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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

ITIL ou DevOps ? O que você precisa saber sobre dois dos métodos mais adotados do mundo!

Mais uma vez me deparo com uma daquelas situações em que um texto simplesmente sensacional me deixa tão entusiasmado que me vejo na obrigação de compartilhá-lo com você.

O site australiano IT News traz uma análise extremamente útil sobre os dilemas atuais que envolvem duas das siglas mais comentadas nos últimos anos: ITSM e DevOps.

Deleite-se com mais este excelente texto, em tradução e adaptação livres deste blogueiro.

Há uma batalha feroz em curso sobre a melhor maneira de abordar os negócios de TI, com duas grandes escolas de pensamento competindo pelo domínio: IT Service Management (ITSM) e DevOps.

ITSM favorece um processo formal, planejado pela organização de TI, enquanto DevOps enfatiza um estilo dinâmico, mais fluido, livre das amarras da burocracia. Eles são, se você perguntar aos defensores mais estridentes de qualquer abordagem, a antítese um do outro.

Então, quem está certo? E o que são estas abordagens, de qualquer maneira?

O que é ITSM?


Information Technology Service Management (GSTI no Brasil) começou a vida dentro da IBM em 1972, fruto de oito anos de pesquisa em Information Systems Management Architecture (ISMA), que culminou com a publicação de A Management System for the Information Business in 1980.

Essas idéias foram construídas ainda em 1986 no Reino Unido, pela Agência Central de Computação e Telecomunicações (CCTA) - um órgão do governo, dada a difícil tarefa de melhorar a qualidade e eficiência de TI. A CCTA já havia desenvolvido o Structured Systems Analysis and Design Method (SSADM) para desenvolvimento de software, e o PRojects IN Controlled Environments (PRINCE) para gerenciamento de projetos.

Uma equipe liderada por Peter Skinner e John S. Stewart trabalhou com várias empresas de consultoria, incluindo IBM, para desenvolver o "pesado" Government IT Infrastructure Management Method, ou GITTMM. A IBM forneceu à equipe CCTA um conjunto de checklists para gerenciamento de serviços de TI derivados do seu trabalho sobre a referida ISMA, e a equipe expandiu esses conceitos para definir boas ("melhores") práticas conhecidas. O princípio orientador foi, de acordo com Stewart, simples:
"A abordagem padronizada pode ser adaptada por organizações individuais como base para os seus processos próprios, repetitivos."
O GITTMM foi mais tarde renomeado para IT Infrastructure Library (ITIL) por duas razões principais: em primeiro lugar, porque não era um método, e em segundo lugar, com a palavra "governo" o nome teria desanimado a adoção das idéias para além dos departamentos governamentais.

O ITIL define essencialmente que processo uma organização de TI deve seguir para tudo, desde como implantar um novo aplicativo, como definir a política de segurança, de como controlar licenças de software a como lidar com as chamadas de suporte. E três décadas após a necessidade de tal idéia ser reconhecida pela primeira vez, o ITIL é hoje mais ou menos onipresente. Se julgado pela concepção de Stewart do princípio central da biblioteca, o projeto teria de ser considerado um sucesso retumbante.

E ainda assim o problema original que se propôs a resolver - que os projetos de TI não estavam à altura das expectativas de alta qualidade ou de baixo custo - não parece ter sido resolvido.

Depois de quase 30 anos de ITIL na prática, ainda ainda lemos sobre falhas em rotinas de TI e em larga escala.
As páginas de iTnews estão continuamente cheias de argumentos para demonstrar porque.

O consultor Greg Ferro é um crítico ferrenho do ITIL.

"A premissa fundamental ITIL é que atividades de tecnologia podem ser segmentadas como máquinas ou funções de trabalho em uma fábrica onde cada tarefa pode ser atribuída a uma máquina, com recursos humanos fixos aplicados à tarefa e financiamento aplicado à máquina", diz ele. "Isso simplesmente não funciona quando as máquinas e processos da fábrica sofrem mudança transformacional a cada três a cinco anos."

"ITIL não é sobre a entrega ou excelência. Na minha experiência, ITIL e PRINCE2 evitam a excelência através de um foco em entregáveis e gestão de custos."

Ele está convencido de que ITIL teve seu dia e que é hora de seguir em frente.

