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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

ITIL ou DevOps ? O que você precisa saber sobre dois dos métodos mais adotados do mundo!

Mais uma vez me deparo com uma daquelas situações em que um texto simplesmente sensacional me deixa tão entusiasmado que me vejo na obrigação de compartilhá-lo com você.

O site australiano IT News traz uma análise extremamente útil sobre os dilemas atuais que envolvem duas das siglas mais comentadas nos últimos anos: ITSM e DevOps.

Deleite-se com mais este excelente texto, em tradução e adaptação livres deste blogueiro.

Há uma batalha feroz em curso sobre a melhor maneira de abordar os negócios de TI, com duas grandes escolas de pensamento competindo pelo domínio: IT Service Management (ITSM) e DevOps.

ITSM favorece um processo formal, planejado pela organização de TI, enquanto DevOps enfatiza um estilo dinâmico, mais fluido, livre das amarras da burocracia. Eles são, se você perguntar aos defensores mais estridentes de qualquer abordagem, a antítese um do outro.

Então, quem está certo? E o que são estas abordagens, de qualquer maneira?

O que é ITSM?


Information Technology Service Management (GSTI no Brasil) começou a vida dentro da IBM em 1972, fruto de oito anos de pesquisa em Information Systems Management Architecture (ISMA), que culminou com a publicação de A Management System for the Information Business in 1980.

Essas idéias foram construídas ainda em 1986 no Reino Unido, pela Agência Central de Computação e Telecomunicações (CCTA) - um órgão do governo, dada a difícil tarefa de melhorar a qualidade e eficiência de TI. A CCTA já havia desenvolvido o Structured Systems Analysis and Design Method (SSADM) para desenvolvimento de software, e o PRojects IN Controlled Environments (PRINCE) para gerenciamento de projetos.

Uma equipe liderada por Peter Skinner e John S. Stewart trabalhou com várias empresas de consultoria, incluindo IBM, para desenvolver o "pesado" Government IT Infrastructure Management Method, ou GITTMM. A IBM forneceu à equipe CCTA um conjunto de checklists para gerenciamento de serviços de TI derivados do seu trabalho sobre a referida ISMA, e a equipe expandiu esses conceitos para definir boas ("melhores") práticas conhecidas. O princípio orientador foi, de acordo com Stewart, simples:
"A abordagem padronizada pode ser adaptada por organizações individuais como base para os seus processos próprios, repetitivos."
O GITTMM foi mais tarde renomeado para IT Infrastructure Library (ITIL) por duas razões principais: em primeiro lugar, porque não era um método, e em segundo lugar, com a palavra "governo" o nome teria desanimado a adoção das idéias para além dos departamentos governamentais.

O ITIL define essencialmente que processo uma organização de TI deve seguir para tudo, desde como implantar um novo aplicativo, como definir a política de segurança, de como controlar licenças de software a como lidar com as chamadas de suporte. E três décadas após a necessidade de tal idéia ser reconhecida pela primeira vez, o ITIL é hoje mais ou menos onipresente. Se julgado pela concepção de Stewart do princípio central da biblioteca, o projeto teria de ser considerado um sucesso retumbante.

E ainda assim o problema original que se propôs a resolver - que os projetos de TI não estavam à altura das expectativas de alta qualidade ou de baixo custo - não parece ter sido resolvido.

Depois de quase 30 anos de ITIL na prática, ainda ainda lemos sobre falhas em rotinas de TI e em larga escala.
As páginas de iTnews estão continuamente cheias de argumentos para demonstrar porque.

O consultor Greg Ferro é um crítico ferrenho do ITIL.

"A premissa fundamental ITIL é que atividades de tecnologia podem ser segmentadas como máquinas ou funções de trabalho em uma fábrica onde cada tarefa pode ser atribuída a uma máquina, com recursos humanos fixos aplicados à tarefa e financiamento aplicado à máquina", diz ele. "Isso simplesmente não funciona quando as máquinas e processos da fábrica sofrem mudança transformacional a cada três a cinco anos."

