabe. Mas a história mostra que, quase sempre, onde há fumaça há fogo.

Então, é natural supor que haja algo de verdade nas especulações sobre a próxima versão do Google Glass, cujo fracasso (pelo menos parcial) tem sido noticiado recentemente, mas cujo renascimento tem sido igualmente debatido na mídia.

Embora a Google não tenha anunciado nada, diz-se por aí que a próxima versão do óculos de nerd pode ter preço mais acessível e as especificações de hardware devem contar com a linha Quark de processadores da Intel voltados para dispositivos "vestíveis" (wearable).

Muito do "vôo de galinha" do Glass se deve às preocupações com privacidade, afinal o potencial danoso do produto é maior que um smartphone, já que este último você costuma colocar no bolso, e assim, pelo menos, ele não "vê" tudo que se passa ao redor. No caso de óculos, simplesmente não faz sentido mantê-lo no bolso. E convèm destacar que isto afeta não apenas o usuário, mas todas as pessoas "vistas" pelo dispositivo, o que agrava a situação.

Outro fator crítico é o preço: gastar 1500 obamas pra ter sua privacidade invadida como nunca antes na história da sua vida não soa muito razoável, não é mesmo ?

Levando em conta estas e outras questôes, faria sentido pensar num Google Glass "lite", sem câmera, mais barato e, consequentemente, acessível.

É esperar pra ver o que 2015 reserva para o GG.

Via GigaOM.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Facebook "for Business" ? Não, obrigado!



O Facebook quer ampliar seus domínios para a empresa em que você trabalha.

A idéia é separar (sabe Deus como) seu perfil "profissional" do perfil pessoal, e ser a sua rede social onipresente, seja para enviar aquela foto do amigo bêbado na festa ou fazer networking com seu futuro pretenso chefe.

Também vai ser possível colaborar através de chat e criar documentos compartilhados, tornando a rede social concorrente de Google, Microsoft e outros serviços de colaboração.

Por outro lado, é cada vez mais tênue a linha que separa o uso pessoal do profissional quando se trata de redes sociais, e nesse sentido o movimento do Facebook pode fazer sentido.

Em resumo: não curti, mas não vai faltar quem curta.

Via GigaOM.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

A lista de defeitos do Google Inbox

Inbox by GMail - A caixa de entrada que funciona pra você

Já compartilhei aqui minhas primeiras impressões sobre o Google Inbox, mas confesso que após usar por mais alguns dias, a sensação é de decepção. A impressão inicial se confirmou, e está claro pra mim que a Google poderia deveria ter feito um trabalho melhor.

A idéia de tratar mensagens como tarefas e destacar anexos relevantes é excelente, mas é pouco quando se avalia que é possível obter resultados melhores utilizando extensões do Chrome em conjunto com o GMail.

Por isso, resolvi listar os (graves) defeitos que acredito poderiam ter sido evitados:

Marcar como não lida

Um defeito grave que faz com que quem lida com muitas mensagens diariamente (meu caso) e precise interromper a leitura para retomar depois fique prejudicado, pois uma mensagem não lida chama mais a atenção que uma mensagem lida, mesmo que continue na caixa de entrada. Marco mensagens como não lidas com frequência, e não poder fazer isso no Inbox me aborrece.

Navegar entre mensagens

Não ter uma opção para passar de uma mensagem pra outra automaticamente quando se marca a mensagem como concluída ou apaga é simplesmente irritante pra quem estava acostumado com o GMail. Verdade que é possível simplesmente rolar a página e clicar na próxima mensagem logo abaixo, mas uma vez tomada uma ação sobre uma mensagem, é natural esperar que a próxima seja visualizada.

Assinatura

Minha assinatura é meu cartão de visitas, por isso considero a ausência de suporte a este recurso um defeito grave, que prejudica bastante meu networking.