"Na última década, tenho trabalhado para dezenas de empresas que utilizam modelos ITSM/ITIL e todas elas eram locais de trabalho miseráveis ​​e infelizes", diz ele. "Quando eu trabalhei em empresas que não usam ITIL, achei que eram ótimos lugares para trabalhar, enquanto o valor real do negócio estava sendo criado e entregue."
"É sobre a felicidade. ITIL é igual a miséria e infelicidade. Quem quer isso?"

Leia mais enquanto explicamos a escola de pensamento oposta...

O que é DevOps?

Muitos que têm manifestado insatisfação com processos ITIL descobriram que o modelo DevOps - uma extensão da metodologia ágil - resolve muitas questões que ITIL e ITSM não conseguem.

DevOps como conceito ganhou destaque em 2009, principalmente com o lançamento de "DevOps Days" na Bélgica por Patrick Debois. DevOps é uma palavra que combina Desenvolvimento e Operações, que descreve o que parece ser a síntese da abordagem: desenvolvimento e operações trabalhando em conjunto.

A maior dificuldade com DevOps é que ninguém, nem mesmo seus defensores, parece bastante certo do que DevOps é exatamente. Alguns chamam de método de desenvolvimento de software, alguns uma abordagem para o gerenciamento de TI, enquanto outros o chamam de "movimento global".

O ponto em comum na descrição DevOps é em grande parte uma reação à abordagem de silos tomada por muitas empresas quando implementam processos do ITIL.

No mundo ITIL, os desenvolvedores são responsáveis ​​por atualizações e alterações, enquanto as operações de TI são responsáveis ​​por manter tudo funcionando. Esta abordagem leva muitas vezes a incentivos incompatíveis, onde a operação é motivada a reduzir a mudança (e manter as coisas estáveis), enquanto o desenvolvimento é totalmente sobre mudar as coisas.

A ascensão da abordagem Agile para desenvolvimento de software no início de 2000 - e sua ênfase em ciclos de liberação rápida - colocou pressão sobre os processos formais de gestão de mudança e de transição de serviços recomendados pelo ITIL. Se um comitê de mudança só se reúne uma vez por semana, liberações em produção não podem acontecer mais rápido. Mas se a empresa segue Agile ao pé da letra, como muitas empresas on-line fazem, você pode liberar mudanças em produção várias vezes por dia. Os dois mundos não se encaixam muito ordenadamente.

Portanto, assim como a abordagem Agile para desenvolvimento de software substitui o método cascata SSADM, o DevOps visa substituir a formalidade lenta dos processos ITIL quando se trata de operações. DevOps requer que os desenvolvedores possuam o ciclo de vida completo de uma aplicação, desde o desenvolvimento, testes, implantação e suporte em produção, todo o caminho até o descomissionamento.

As grandes empresas online como o Flickr têm compartilhado sua abordagem de fusão de desenvolvimento e operações em diversas conferências, e a técnica tem ressoado com aqueles também com pressa para entregar valor aos clientes.

A pedra angular da abordagem DevOps é a automação. Sem ela, as grandes organizações não poderiam conceber tais ciclos de liberação rápida, sem introduzir erros. Ferramentas como o Puppet, Jenkins e Selenium são todas voltadas para automatizar tarefas que eram anteriormente centradas em humanos. Em vez de um comitê de mudança de seres humanos que se reúne uma vez por semana, um teste de software automatizado determina se um lançamento está pronto para implantação em produção.

As ferramentas de automação já existem há décadas, mas a sua utilização sempre foi um pouco limitada. O humilde utilitário UNIX make foi criado em 1976, e as ferramentas subseqüentes, mesmo internas da HP como a ferramenta MEDUSA, podem pedir antiguidade em relação a ferramentas mais recentes como Puppet, Ansible, e Jenkins.