"ITIL não é sobre a entrega ou excelência. Na minha experiência, ITIL e PRINCE2 evitam a excelência através de um foco em entregáveis e gestão de custos."

Ele está convencido de que ITIL teve seu dia e que é hora de seguir em frente.

"Na última década, tenho trabalhado para dezenas de empresas que utilizam modelos ITSM/ITIL e todas elas eram locais de trabalho miseráveis ​​e infelizes", diz ele. "Quando eu trabalhei em empresas que não usam ITIL, achei que eram ótimos lugares para trabalhar, enquanto o valor real do negócio estava sendo criado e entregue."
"É sobre a felicidade. ITIL é igual a miséria e infelicidade. Quem quer isso?"

Leia mais enquanto explicamos a escola de pensamento oposta...

O que é DevOps?

Muitos que têm manifestado insatisfação com processos ITIL descobriram que o modelo DevOps - uma extensão da metodologia ágil - resolve muitas questões que ITIL e ITSM não conseguem.

DevOps como conceito ganhou destaque em 2009, principalmente com o lançamento de "DevOps Days" na Bélgica por Patrick Debois. DevOps é uma palavra que combina Desenvolvimento e Operações, que descreve o que parece ser a síntese da abordagem: desenvolvimento e operações trabalhando em conjunto.

A maior dificuldade com DevOps é que ninguém, nem mesmo seus defensores, parece bastante certo do que DevOps é exatamente. Alguns chamam de método de desenvolvimento de software, alguns uma abordagem para o gerenciamento de TI, enquanto outros o chamam de "movimento global".

O ponto em comum na descrição DevOps é em grande parte uma reação à abordagem de silos tomada por muitas empresas quando implementam processos do ITIL.

No mundo ITIL, os desenvolvedores são responsáveis ​​por atualizações e alterações, enquanto as operações de TI são responsáveis ​​por manter tudo funcionando. Esta abordagem leva muitas vezes a incentivos incompatíveis, onde a operação é motivada a reduzir a mudança (e manter as coisas estáveis), enquanto o desenvolvimento é totalmente sobre mudar as coisas.

A ascensão da abordagem Agile para desenvolvimento de software no início de 2000 - e sua ênfase em ciclos de liberação rápida - colocou pressão sobre os processos formais de gestão de mudança e de transição de serviços recomendados pelo ITIL. Se um comitê de mudança só se reúne uma vez por semana, liberações em produção não podem acontecer mais rápido. Mas se a empresa segue Agile ao pé da letra, como muitas empresas on-line fazem, você pode liberar mudanças em produção várias vezes por dia. Os dois mundos não se encaixam muito ordenadamente.

Portanto, assim como a abordagem Agile para desenvolvimento de software substitui o método cascata SSADM, o DevOps visa substituir a formalidade lenta dos processos ITIL quando se trata de operações. DevOps requer que os desenvolvedores possuam o ciclo de vida completo de uma aplicação, desde o desenvolvimento, testes, implantação e suporte em produção, todo o caminho até o descomissionamento.

As grandes empresas online como o Flickr têm compartilhado sua abordagem de fusão de desenvolvimento e operações em diversas conferências, e a técnica tem ressoado com aqueles também com pressa para entregar valor aos clientes.

A pedra angular da abordagem DevOps é a automação. Sem ela, as grandes organizações não poderiam conceber tais ciclos de liberação rápida, sem introduzir erros. Ferramentas como o Puppet, Jenkins e Selenium são todas voltadas para automatizar tarefas que eram anteriormente centradas em humanos. Em vez de um comitê de mudança de seres humanos que se reúne uma vez por semana, um teste de software automatizado determina se um lançamento está pronto para implantação em produção.