Labs, especialmente o Quick Links

Fiquei simplesmente viciado num dos melhores labs que o GMail possui, IMHO, que é o Quick Links. Uso muito o recurso de pesquisar, pois as centenas de milhares de mensagens que tenho no GMail são uma valiosa base de dados, e por isso ter à mão um link que me leva diretamente pra lista de mensagens com determinadas características é extremamente útil.

Convites (muito) limitados

Entendo perfeitamente o aspecto "marqueteiro" da iniciativa, eu faria a mesma coisa com O Melhor do Cinema, se pudesse. Mas 3 convites é muito pouco. Chame de mimimi, mas a idéia de convites tão restritos não me agrada.

E você, já teve a oportunidade de testar o Inbox ? Que defeitos encontrou ?

Update! Não envio de mensagens pra grupos

Esqueci completamente de mencionar este defeito gravíssississimo!!! Ao enviar uma mensagem, percebi que não autocompletava os grupos que havia criado, mas imaginei que seriam substituídos pelos círculos do Google+. Nada! Simplesmente temos que nos contentar em enviar mensagens individualmente. Inaceitável :(

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Google Rappor promete privacidade na coleta de dados dos usuários


A Big G liberou recentemente uma ferramenta chamada Rappor (Randomised Aggregatable Privacy-Preserving Ordinal Response), que promete facilitar a vida de quem precisa de dados coletados através de apps. navegadores, etc, mas tem que atender às necessidades de privacidade dos usuários.

A idéia é obter estatísticas estimadas através do que denominaram "privacidade diferencial", que seria uma forma segura de garantir a privacidade individual, ao mesmo tempo que permitiria a obtenção de dados estatísticos sobre um conjunto de indivíduos.

O processo de coleta de dados funciona com base na chamada "resposta aleatorizada aleatória", onde o dado solicitado pode ser real ou fictício, a depender do resultado de uma operação aleatória, como jogar uma moeda.

Assim, imagine que o Google quer saber se você tem uma certa extensão instalada no Chrome. O navegador então "jogaria a moeda", e responderia a verdade, caso o resultado fosse cara. Se o resultado fosse coroa, o navegador responderia sim.

A consequência disso é que os resultados "SIM" serão maioria, porém, considerando que a probabilidade de ocorrência de cara ou coroa é a mesma (50%), é possível estimar a quantidade de usuários que efetivamente teriam a tal extensão instalada no navegador, a partir das respostas sim que excederem o percentual de 50%. Porém, não seria possível revelar exatamente quem tem e quem não tem a extensão, garantindo assim a privacidade do indivíduo.

Com a necessidade de conhecer cada vez melhor o perfil dos usuários (a Google criou a ferramenta para analisar comportamento malicioso no Chrome, mas já tem gente visualizando uso em áreas como marketing), e com a preocupação com privacidade em alta, é natural que se busquem alternativas para viabilizar a coleta de dados sem prejuízo da privacidade dos usuários.

A grande questão, na minha opinião, se deve à falta de credibilidade de grandes empresas quando se trata do quesito privacidade. Seria o Rappor uma iniciativa louvável realmente, ou apenas [mode paranóia ON] uma maneira de maquiar a coleta de dados para entregar ao FBI e NSA ? [mode paranóia OFF].

E você ? O que acha da idéia de uma ferramenta engenhosa como esta ?

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Inbox by GMail - Primeiras Impressões

Inbox by GMail - A caixa de entrada que funciona pra você

Pra quem não sabe, a mais nova iniciativa do Google atende pelo nome de Inbox.

A idéia é oferecer uma nova experiência de uso do email (já vi essa conversa antes). O interessante é que, aparentemente, dessa vez resolveram juntar tudo que aprenderam com as guias do novo GMail, a caixa de entrada prioritária, e até outros serviços que prometem organizar o GMail, numa coisa só. E pode dar certo!

O lado bom

O serviço agrupa as mensagems por tema (compras, viagens, finanças, promoções, social, fóruns, atualizações, etc) e, mais importante pra mim, trata tudo como tarefa.