Mas como acontece com tantas tecnologias, sem dúvida, as ferramentas anteriores chegaram muito cedo. Simplesmente não havia necessidade generalizada suficiente para serem utilizadas fora de nichos ou empresas específicas. O estilo DevOps de automação explodiu em popularidade porque o timing estava certo.
Automação tem sido muito demandada desde a virada do milênio, inicialmente para as grandes empresas online como Google, Yahoo, Facebook, entre outros. O sucesso dessas empresas dependia de economias de escala para o sucesso comercial, e ninguém podia se dar ao luxo de contratar um grande número de seres humanos para alcançá-la. As tarefas de curadoria de resultados de pesquisa, execução de leilões do AdWords, e mostrar quais dos seus amigos tornaram-se solteiros são impossíveis para seres humanos, quando se tem milhões de membros. Pagando um desenvolvedor realmente bom o triplo do salário de mercado para escrever software que substitui 15 administradores de sistemas parece um bom negócio.

A automação também cabe na cultura do desenvolvimento online da 'era digital'. Técnicas e códigos originalmente desenvolvidos por estas grandes empresas online foram liberados para o mundo em geral (considere o Apache Hadoop e a biblioteca de interface de usuário do Yahoo!), geralmente muito tempo depois que permitiu qualquer vantagem competitiva significativa para a empresa original. É mais fácil para uma ferramenta ou prática para se tornar amplamente adotada, se muitas pessoas sabem que a ferramenta existe, e ainda mais fácil, se o custo de aquisição é baixo. Operações "digitais" de hoje dentro de bancos ou empresas de telecomunicações são frequentemente reciclagem de código desenvolvido para redes sociais uma década antes.

Até o final dos anos 2000, uma massa crítica de ferramentas e técnicas que tinham surgido começaria a desafiar seriamente o domínio do ITIL.

Mas será que isso realmente tem que ser uma escolha difícil entre ITIL ou DevOps?

Podem as duas abordagens co-existir?

Leia sobre como os líderes empresariais discutem essa opção...

Lições do passado, presente e futuro

Mudanças culturais à parte, a causa raiz do crescimento do DevOps se dá pelos benefícios acumulados através de um maior uso de automação.

Ela evita muitos dos famosos problemas de comunicação entre silos, principalmente porque, na maioria dos casos, os seres humanos que poderiam se comunicar foram substituídos por computadores. Ao contrário dos humanos, os computadores fazem exatamente o que são ditos pra fazer, então não há essa coisa de falha de comunicação. Os computadores também fazem tarefas repetitivas com grande precisão. Seria uma abordagem ITIL funcional, se a maioria dos seres humanos fossem substituídos por Jenkins, Puppet e scripts shell?

Don Meij, CEO da Domino Pizza, diz que os problemas operacionais que afligem a maioria das organizações de TI têm geralmente mais a ver com a implementação do que com a escolha da abordagem.

"Muitas empresas tornam tudo uma questão de processo", diz ele. "CEOs se apaixonam por processos. É quase como se justifica o que se faz. É o câncer de uma organização se você não gerenciar adequadamente."

Peter Nikoletatos, diretor de TI atuando na Universidade de New England, diz que o IT Service Management e ITIL ainda serão relevantes no futuro. Mas as organizações precisam melhorar a forma como aplicam.

"ITIL é um framework que exige adaptação", diz ele. "A maioria das organizações erram ao buscar muita sofisticação. Isso torna as coisas muito burocráticas."

"O entusiasmo para execução ao implementar ITIL deve ser moderado. Você precisa ter um cronograma realista. Construir os serviços de forma incremental. Comece com coisas simples: gerenciamento de incidentes e gerenciamento de problemas."

"Do ponto zero para o ITIL totalmente implantado pode levar de dois a três anos. Isso é um investimento significativo de tempo. Você não tem que fazer tudo isso."

"Nem todas as organizações se prestam ao Agile", continuou ele. "ITIL é apenas uma maneira de pensar sobre um problema, mas não a única. ITIL é conveniente porque a maioria das pessoas entende. Com o Agile, ainda estamos aprendendo como usá-lo. Demora alguns anos para construir provas de que isso funciona".

O que confunde tudo é o ritmo acelerado de mudanças no setor de TI em geral, cortesia da Lei de Moore. O tipo de automação possível hoje era impensável em meados dos anos 80, ao mesmo tempo, a explosão de dados e processamento de dados criou novos problemas que não existiam então. Com a paisagem mudando sob seus pés tanto assim, pode uma abordagem para gerenciar as coisas realmente cobrir todas as bases?

Para o deleite dos consultores em todos os lugares, a resposta sobre adotar ITIL ou DevOps parece perpetuamente ser: "Depende."