As ferramentas de automação já existem há décadas, mas a sua utilização sempre foi um pouco limitada. O humilde utilitário UNIX make foi criado em 1976, e as ferramentas subseqüentes, mesmo internas da HP como a ferramenta MEDUSA, podem pedir antiguidade em relação a ferramentas mais recentes como Puppet, Ansible, e Jenkins.

Mas como acontece com tantas tecnologias, sem dúvida, as ferramentas anteriores chegaram muito cedo. Simplesmente não havia necessidade generalizada suficiente para serem utilizadas fora de nichos ou empresas específicas. O estilo DevOps de automação explodiu em popularidade porque o timing estava certo.
Automação tem sido muito demandada desde a virada do milênio, inicialmente para as grandes empresas online como Google, Yahoo, Facebook, entre outros. O sucesso dessas empresas dependia de economias de escala para o sucesso comercial, e ninguém podia se dar ao luxo de contratar um grande número de seres humanos para alcançá-la. As tarefas de curadoria de resultados de pesquisa, execução de leilões do AdWords, e mostrar quais dos seus amigos tornaram-se solteiros são impossíveis para seres humanos, quando se tem milhões de membros. Pagando um desenvolvedor realmente bom o triplo do salário de mercado para escrever software que substitui 15 administradores de sistemas parece um bom negócio.

A automação também cabe na cultura do desenvolvimento online da 'era digital'. Técnicas e códigos originalmente desenvolvidos por estas grandes empresas online foram liberados para o mundo em geral (considere o Apache Hadoop e a biblioteca de interface de usuário do Yahoo!), geralmente muito tempo depois que permitiu qualquer vantagem competitiva significativa para a empresa original. É mais fácil para uma ferramenta ou prática para se tornar amplamente adotada, se muitas pessoas sabem que a ferramenta existe, e ainda mais fácil, se o custo de aquisição é baixo. Operações "digitais" de hoje dentro de bancos ou empresas de telecomunicações são frequentemente reciclagem de código desenvolvido para redes sociais uma década antes.

Até o final dos anos 2000, uma massa crítica de ferramentas e técnicas que tinham surgido começaria a desafiar seriamente o domínio do ITIL.

Mas será que isso realmente tem que ser uma escolha difícil entre ITIL ou DevOps?

Podem as duas abordagens co-existir?

Leia sobre como os líderes empresariais discutem essa opção...

Lições do passado, presente e futuro

Mudanças culturais à parte, a causa raiz do crescimento do DevOps se dá pelos benefícios acumulados através de um maior uso de automação.

Ela evita muitos dos famosos problemas de comunicação entre silos, principalmente porque, na maioria dos casos, os seres humanos que poderiam se comunicar foram substituídos por computadores. Ao contrário dos humanos, os computadores fazem exatamente o que são ditos pra fazer, então não há essa coisa de falha de comunicação. Os computadores também fazem tarefas repetitivas com grande precisão. Seria uma abordagem ITIL funcional, se a maioria dos seres humanos fossem substituídos por Jenkins, Puppet e scripts shell?

Don Meij, CEO da Domino Pizza, diz que os problemas operacionais que afligem a maioria das organizações de TI têm geralmente mais a ver com a implementação do que com a escolha da abordagem.

"Muitas empresas tornam tudo uma questão de processo", diz ele. "CEOs se apaixonam por processos. É quase como se justifica o que se faz. É o câncer de uma organização se você não gerenciar adequadamente."

Peter Nikoletatos, diretor de TI atuando na Universidade de New England, diz que o IT Service Management e ITIL ainda serão relevantes no futuro. Mas as organizações precisam melhorar a forma como aplicam.

"ITIL é um framework que exige adaptação", diz ele. "A maioria das organizações erram ao buscar muita sofisticação. Isso torna as coisas muito burocráticas."

"O entusiasmo para execução ao implementar ITIL deve ser moderado. Você precisa ter um cronograma realista. Construir os serviços de forma incremental. Comece com coisas simples: gerenciamento de incidentes e gerenciamento de problemas."