O agrupamento facilita identificar rapidamente suas prioridades e dar mais atenção ao que mais te importa, com a vantagem te ter fotos, vídeos e documentos anexos destacados "de cara", simplificando a análise das mensagens.

O tratamento como tarefas permite marcar como concluída uma mensagem com a qual já lidou, ou ativar um lembrete através da opção adiar, ou ainda usar o recurso pin pra fixar a mensagem na caixa de entrada.

Se você simplesmente ler a mensagem e não marcar como concluída ela fica "pairando" na sua caixa de entrada, e se você fixar a mensagem ela fica disponível também quando acionada a opção de mostrar somente as mensagens fixadas (pense nisso como um sinalizador de importância da mensagem).

O lado ruim

Como todo serviço novo, há problemas e limitações. Neste caso mais limitações que problemas, mas que já estão incomodando os usuários e povoando os fóruns com pedidos de mais funcionalidades, em especial o recurso de assinatura e a possibilidade de apagar uma mensagem sem abrir, pra citar apenas as que considero mais relevantes.

A Google está pedindo que os usuários colaborem com sugestões de funcionalidades, explicou que é apenas o início do projeto, mas entendo que o Inbox poderia ter começado contemplando algumas funcionalidades essenciais do GMail.

Além disso, o acesso ao serviço, por enquanto, é feito apenas por convite, sendo que alguns usuários começaram hoje a ter a possibilidade de enviar convites (ainda não ativou pra mim). A solicitação de convite é feita enviando uma mensagem pra inbox@google.com ou acessando http://inbox.google.com e solicitando um convite, caso não tenha um amigo que possa te enviar.

Conclusão

Penso que o Inbox é um passo na direção certa, mas poderia ter começado melhor. É um serviço que dá uma nova perspectiva ao email, que se mostra cada dia mais um serviço extremamente útil e resistente ao tempo, se aprimorando de acordo com as novas necessidades que surgem.

Acho que o Inbox tem tudo pra ser um sucesso!

E você, concorda comigo ? Quer um convite ? Deixe aqui seu comentário!

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Chromebooks: Google vs Microsoft!

Chromebooks Google vs Microsoft

Eu sempre achei que Chromebooks são uma versão (talvez até piorada) dos netbooks. Baixo desempenho, recursos limitados e dependência da web que, especialmente em terras tupiniquins, pode ser motivo de dor de cabeça.

É bem verdade que a plataforma têm evoluído, e embora ainda não "encha meus olhos", já fez com que a Microsoft voltasse suas atenções para este segmento, oferecendo produtos pra concorrer com a Big G.

Pelas especificações da imagem, dá pra imaginar que possamos ter a partir de agora chromebooks viáveis, especialmente pelo uso de SSD pra compensar a falta de capacidade de processamento (é só pra mim que a palavra Celeron soa muito mal ?). Mais memória também não faria mal, afinal os navegadores web estão cada dia mais gulosos, então mesmo que esta seja a única aplicação utilizada, faz sentido oferecer mais recursos.

Isso sem falar nos preços bem agressivos (lá, claro). Como diria um amigo: curti!

Sejamos mais generosos, fabricantes, ok ? Os consumidores agradecem!

E então, você acha que os Chromebooks têm futuro ? Ou vão ter vida breve como os netbooks ?

Google cataloga mais de 400 apps pro chromecast

Apps para chromecast

Como já mencionamos aqui, o Chromecast é mais que um gadget, sendo uma plataforma para aplicações diversas cujas possibilidades são ampliadas a cada dia.

Em mais uma prova do crescimento do "ecossistema chromecast", a Google passou a catalogar as aplicações compatíveis com o dispositivo, e a lista já conta com mais de 400 itens, classificados de acordo com a plataforma (iOS, web ou Android).