Como a velha piada de gerenciamento de projetos: você normalmente só pode escolher duas das três variáveis ​​- rápido, barato e bom. Tanto ITIL quanto DevOps pretendem buscar os mesmos objetivos - resultados finais de negócio melhores. Poderia ser o caso de que ITIL foi otimizado para qualidade boa e barata, com menos ênfase na velocidade, enquanto DevOps oferece um ponto de otimização diferente - muito mais rápido e, invariavelmente, mais barato. A pergunta que muitos estão esperando para responder é se ele vai entregar a mesma qualidade.

Uma maneira mais construtiva de fazer uma escolha entre os dois é avaliar o custo da mudança para qualquer solução.

O software se beneficia de mudança rápida, porque o custo de mudança é baixo. Quanto mais baixo o custo da mudança, mais mudança você pode se dar ao luxo de contemplar. Mas o hardware raramente é tão fácil mudar. Aqueles que implantam hardware ainda precisam considerar as ramificações de longo prazo de suas ações, ou, pelo menos, o impacto do custo de errar e ter que mudar.

Faz sentido usar a técnica que combina a quantidade e o custo de mudanças ao seu ambiente. Algo que não muda com freqüência, e custa muito quando isso acontece, requer um planejamento cuidadoso e de gestão da mudança. Mas, para as coisas que são relativamente fáceis de mudar e não custam tanto, tentar muitas opções diferentes rapidamente faz muito mais sentido.

Nessa base, a necessidade de reinvenção é um pouco exagerada. Não há nada que diga que processos ITIL não podem ser automatizados. Ele é, afinal, apenas uma estrutura, pronta para ser adaptada às especificidades do seu negócio, enquanto continua a fornecer uma maneira padronizada de pensar sobre problemas de negócios.

Adeptos ITIL podem aprender muito emprestando idéias do DevOps, pois adeptos do DevOps tendem a reciclar seus softwares de gerenciamento de configuração e compartilhar receitas Puppet através da internet.

Compare e contraste

 ITILDevOps
Optimizado paraEconomia de escalaVelocidade para o mercado
Despesas de execuçãoAltaBaixa
Tempo para execução2-3 anos6 meses+
Níveis de pessoal necessárioMédio para AltoBaixo para Médio
EstabilidadeBem estabelecidaAinda em evolução
Habilidades de mercado disponíveisAmplamente disponívelPoucos, mas em rápido crescimento
Melhor paraProcessos padronizados, repetitivosInovação

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Copa 2014 e ITIL: e se a seleção fosse um serviço de TI ?


A Copa 2014 acabou, sem o vexame máximo da Argentina campeã, mas com a marca da decepção trazida pelas partidas desastrosas da seleção canarinho contra a grande campeã Alemanha e a terceira colocada Holanda. Interessante notar o paradoxo entre as expectativas, ambas não confirmadas, de sucesso dentro e caos fora de campo. Mas vamos ao que interessa, afinal é disso que tratamos por aqui, não é mesmo ?

Desde aquela fatídica terça-feira, reflito sobre o aprendizado que poderíamos tirar dali. Afinal, toda situação ruim é uma oportunidade de aprendizado e evolução, melhoria, aprimoramento. É importante saber aproveitar, e por isso resolvi traçar um paralelo entre o que ocorreu no dia 8 de julho e a principal referência em governança de TI adotada mundialmente, o ITIL.

Deixo claro desde já que o objetivo deste texto é, essencialmente, didático, permitindo aproveitar a tragédia para tirar lições que podem ser mutio úteis no dia a dia de qualquer departamento de TI. De todo modo, fiquem à vontade para discordar e até mesmo criticar as idéias que expresso aqui. É da discussão saudável que surgem idéias e resultados melhores.

Assim, comecemos pela seguinte pergunta, que representa a analogia desejada:

E se a seleção fosse um serviço de TI que, na hora H, falha miseravelmente ?

Quais as possíveis causas para a falha ? Quais processos devem ser melhorados para evitar novas situações semelhantes ? Elegi algumas das possibilidades que julguei mais interessante analisar.

Estratégia do Serviço

Nesta fase do ciclo de vida do serviço estão os serviços que, como o nome da fase sugere, vão permitir a definição de uma estratégia para a oferta de serviços de TI na organização, bem como (em nossa analogia) da estratégia de jogo para a seleção brasileira durante a copa do mundo.