"Do ponto zero para o ITIL totalmente implantado pode levar de dois a três anos. Isso é um investimento significativo de tempo. Você não tem que fazer tudo isso."

"Nem todas as organizações se prestam ao Agile", continuou ele. "ITIL é apenas uma maneira de pensar sobre um problema, mas não a única. ITIL é conveniente porque a maioria das pessoas entende. Com o Agile, ainda estamos aprendendo como usá-lo. Demora alguns anos para construir provas de que isso funciona".

O que confunde tudo é o ritmo acelerado de mudanças no setor de TI em geral, cortesia da Lei de Moore. O tipo de automação possível hoje era impensável em meados dos anos 80, ao mesmo tempo, a explosão de dados e processamento de dados criou novos problemas que não existiam então. Com a paisagem mudando sob seus pés tanto assim, pode uma abordagem para gerenciar as coisas realmente cobrir todas as bases?

Para o deleite dos consultores em todos os lugares, a resposta sobre adotar ITIL ou DevOps parece perpetuamente ser: "Depende."

Como a velha piada de gerenciamento de projetos: você normalmente só pode escolher duas das três variáveis ​​- rápido, barato e bom. Tanto ITIL quanto DevOps pretendem buscar os mesmos objetivos - resultados finais de negócio melhores. Poderia ser o caso de que ITIL foi otimizado para qualidade boa e barata, com menos ênfase na velocidade, enquanto DevOps oferece um ponto de otimização diferente - muito mais rápido e, invariavelmente, mais barato. A pergunta que muitos estão esperando para responder é se ele vai entregar a mesma qualidade.

Uma maneira mais construtiva de fazer uma escolha entre os dois é avaliar o custo da mudança para qualquer solução.

O software se beneficia de mudança rápida, porque o custo de mudança é baixo. Quanto mais baixo o custo da mudança, mais mudança você pode se dar ao luxo de contemplar. Mas o hardware raramente é tão fácil mudar. Aqueles que implantam hardware ainda precisam considerar as ramificações de longo prazo de suas ações, ou, pelo menos, o impacto do custo de errar e ter que mudar.

Faz sentido usar a técnica que combina a quantidade e o custo de mudanças ao seu ambiente. Algo que não muda com freqüência, e custa muito quando isso acontece, requer um planejamento cuidadoso e de gestão da mudança. Mas, para as coisas que são relativamente fáceis de mudar e não custam tanto, tentar muitas opções diferentes rapidamente faz muito mais sentido.

Nessa base, a necessidade de reinvenção é um pouco exagerada. Não há nada que diga que processos ITIL não podem ser automatizados. Ele é, afinal, apenas uma estrutura, pronta para ser adaptada às especificidades do seu negócio, enquanto continua a fornecer uma maneira padronizada de pensar sobre problemas de negócios.

Adeptos ITIL podem aprender muito emprestando idéias do DevOps, pois adeptos do DevOps tendem a reciclar seus softwares de gerenciamento de configuração e compartilhar receitas Puppet através da internet.

Compare e contraste

 ITILDevOps
Optimizado paraEconomia de escalaVelocidade para o mercado
Despesas de execuçãoAltaBaixa
Tempo para execução2-3 anos6 meses+
Níveis de pessoal necessárioMédio para AltoBaixo para Médio
EstabilidadeBem estabelecidaAinda em evolução
Habilidades de mercado disponíveisAmplamente disponívelPoucos, mas em rápido crescimento
Melhor paraProcessos padronizados, repetitivosInovação

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Infográfico: ciclo de vida do serviço #ITIL

Encontrei este infográfico que resume as principais características do ITIL e as cinco fases do ciclo de vida do serviço: Estratégia, Desenho, Transição, Operação e Melhoria Contínua.

O infográfico está estruturado em torno das perguntas mais comuns que devem ser respondidas em cada fase do ciclo, como "Quem é nosso cliente ?" e "Temos condições de operar neste espaço de mercado ?" (Estratégia), "Quais os requisitos operacionais do serviço ?" e "Quais as medidas que nos indicarão o sucesso ou não do serviço ?" (Desneho), ou ainda "Quais os riscos associados com a implantação deste serviço em produção ?" (Transição) e "Como podemos validar que o serviço fornece o valor conforme planejado ?" (Operação).