Confira a lista completa no site do chromecast.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Apps Android no Windows Phone: Microsoft desesperada ?

Especula-se que a próxima (última?) cartada da Microsoft será o suporte a apps android nos smartphones Lumia, o que poderia alavancar a presença dos smartphones no mercado e o consequente crescimento da participação do pessoal de Redmond neste mercado tão importante.

Grande sacada ? Desespero ? Vai acontecer ? Vai dar certo ? É esperar pra ver.

Mas confesso que a idéia de apps interoperáveis entre os diversos sistemas de smartphones soa interessante pra mim, mesmo não tendo sido suficiente pra salvar a Blackberry. E pra você ?

Via GigaOM.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Como exibir mais resultados na busca do GMail


Dica rápida: sabe aquela paginação chata dos resultados do GMail quando fazemos uma busca ? A Google insiste que ver os resultados de 20 em 20 mensagens é uma coisa legal. Não é.

Mas nem tudo está perdido. É até simples resolver isso aliás. Comece habilitando um GMail Lab chamado Quick Links. Acesse Configurações - Labs e localize a opção Quick Links. Clique Enable.


Salve as alterações na configuração, e vai surgir uma opção "Add a quick link" (Adicionar um link rápido) no painel do lado esquerdo do GMail.

Faça então a busca que deseja, e observe o endereço exibido no navegador. Veja um exemplo do que aparece no meu GMail quando busco por "Big Data":

https://mail.google.com/mail/u/0/#apps/big+data

Note o trecho em vermelho. Tudo que você precisa fazer é alterar para #section_query. O endereço fica então assim:

https://mail.google.com/mail/u/0/#section_query/big+data

Pronto! Agora, ao invés de 20, você terá até 100 resultados exibidos por página.

Basta então clicar em Add Quick Link e salvar a busca com mais resultados por página para uso futuro. Relacione as pesquisas que faz mais frequentemente, e salve com o Lab Quick Links pra facilitar o acesso depois.

Esta dica é especialmente útil a quem tem milhares de mensagens no GMail. Posso falar por experiência própria, pois tenho, de acordo com a Google, 89.909 mensagens na minha conta. Se bem que a paginação do Google não é lá tão confiável assim pra contar as mensagens.

O fato é que minha vida vai ficar mais fácil quando precisar localizar um conteúdo específico. Espero que a sua também!

sexta-feira, 21 de março de 2014

Como vocês usam as redes sociais ?


A infinidade de redes sociais disponíveis atualmente é um problema, ao menos pra mim. Acabo escolhendo e priorizando algumas, e fiquei curioso pra saber como vocês fazem.

A utilização de ferramentas para gerenciar várias redes sociais ameniza um pouco o problema, mas não resolve, principalmente porque alguns serviços têm foco específico ou maior em fotos, outros em texto, uns são mais pra profissionais e outros pra se divertir, então misturar tudo pode criar outro problema.

Depois que removi o app do facebook do smartphone, meu acesso a esta rede diminuiu bastante, e ganhei algum tempo com isso :) Ainda acesso a cada dois ou três dias pra verificar entrar em contato com alguns familiares e amigos, e pra checar mensagens na página, principalmente de novos alunos interessados nos treinamentos a distância.

O twitter uso através do HootSuite e do TweetCaster, dois apps que recomendo, e geralmente pra ver notícias sobre esporte ou acompanhar jogos em tempo real, além de algumas notícias sobre política, tecnologia e curiosidades (tem uns perfis muito legais que vale a pena seguir - perguntem quais nos comentários :).

O LinkedIn uso através do app oficial mesmo, principalmente no smartphone, notei inclusive um aumento na quantidade de solicitações de contatos nas últimas semanas. Será que o povo tá "descobrindo" o LinkedIn agora ?

O Google+ não acesso diretamente, mas descobri umas comunidades muito legais lá sobre web e também virtualização, as quais configurei pra ser notificado por e-mail. Algumas geram mensagens até demais, mas vale a pena. Não imaginava que houvesse comunidades tão interessantes nesta rede social.