Vejo uma falha evidente aqui, identificada a partir da menção (sutil, é verdade) do ex-técnico da seleção, Luiz Felipe Scolari, na entrevista após os 7 x 1, quando disse que as seleções adversárias estavam melhor do que poderiam (eles, a competentíssima comissão técnica da seleção) imaginar.

Estudar a concorrência é uma das etapas envolvidas na construção da estratégia para o serviço, conforme diz o ITIL: "...atuais e potenciais concorrentes, e os objetivos que irão diferenciar o valor do que o prestador faz ou como faz".

Assim, fica claro que o estudo das seleções participantes da copa do mundo não foi feito de forma adequada, gerando as surpresas desagradáveis que presenciamos.

A lição que fica é da importância de estar atento à concorrência. Há serviços no mercado equivalentes àqueles oferecidos pela empresa ? Quais as suas características, limitações e diferenciais ? Como a empresa pretende estruturar seus serviços pra lidar com estas questões ?

Desenho do Serviço

Na fase de desenho estão processos que eu classifico como de "planejamento técnico", pois representam a especificação de um plano detalhado (o Pacote de Desenho do Serviço) que descreve todos os passos necessários para colocar em funcionamento um serviço com qualidade.

É possível identificar falhas em alguns processos desta fase, a começar pelos que considero mais críticos: Gerenciamento de Disponibilidade e Continuidade.

Claramente, a seleção não estava preparada para perder jogadores importantes (indisponibilidade), e pior, não tinha a menor condição de lidar com o "desastre" de perder seu principal craque.

Isto ilustra a importância de ter mecanismos de contingência, e deixa claro que imprevistos, mesmo os mais improváveis, acontecem, e estar preparado pra isso pode fazer uma enorme diferença. Assim como não estar preparado para um desastre levou ao fracasso da seleção, pode levar ao fracasso de uma organização.

Quem nunca ouviu a história das empresas que não tinham contingência quando do ataque terrorista de 11 de setembro de 2001, ou pior, as que tinham contingência na outra torre. Não basta ter "qualquer" contingência, portanto. É necessária uma contingência adequada para suprir as necessidades da organização.

Claro que, no caso da seleção, não dava pra deixar um "Neymar reserva" à disposição, mas acredito ser possível ter um esquema de jogo preparado (e principalmente treinado!) para jogar sem nosso maior craque. Até porque era previsível que o craque fosse caçado em campo, e naturalmente seria necessário poupá-lo ao menos em parte dos jogos.

Já o caso Thiago Silva é mais grave, pois a suspensão por cartão amarelo é algo relativamente comum em qualquer campeonato, então era natural supor que alguns dos jogadores mais importantes da seleção, notadamente os envolvidos com a marcação dos adversários, seriam advertidos com cartão amarelo e possivelmente suspensos de alguma partida.

A lição que tiramos aqui diz respeito à necessidade de avaliar os recursos críticos de TI e prover mecanismos de contingência para os mesmos. No mundo atual, onde praticamente qualquer ação envolve uso de tecnologia, contingência é palavra de ordem, pois o serviço não pode parar.

Ainda na fase de desenho, podemos considerar algumas falhas nos processos de Gerenciamento de Capacidade e Nível de Serviço.

No primeiro caso, podemos fazer uma associação com o "caso Fred", afinal de contas, a estratégia de jogo da seleção exigia a presença de um centroavante, e portanto este "recurso" deveria ter capacidade suficiente para a necessidade do negócio (da competição, neste caso). A substituição deste recurso por outro como tentativa de ampliar a sua capacidade se mostrou ineficaz, o que demonstra que o conjunto de recursos disponível não era capaz de atender à necessidade.

No segundo caso, foi possível perceber uma falha na avaliação do desempenho de vários jogadores, que mesmo não rendendo não eram substituídos, indicando que os métodos de medição de desempenho da comissão técnica divergiam dos que são comumente utilizados. Isto pra não supor o caso extremo de "serviços" que sequer teriam SLAs definidos.

Transição do Serviço

Nesta fase encontram-se os processos que apoiam a efetiva execução das ações necessárias para colocar novos serviços em funcionamento, ou ainda realizar alterações em serviços existentes, e até mesmo desativar serviços.