Pra quem se prepara para a certificação ITIL 2011, é mais um recurso para seu arsenal de informações valiosas que podem fazer a diferença na hora da prova.

Ciclo de Vida do Serviço ITIL

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

#ITSM/#ITIL: Suas métricas contam uma história ?



Conheci o The ITSM Review há pouco tempo (infelizmente!), e descobri artigos incrivelmente incríveis lá, sobre governança, ITIL, ITSM, naturalmente. Aguardem, pois este primeiro artigo que traduzo e compartilho é só o começo. Tem muita coisa interessante!

Mas vamos lá. Este excelente artigo do Dan Kane mostra a importância de fazer com que os números contem uma história, e que ela seja convincente. Vejamos.

Suas métricas contam uma história ?

Suas métricas contam uma história? Não? Não admira que ninguém leia.
A frase acima foi um tweet que enviei há algumas semanas, e teve alguma ressonância. Eu sei que durante os meus dias de praticante (ITIL), eu perdi muitas oportunidades de contar uma história convincente. Eu queria que todos entendessem a mensagem que eu estava tentando comunicar, e não conseguia descobrir por que minhas métricas não estavam sendo postas em prática. Eu tinha conhecimento em comunicação antes de entrar na área de TI, então eu deveria saber disso.

Fatos não são o único tipo de dado

Eu tenho blogado sobre métricas. Em "Mentiras, mentiras deslavadas e estatísticas: 7 maneiras de melhorar a recepção dos seus dados" eu compartilhei uma história sobre como minhas métricas se extraviaram. Eu estava tentando construir um argumento para reforçar a minha perspectiva sobre uma importante decisão de gestão. No que se tornou uma reunião bastante "acirrada", me peguei a dizer pelo menos três vezes: "os dados mostram ...". Por que isso não teve ressonância? Por que eu estava repetindo a mesma mensagem e esperando um resultado diferente?

Leia o artigo para ver como resolvido. A resposta curta: eu perdi.

Eu adoraria viver em um mundo onde apenas dados factuais e objetivos fossem considerados na tomada de decisões ou para influenciar outros, mas temos de reconhecer duas realidades importantes:
  1. Outros tipos de dados, especialmente observações pessoais históricas e que muitas vezes criam preconceitos, são mais poderosos do que os dados objetivos poderão ser um dia.
  2. Seus dados factuais "objetivos" podem na verdade reduzir a sua credibilidade, se forem inconsistentes com as observações pessoais do ouvinte. À medida que a era da informação se move desde a infância até a adolescência, confiamos cada vez menos em números, não mais.
Assim, dar razões para mudar a mente de alguém não é apenas ineficaz, mas também pode piorar as coisas. Pesquisas em psicologia indicam que o fornecimento de dados para mudar a opinião pode cimentar a opinião contrária mais profundamente do que antes.

Informações, precisas ou não, podem ser encontradas para suportar qualquer perspectiva. Por que eu deveria confiar nos seus dados mais do que nos dados que eu já tenho? Leia a seção de comentários de qualquer notícia sobre um assunto controverso. Quantas mentes foram mudadas?

Precisamos de uma razão para cuidar

Por que eu deveria prestar atenção, agir ou reagir em relação a suas métricas, se não há nenhuma razão convincente para fazê-lo? Temos que dar ao nosso público uma razão para cuidar. Queremos que o público das métricas de ITSM façam algo como resultado das métricas. As métricas devem contar uma história que seja interessante para o seu público-alvo.