Ah! Já ia esquecendo o Instagram. Não uso ainda, mas já me indicaram, e queria a opinião de vocês: vale a pena ? Gosto de informação, e não sei se uma rede social mais voltada para fotos seria tão informativa assim, então peço que indiquem o que pensam a respeito.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Chromecast, mais que um hardware, uma plataforma de aplicações e serviços ?


Se você acha que o Google Chromecast não passa de mais um hardware daqueles que compramos na empolgação do momento, pela novidade, mas depois se torna rapidamente obsoleto e cai em desuso, pense melhor.

Com o recente lançamento do SDK pela Big G, o pequeno hardware deixa de ser um simples "mimo", na medida em que a oferta de apps com suporte ao dispositivo pode crescer exponencialmente nos próximos meses.

Especialistas vislumbram uma infinidade de oportunidades para aplicações que possam fazer bom uso de uma segunda tela, o que imediatamente nos remete a games, o que já seria um mercado enorme a ser explorado. Mas há mais, muito mais.

Vejamos se o futuro próximo vai confirmar a expectativa de uma enxurrada de apps de streaming para todo tipo de mídia com suporte ao chromecast. E quem sabe algumas apps fazendo um uso diferente, talvez mais ousado e surpreendente do recurso.

Já estou ansioso pra ver o que vem por aí.

Via GigaOM.

Parceria Google e VMware pode abalar gigantes como Amazon e Microsoft



A notícia de que Google e VMware estabeleceram uma parceria que pode alavancar os Chromebooks no mercado corporativo, através da oferta Desktop as a Service, não deve ter sido bem recebida em Seattle, muito menos em Redmond.

Tanto Google quanto VMware querem expandir suas ofertas de serviços na nuvem. Enquanto a Google busca um meio de aumentar seu alcance no mercado para o (encalhado?) Chromebook, a VMware precisa ampliar sua clientela para os serviços de desktop remoto.

A solução encontrada foi unir forças e ofertar acesso a um ambiente compatível com Windows através do hardware de Mountain View com o software de Palo Alto. Algo que pode abalar gigantes como Amazon e Microsoft.

Será que estamos vendo a nova versão do "gigantopólio" um dia formado por Microsoft e Intel na parceria conhecida como "Wintel" ?

Via GigaOM.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Script para buscar e tratar mensagens do GMail automaticamente



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Google Apps Scripts


Conforme prometi há alguns meses, segue a primeira de algumas lições que passarei aqui sobre o Google Apps Script, este recurso interessantíssimo para quem utiliza os inúmeros serviços da Big G (quem não usa ?), e que permite automatizar uma série de tarefas rotineiras.

Neste primeiro script, que não criei, mas adaptei às minhas necessidades, veremos como analisar as mensagens enviadas pelos alertas do Google. Como tenho muitos alertas, e costumo selecionar a opção "Todos os resultados", isto gera uma quantidade grande de "resumos" numa única mensagem do alerta. É comum receber mensagens com 50 ou mais notícias e links relacionados a um tema, especialmente se este tema for abrangente como Big Data ou Android, pra ficar em dois exemplos. Com o agravante de que o alerta criado em inglês gera ainda mais resultados.

Diante disso, resolvi pesquisar um script que filtrasse as mensagens de alertas do Google pra trazer somente os trechos que contivessem algumas palavras chave. E aqui vai uma dica: identifique as palavras chave mais relevantes para o tema que busca. Identifiquei que, para qualquer tema, palavras chave como "melhor" e "dica" são bastante relevantes, enquanto pra temas como Android, palavras chave como "atualização" e "dicas" apresentam bons resultados.

