quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O problema da deduplicação


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Muito tem se falado nos últimos tempos sobre deduplicação, à medida que o backup em disco se consolida no mercado. Inúmeras soluções surgem a cada dia, há quem diga que a fita morreu, ou que a fita deve ser utilizada para fins de arquivamento somente, dentre outras afirmações controversas.

Os benefícios da deduplicação são inegáveis. Redução drástica no volume de dados do backup (taxas de 10 pra 1 ou até maiores não são difíceis de obter), otimização do tempo de restauração e redução dos custos associados à solução (especiamente com aquisição de discos e fitas) são alguns exemplos.

O problema está no fato de que existem alguns pontos negativos, dos quais vou destacar o que considero mais grave: o ponto único de falha resultante do fato de que pode haver uma única cópia completa do seu backup, ou mesmo de vários dos seus backups, a depender da solução utilizada.

Vamos exemplificar para facilitar o entendimento:
  • Suponha que você possua um servidor de banco de dados, cujo backup é realizado através de uma solução que oferece o recurso de deduplicação.
  • Ao realizar o backup do servidor pela primeira vez, todos os dados serão copiados.
  • A partir da segunda execução, serão copiados apenas os dados alterados, seja através da identificação de blocos modificados ou outra técnica qualquer.
  • Agora vem a pergunta do milhão: o que acontece se aquela cópia inicial dos dados for corrompida ?
  • Há soluções que vão além, e são capazes de reutilizar esta cópia primária (de uma máquina virtual, por exemplo) para vários backups, aumentando a gravidade do problema.
Desta forma, quero com este texto alertar para o fato de que, apesar de todas as vantagens das soluções baseadas em deduplicação, é essencial garantir que haja mais de uma cópia primária de cada backup. A boa notícia é que isto é bastante simples de fazer, bastando realizar um segundo backup do mesmo dado, mas com destino diferente. Ou seja, pode ser feito um backup diário para disco e um semanal para fita, por exemplo, ou qualquer combinação que garanta que haverá mais de uma cópia completa dos dados.

Vale lembrar que, certamente, a estratégia aqui sugerida vai causar uma redução nas "taxas de economia de espaço de armazenamento" propagandeadas pelas soluções baseadas em deduplicação, que desconsideram esta questão em seus datasheets e folders. Há inclusive quem considere que o problema não existe, buscando por outros meios (redundância de discos, por exemplo) garantir que a cópia única jamais será corrompida. Você acreditaria nisso ? Eu não.
Portanto, o recado que deixo é: "Deduplicação, use com moderação.".

sábado, 6 de novembro de 2010

#Facebook Deals: promoções perto de você, via #smartphone

O Facebook lançou um serviço chamado Facebook Deals, que vai permitir, inicialmente através de uma aplicação para iPhone e um site para usuários do Android, o acesso a promoções em locais próximos à você. Ou seja, vai ser possível, acessando uma aplicação ou um site, localizar promoções em lugares próximos de onde estiver. Não ficou claro pra mim se a propaganda vai ser invasiva ou depende de solicitação do usuário, mas o acesso depende da disponibilização de informações sobre sua localização, um dado que tenho receio de disponibilizar. Vamos esperar o recurso chegar ao Brasil (por enquanto só EUA) e ver como vai ser a receptividade.

Saiba porque o #Microsoft #Kinect não é tão inovador quanto parece

A PC World traz uma retrospectiva muito interessante revelando que a Microsoft está longe de ser pioneira em sua iniciativa de criar um console (antigo videogame) que prescinde de controles. Listo a seguir as tentativas anteriores (para mais detalhes confira o texto completo da PC World):


  • U-Force (NES)
  • Activator (Sega Genesis)
  • Voice Recognition Unit/Seaman Microphone (Nintendo 64/Dreamcast)
  • EyeToy/PlayStation Eye/Xbox Live Vision (PS2/PS3/Xbox 360)

 

 

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

#Google #Chrome 9 já está no forno

Confesso que estou impressionado com a capacidade de lançar versões dos desenvolvedores do Chrome/Chromium. Oficialmente, o ciclo de desenvolvimento passou a ser de incríveis 6 semanas! Imagino que haja 1) muitas idéias (mas muitas mesmo!) e 2) muitos desenvolvedores implementando as idéias "a toque de caixa". A versão 8 nem é oficial ainda, e a 9 já está no forno, disponível para malucos como eu que atualizam a partir do canal de desenvolvimento.

Quando se trata de Google, dinheiro não é problema, e o navegador, que hoje é o maior responsável pela queda na utilização do IE, é certamente um dos produtos chave do portifólio da Big G, embora haja quem diga que o IE aumentou a participação no mercado. Mas a verdade é que o Chrome já responde por cerca de 8,5% dos usuários, enquanto o Firefox tenta se manter (22,8%) e o IE não para de cair (59,2% no mundo, mas há países onde já está abaixo dos 50%).

Acredito que o Chrome tem ajudado a melhorar os navegadores de forma geral, obrigando a concorrência a rever seus conceitos (o IE ganhou num teste de compatibilidade com HTML 5, quem diria!) e a evolução em termos de velocidade, novas funcionalidades e segurança são notáveis (o Firefox foi considerado o navegador mais seguro num teste da Hispasec). Mas 6 semanas não seria um período muito curto ? Acho que, como diz o ditado, a pressa é inimiga da perfeição, por isso não vejo como positiva esta mudança, e espero que outros não sigam a mesma linha.

Aliás, convém lembrar que a Google criou a moda de "beta permanente" a partir do lançamento do GMail e, desde então, muita gente passou a achar natural utilizar aplicativos em versões beta e, do jeito que a coisa vai, não vai existir mais versão final de produto. O Chrome é um excelente produto, isso é fato, mas a ânsia por fornecer mais funcionalidades em menos tempo pode trazer problemas de confiabilidade, segurança, e muitos outros. Mas vamos esperar que eu esteja errado.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Computador mais rápido do mundo usa chips NVidia

Surpreendente (pelo menos pra mim) esta notícia do Clube do Hardware:

Computador mais rápido do mundo utiliza chips da NVIDIA

O Tianhe-1A é atualmente o computador mais rápido do mundo. Ele foi
desenvolvido pela Universidade Nacional de Tecnologia de Defesa (NUDT, na
sigla em inglês) e está instalado na cidade de Tianjin, China, onde será
utilizado por cientistas de diversas áreas do conhecimento. O bicho tem
14.336 microprocessadores e 7.168 unidades de processamento gráfico Tesla
M2050 da NVIDIA. O supercomputador chinês é capaz de processar 2,5
petaflops (quatrilhões de operações de ponto flutuante por segundo) e
consome 4 megawatts.

Leia mais em:
http://bit.ly/d9VNtY