Vejamos uma métrica bastante comum: mudanças que resultam em incidentes. Frequentemente olhamos para o percentual de mudanças que geraram grandes incidentes (ou quaisquer incidentes). Sozinha, o que essa métrica diz? Talvez ela mostre uma tendência de aumento ou redução do percentual ao longo do tempo. Ainda assim, que ação ou decisão deve ser tomada com base nos dados? Sem contexto, podemos olhar para várias respostas:

Coordenador do Service Desk: "As mudanças estão sendo feitas sem análise e testes apropriados".
Gerente de Desenvolvimento: "Precisamos descobrir por que o service desk está criando tantos incidentes."
Diretor de Operações de TI: "Quem é responsável por isso?"
CIO: "zzzzzzzz"

Quem tem a resposta apropriada? O CIO é claro (e não apenas porque ela é chefe)! A realidade é que a métrica não significa nada. O que é um pouco triste, realmente, uma vez que há uma questão a ser tratada.

Talvez o CIO inicie algum tipo de ação, mas não até que ela ouça uma história convincente para acompanhar a métrica. Se a métrica em si não contar a história, as decisões serão tomadas com base na anedota mais convincente, seja ou não suportado pela métrica.

Métricas precisam contar uma história

Em um novo trabalho há cerca de 15 anos atrás, eu herdei um relatório que tinha versões semanais (internas de TI) e mensais (liderança corporativa). Como o relatório estava sendo executado, eu assumi que deveria ser útil e utilizado. O relatório consistia das métricas de ITSM padrão:
  • Número de chamadas abriu no mês passado contra histórico;
  • Taxa de resposta a incidentes por equipe e prioridade;
  • Taxa de resolução de incidentes por equipe e prioridade;
  • Maior volume de incidentes por serviço;
  • etc.
No entanto, depois de alguns meses eu percebi que ninguém prestava atenção nestes relatórios, o que me surpreendeu. De acordo com o ITIL, todos são bons indicadores para relatar. Eu vi coisas úteis nos dados, e ainda fiz alguns ajustes para apoiar as operações. No entanto, meus ajustes foram limitados em escopo e as melhorias que eu vi inicialmente não se sustentaram e todos simplesmente voltaram para os "velhos hábitos". A equipe de Help Desk relatou uma melhoria sustentada e significativa em sua taxa de resolução no primeiro contato, mas todas as outras áreas não viram nada além de modestas melhorias ao longo do tempo.

O fato é que os relatórios não contavam uma história convincente. Havia outros fatores também, mas olhando para trás agora eu posso ver que a falta de uma história convincente para as métricas nos impediu de alcançar a transformação que estávamos procurando.

Assim, as métricas precisam contar uma história, mas como?

A abordagem tradicional ITSM para apresentação de dados faz um trabalho pobre em mudar mentes ou dirigir a ação, e isso pode fortalecer perspectivas opostas. Você pode pensar em um exemplo onde apresentar números direcionou uma decisão importante? Provavelmente, os números tiveram uma narrativa que foi convincente para o tomador de decisão. Poderia ser algo como: "nosso custo de licenciamento vai diminuir em 25% ao longo dos próximos três anos, e 10% a cada ano depois". Isso seria uma história muito convincente para um CFO.

Muito bom o texto, não ? Eu gostei muito, e identifiquei experiências semelhantes que passei. Deixe suas impressões aqui, agora :)


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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

5 ferramentas livres para apoiar projetos de Governança de TI (ITIL)




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Já fizemos e refizemos, há alguns anos, levantamento de soluções baseadas em software livre que estão disponíveis para quem pretende encarar o desafio de implementar o ITIL.

Desta vez resolvi não apenas atualizar o levantamento, mas reorganizar o mesmo de forma a tornar as informações ainda mais úteis para facilitar a escolha da ferramenta mais adequada ao processo de implantação da governança de TI.

Iniciando a governança: Gerenciamento de Incidentes, Problemas, Mudanças e Nível de Serviço

É fácil encontrar ferramentas que atendam a alguns processos críticos da governança de TI, entre eles o Gerenciamento de Incidentes, Problemas e Nível de Serviço. Para o Gerenciamento de Mudanças, a coisa dificulta um pouco, mas é possível encontrar boas opções. GLPI e OTRS são duas das soluções que atendem aos processos citados.