O funcionamento do script é bem simples: basta indicar na planilha uma lista de palavras chave, na primeira coluna, uma abaixo da outra, e então executar. Mas há um pré-requisito: o script só verifica as mensagens com o label alerts, pra reduzir a quantidade de mensagens analisadas e evitar que o script seja interrompido pela Google, que só permite a execução por no máximo 5 minutos. Por isso você deve marcar as mensagens que quiser que o script analise com o label alerts.


Vejamos o código:
function BuscaPalavraChaveAlertas() { 
  var label = GmailApp.getUserLabelByName('alerts');
  var threads = label.getThreads();
  var results = "";
  var keywords = [];
  var sheet = SpreadsheetApp.getActiveSheet();
  for (var i = 1; i < sheet.getLastRow(); i++)
    keywords[i - 1] = sheet.getRange(i + 1, 1).getValue().toUpperCase();
  var keywordList;
  var choice = sheet.getRange(1, 1).getValue().toUpperCase();
  if(choice.equals("ALL"))
    keywordList = new RegExp('(?=[\\s\\S]*\\b' + keywords.join('\\b[\\s\\S]*)(?=[\\s\\S]*\\b') + '\\b[\\s\\S]*)');
  else if(choice.equals("ANY"))
    keywordList = new RegExp('\\b' + keywords.join('\\b|\\b') + '\\b');
  else    //invalid choice
    return;
  Logger.log(keywordList);
  var messages, msg, parts, x, y, z, cnt = 0;
  for (x = 0; x < threads.length; x++) {    
    messages = threads[x].getMessages();
    for (y = 0; y < messages.length && cnt < 20; y++) {
      msg = messages[y].getPlainBody();
      Logger.log(messages[y].getSubject());
      if (msg != null) {
        msg = msg.replace(/===(.*)===(\s*)/g, '');
        msg = msg.replace(/(\s*)- - - - - - - - - -[\s\S]*/g, '');
        msg = msg.replace(/See all stories on this topic:(.*)(\s*)<(.*)>/g, '');
        msg = msg.replace(/\r\n\r\n/g, '|||');
        parts = msg.split('|||');
        for(i = 0; i < parts.length; i++) {
          if(keywordList.test(parts[i].replace(/\n/g, ' ').toUpperCase())) {
            results = results + parts[i] + "\n\n";
            cnt++; 
          }
        }
      }
    }
    label.removeFromThread(threads[x]);
    Utilities.sleep(200);
  }
  GmailApp.sendEmail(Session.getActiveUser().getEmail(), "Sumário de Alertas do Google", results);
}
Para executar o código acima e testar, tudo que você precisa fazer é:

1 - Marcar as mensagens de alertas do Google que quer analisar com o label alerts;

2 - Criar uma nova planilha do Google Docs e preencher a primeira célula com ALL ou ANY. Esta opção indica se as mensagens devem conter todas as palavras chave ou qualquer uma delas;

3 - Preencher as células abaixo da primeira com as palavras chave (recomendo usar duas, que foi o que já testei com bons resultados);

4 - Ir em Ferramentas - Editor de Scripts, colar o código acima e salvar;

5 - Executar o script clicando no botão "play" (triângulo).

Agora é aguardar a mensagem na sua caixa de entrada com o assunto "Sumário de alertas do Google", que vai conter somente os trechos dos alertas que contém as palavras chave indicadas.

Agora vejamos o que você pode aprender com este script:

1 - Como pesquisar mensagens do GMail e manipular o resultado da pesquisa;

2 - Como manipular células de planilhas do Google Docs;

3 - Como extrair texto de mensagens usando separadores (split);

Notem o contador cnt, que limita a quantidade de resultados e evita que o script demore mais de 5 minutos. Fique à vontade pra testar outros valores e encontrar o que funciona melhor pra você, lembrando que quanto maior o valor, maior a quantidade de resultados na mensagem de sumário.

Notem também o sleep, que evita que o script rode "rápido demais", algo que o Google também não gosta e que pode fazer com que seu script não funcione direito.