Organizando a Central de Serviços

Com estes processos iniciais estabelecidos, dá pra começar a pensar em Service Desk, a Central de Serviços, em torno da qual se constrói a organização dos processos da governança de TI. A Central de Serviços garante um ponto único de contato (SPOC) entre TI e negócio, algo fundamental para que se estabeleça o controle efetivo e a gestão das demandas que chegam à TI.

Pode-se notar uma infinidade de soluções para gestão de chamados, denominação comum antigamente e que perdura até hoje em muitas ferramentas, especialmente as que não se adequaram à nomenclatura do ITIL, na maioria das vezes ficando pra trás em termos de utilidade prática para apoiar projetos de governança de TI.

Por isso, vou focar aqui nas soluções que se mantiveram atualizadas e que, mesmo não adotando de forma completa o "dialeto ITIL", oferecem muitos recursos úteis para apoiar o gerenciamento dos serviços de TI. Vou também considerar algumas soluções com boas referências (do Google :).

CMDB

CMDB é outro componente crítico para a implantação da governança de TI, na medida em que permite o controle e relacionamento entre os itens de configuração e ativos da TI que são fundamentais para a oferta de serviços ao negócio.

Entretanto, nesta área há escassez de ferramentas livres que atuem de forma completa, permitindo o cadastro dos ICs, de seus atributos, suas relações, e ainda oferecendo a visualização destes elementos em diversos níveis de abstração e com focos diversos tais como mudanças, disponibilidade e conhecimento.

Assim, o que temos aqui são soluções que permitem o cadastramento de ICs, atributos e relações, com limitações de visualização, relatórios e, principalmente, automação, requerendo, na maioria das vezes, a importação dos dados a partir de uma base de dados de inventário fornecida por outra ferramenta.

A integração entre GLPI e OCS é uma exceção a ser destacada, embora ainda não ofereça um CMDB completo. Mas pode ser uma boa opção pra pequenas e médias empresas.

As ferramentas

No quadro a seguir, tentei associar as ferramentas aos processos e características mais destacadas do ITIL, considerando as soluções que julguei mais úteis para apoiar projetos de implantação de governança de TI.

FerramentaMaturidadeProcessos SuportadosCentral de Serviços*Idioma (BR)Observações
OTRS - Open Technology Real ServicesAlta (OTRS - 2001, ITSM - 2008)Ger. Incidentes, Requisição, Problemas, Conhecimento, Configuração, Mudanças, Catálogo, Nível de ServiçoSimSimA solução mais madura que tive conhecimento.
GLPI - Gestionnaire libre de parc informatiqueAlta (2003)Ger. Incidentes, Requisição, Problemas, Conhecimento, Configuração, Nível de Serviço, Fornecedores, FinanceiroSimSimSolução robusta e muito bem avaliada pelos usuários, evoluindo rapidamente, integra com ferramentas de inventário como OCS e Fusion Inventory.
iTop - IT Operational PortalBaixa (2010)Ger. Incidentes, Requisição, Problemas, Configuração, Nível de ServiçoSimNãoSolução simples mas em evolução. Tem potencial.
Integria IMSMédia (2008)Ger. Incidentes, Requisição, Problemas, Configuração, Nível de ServiçoSimNãoSuporte limitado aos processos do ITIL. Traz recursos de Gerenciamento de Projetos, CRM e Wiki integrados.
Open Source IT Service ManagementGer. Incidentes, Requisição, Problemas, Conhecimento, Configuração, Mudanças, Catálogo, Nível de ServiçoBaixa (2010) - vide observaçõesSimParcialÉ na verdade uma suite que pretende integrar muitas soluções livres reconhecidas no mercado, entre elas nagios, ocs inventory ng, otrs, zabbix, i-doit, itop, e muitas outras.
Estas são as soluções que me pareceram mais robustas, maduras e promissoras. Para mais detalhes sobre ferramentas específicas como o i-doit (CMDB) ou Osmius (monitoramento), consulte os levantamentos anteriores.

* o item Central de Serviços indica se a ferramenta possui as características necessárias para fornecer controle de chamados e solicitações, acompanhamento de demandas e comunicação por e-mail entre a equipe de suporte de TI e os usuários, além de recursos como escalonamento de demandas para níveis especializados de suporte, controle de prioridade e outros comumente usados em estruturas de Service Desk.

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sábado, 18 de agosto de 2012

#ITIL 2011: vídeos que vale a pena conferir!




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ITIL 2011 em 15 minutos

ITIL 2011: Estratégia do Serviço

ITIL 2011: Desenho do Serviço

ITIL 2011: Transição do Serviço

ITIL 2011: Operação do Serviço

ITIL 2011: Melhoria Contínua do Serviço


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Confira outros textos sobre o tema!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Dicas para certificação #ITIL 2011




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Compartilho aqui com vocês uma coletânea de links sobre ITIL 2011. São apresentações, notas, resumos e documentos que trazem informações resumidas ou detalhadas sobre a recente atualização da biblioteca de gerenciamento de serviços de TI conhecida como ITIL 2011 ou ITIL 3.1. Assim que conseguir analisar todos os documentos, trago informações mais específicas detalhando melhor a atualização. Espero que seja útil.
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Confira outros textos sobre o tema!

    sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

    Certificação #ITIL 2011: veja se você está por dentro das mudanças!




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    O The Art of Service, já citado algumas vezes aqui no blog por fornecer informações de qualidade sobre ITIL, oferece um quiz sobre as mudanças decorrentes da atualização do ITIL denominada ITIL 2011. É só conferir.

    quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

    Certificação: A lista oficial dos processos do #ITIL 2011




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    A questão da quantidade de processos do ITIL é realmente uma questão boba, mas que é recorrente, e por isso me inspirei no texto da Global Knowledge Trainning para trazer a lista oficial de processos, já contemplando os novos nomes da atualização do ITIL ocorrida em 2011. Vamos a ela!

    Estratégia do Serviço
    • Gerenciamento de Estratégia para Serviços de TI
    • Gerenciamento de Demanda
    • Gerenciamento do Portfólio de Serviços
    • Gestão do Relacionamento com o Negócio
    • Gerenciamento Financeiro para Serviços de TI
    Desenho do Serviço
    • Coordenação do Desenho
    • Gerenciamento do Catálogo de Serviços
    • Gerenciamento de Nível de Serviço
    • Gerenciamento de Fornecedores
    • Gerenciamento de Disponibilidade
    • Gerenciamento de Capacidade
    • Gerenciamento de Continuidade de Serviços de TI
    • Gerenciamento de Segurança da Informação
    Transição do Serviço
    • Planejamento e Suporte à Transição
    • Gerenciamento de Configuração e Ativos de Serviço
    • Gerenciamento de Mudanças
    • Avaliação de Mudanças
    • Gerenciamento de Liberação e Implantação
    • Validação e Teste de Serviço
    • Gerenciamento de Conhecimento
    Operação do Serviço
    • Gerenciamento de Eventos
    • Gerenciamento de Incidentes
    • Gerenciamento de Problemas
    • Cumprimento de Requisição
    • Gerenciamento de Acesso
    Melhoria Contínua
    • Processo de Melhoria em Sete Etapas
    Como podem ver, pouca coisa mudou, especialmente nas fases de Transição, Operação e Melhoria Contínua, que talvez sejam as mais "bem resolvidas", diferentemente das fases de Estratégia e Desenho, das quais a maioria das empresas sequer vislumbrou a possibilidade de implementar processos.

    Obs: como ainda não há uma tradução oficial dos livros disponível, os termos abaixo podem não coincidir com os oficiais, quando houverem.