Bom, por hoje é só, espero que o script seja útil pra alguém, e se fizerem adaptações ou descobrirem outros scripts interessantes, não deixem de comentar aqui. Obrigado!

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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

O poder do Google Apps Script

Google Apps Scripts
Este post é rápido, somente pra indicar este recurso incrível que descobri há relativamente pouco tempo, e que hoje começo a fazer uso mais intenso, o que deve me permitir inclusive "descobrir" posts interessantes aqui pro blog: o Google Apps Script.

Meu GMail é um repositório incrível de informações valiosas em termos de conteúdo para o blog. Tenho mensagens arquivadas desde 2004, desde listas de discussão sobre Windows, Linux, Governança de TI, Redes e Segurança, sem contar nas dezenas de alertas do Google que utilizo há pelo menos 5 anos.

O problema é que o volume de informação é absurdo (minha cota está praticamente esgotada!) e não há tempo para "vasculhar" mensagens antigas (ou nem tanto) em busca de informação útil, exceto quando tenho um problema específico e recorro ao arquivo com uma taxa razoável de sucesso.

A solução que encontrei foi conseguir quem desenvolvesse uns scripts simples pra ser meu ponto de partida, e agora estou refinando os mesmos de modo a "extrair" informação útil do meu arquivo de mensagens com base em uma série de critérios. Os resultados vocês começarão a ver em breve!

E para isso o Apps Script é perfeito, pois permite o acesso a mensagens do GMail, recursos do GDocs e muito mais, de forma que dá pra fazer muita coisa legal, especialmente se você é usuário hard dos apps da Big G.

Vi um case há um tempo sobre um professor que cadastrava questões numa planilha e usava um script simples pra gerar provas aleatórias automaticamente. Dá pra gerar estatísticas do GMail, fazer mala direta, analisar respostas a formulários de pesquisa, enfim, muitas possibilidades!

Quem me conhece sabe o quanto sou resistente a desenvolver, mas mudanças na carreira me fizeram descobrir que programar pode ter um lado bom, interessante e até divertido :)


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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Como o Google Chrome turbina o seu acesso à web!

Google Chrome prefconnect prefetch preresolv

Recebi esta excelente apresentação do Ilya Grigorick (@igrigorick), do Google, onde ele detalha os problemas da web, em especial a latência da rede para conexão e download de dados, e o que a Google vem implementando no Google Chrome para sanar ou atenuar estes problemas e melhorar o desempenho do acesso à web. Muito interessante!

Ele começa a apresentação destacando que 69,5% do tempo gasto para acessar uma página web é devido à latência da rede, que as páginas atuais demandam dezenas de requisições, conexões e downloads, pois são muitos elementos nas páginas (a página do Yahoo demanda 52 requisições em cerca de 4 segundos!). E continua demonstrando que o tempo de espera pela rede representa o maior percentual no tempo de acesso a páginas.

Aí vem a melhor parte. O que o Google Chrome traz para resolver estas questões ?
  1. Preresolve
    • O Chrome resolve os 10 sites mais acessados ao ser iniciado. Confira a sua lista em chrome://dns/. O Chrome ainda verifica o desempenho do seu DNS. Confira em chrome://histogram/DNS (no meu Google Chromium não funcionou :(). Tempos abaixo de 30 ms são o ideal.
  2. Preconnect e Prefetch
    • Quando você começa a digitar, o Chrome tenta prevêr pra onde você quer ir, e mantém um registro da taxa de hits e misses. Se um endereço tem alta chance de hit, o navegador antecipa a resolução DNS e a conexão (preresolve e preconnect), e pode até disparar um prerender numa tab em segundo plano. Confira os detalhes em chrome://predictors/.
    • Há um "preload scanner" que vasculha o HTML em busca de elementos críticos (javascript, css, etc).
  3. Prerender
    • O prerender pode ter que ser habilitado em chrome://net-internals/#prerender, e pode ser testado em http://prerender-test.appspot.com. Uma vez ativado, as "instant pages" estarão disponíveis, significando que, quando buscar no Google, a página mais provável que você procura será pré-carregada, de forma que, ao clicar, seja aberta instantaneamente.
Em chrome://dns/ ainda é possível verificar o comportamento do preresolve e preconnect para os sub-recursos, ou seja, outros recursos acessados em razão do acesso a determinado site. O navegador mantém estatísticas destes sub-recursos para otimizar acessos futuros.

O ganho de desempenho observado fica em torno de 20%.

Por fim, a Google faz recomendações para que os desenvolvedores e designers possam codificar nas páginas parâmetros que permitam ao navegador identificar o que pode/deve ser pré-carregado.

Recomendo conferir a apresentação original do Ilya.

A evolução dos navegadores me surpreende frequentemente. Obrigado Google e Mozilla. Viva a concorrência!

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Facebook e Google: altruístas da web ?

Balões e fibra ótica do Google, Internet para todos do Facebook. Iniciativas altruístas de empresas com compromisso social? Nada! Iniciativas estratégicas de empresas com visão de mercado, isso sim!

O Google sabe que controlar o tráfego da web é um ótimo negócio, e oferecer altas velocidades é o melhor caminho pra fazer o tráfego (e o lucro, por consequência) vir até ele.

O Facebook criou praticamente uma web dentro da web. A rede social tem notícias, entretenimento e negócios, e levar isso pra quem não tem nada é uma forma inteligente de "cativar" usuários de primeira viagem.

Portanto, fica a dica. A web é a maior plataforma de negócios do mundo capitalista, e se estas iniciativas têm um lado positivo e podem melhorar a vida de milhões de pessoas, isso não significa que seja a única e real intenção dos envolvidos.

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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

A busca no #Google por outro ângulo

Refletindo sobre alguns artigos muito interessantes que li recentemente, resolvi escrever este texto, considerando uma perspectiva diferente quanto à busca do Google. Esta lógica pode ser aplicada a diversas outras realidades, como o uso de apps, tão comum atualmente. O fato é que a web, a TV, o smartphone, etc, são plataformas de negócios, e cada vez que interagimos com estas mídias estamos participando deste jogo (sujo?) de interesses.

Vejamos a busca do Google, então.

Suponha que você está querendo fazer um curso, e busca uma universidade que possa atender às suas necessidades. Como você não tem muito tempo, resolveu buscar por cursos a distância, que pudesse fazer via web, no seu tempo. Foi lá no site da Big G e digitou: "ensino a distância". O resultado da busca é mostrado na imagem acima.

Agora observe os destaques da imagem.

1 - No topo da página, as empresas que pagaram mais caro para terem seus resultados exibidos no topo da página para a referida palavra-chave. Confesso que tenho uma "picuinha" que me faz evitar clicar nestes links :)

2 - Note como o espaço para os resultados "normais" é reduzido (cerca de 25% da tela). Vale destacar que para aparecer na primeira página de resultados do Google é necessário fazer um trabalho excepcional de otimização para buscas, o famoso SEO.

3 - Do lado direito, as empresas não tão abastadas, mas que também querem o privilégio de aparecer com destaque na página de resultados para a palavra-chave.

4 - Como eu estava logado na minha conta do Google ao fazer a busca, isto fica armazenado no histórico (supostamente por 180 dias), o que vai ME (!) ajudar a obter melhores resultados na busca, mas PRINCIPALMENTE, vai ajudar a Google a definir com mais eficácia o público alvo para os anunciantes.

Observe como, numa simples busca no Google, você é o cliente e o produto ao mesmo tempo!

Portanto, caro leitor, saiba que a web nada mais é que uma extensão do mundo real, com todas as suas benesses e riscos. Mas não precisa se desesperar (ainda). Com alguns cuidados dá pra conviver bem com a web.

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