Assim, vamos considerar os processos desta fase à luz da principal mudança realizada na seleção durante a copa do mundo: a mudança de escalação para o jogo contra a Alemanha.

Podemos especular se os 7 R's teriam sido considerados: requisitante, razão para a mudança, retorno esperado, riscos envolvidos, recursos necessários, responsável pela execução, relação com outras. Entendo que havia razão para as mudanças e o responsável era capaz, mas os riscos envolvidos não foram considerados devidamente, daí a não concretização do resultado esperado. A tentativa de surpreender a Alemanha se revelou uma decisão equivocada.

A lição que fica aqui é quanto à necessidade de avaliar com máximo cuidado os riscos envolvidos em qualquer mudança, de forma a garantir que serão tomadas todas as medidas necessárias para lidar com os mesmos da melhor maneira possível.

Operação do Serviço

Nesta fase estão os processos envolvidos na manutenção dos serviços em funcionamento dentro das condições desejáveis.

Entendo que poderíamos considerar incidentes a contusão de Neymar e o cartão de Thiago Silva, cuja solução exigiu a mudança na escalação que citamos anteriormente.

Melhoria Contínua do Serviço

Nesta fase está o processo que é vital para o futuro da qualidade de qualquer serviço de TI, na medida em que é através do processo de melhoria em sete etapas que se constrói a análise das situações identificadas que representam oportunidade de evoluir e aprimorar a qualidade dos serviços de TI.

Neste sentido, entendo que este é o ponto crucial para o futuro do futebol brasileiro, na medida em que a correta análise dos acontecimentos desta copa do mundo podem resultar na reformulação necessária que leve ao sucesso que tanto desejamos nas competições que se aproximam: Eliminatórias e Copa América em 2015, Copa América e Olimpíadas em 2016 e Copa do Mundo em 2018.

A lição que fica aqui é que as maiores catástrofes podem representar as melhores oportunidades para realizar mudanças importantes (às vezes drásticas) para que se amplie a qualidade dos serviços de TI.

E você ? Concorda com as opiniões que expus aqui ? Quero muito saber o que pensa a respeito!

Quer saber mais sobre ITIL 2011 e se preparar pra certificação ? Confira abaixo!

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Podcast 1 - Tecnologia que Interessa!

Apresentamos o primeiro podcast do Tecnologia que Interessa!,

Agora é pra valer! Nada de ensaio :)

Neste podcast trazemos dicas para aprender inglês, saiba como eu aprendi, em parte por conta própria, utilizando recursos gratuitos que você também pode usar.

Trazemos também informações sobre o OBASHI, e sua relação com ITIL, incluindo dicas de sites sobre governança, inclusive pra certificação.

Falamos ainda sobre porque é recomendável desinstalar o app do facebook do seu smartphone e tablet, "de quebra" trazendo recomendação de navegadores pro seu smartphone/tablet.

E por fim indicamos alguns MOOCs pra você estudar nas melhores universidades do mundo, e as mudanças recentes nestes sistemas de ensino.

Corre pra ouvir! Acho que ficou legalzinho :)

ps: pra quem preferir, recomendo instalar o Sound Cloud (android, iphone) e procurar por Tecnologia que Interessa!, e ter acesso imediato assim que postar o podcast.



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Tecnologia que Interessa!

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

#TI como serviço: #ITaaS bem perto de você

O VMworld deste ano está trazendo muitas notícias interessantes, e aqui vai mais uma. Segundo o Bruce Hoard, do Virtualization Review, o V-Commander, produto da Embotics, promete trazer um grau de automação bem elevado para sua nuvem privada. É o chamado IT as a Service (ITaaS), que traz como ponto de partida o conceito de self-service para os clientes da TI.

A versão mais recente do produto vai além, e oferece a possibilidade de automatizar a requisição e aprovação de recursos virtuais e itens como celulares, laptops e servidores, e ainda assim garantindo controle para os gestores de TI. Isto é uma boa notícia, especialmente em tempos de BYOD/consumerização. Na página oficial do produto, são listadas funcionalidades como gerenciamento de capacidade, desempenho, configuração, mudança, ciclo de vida, cobrança, dentre outras (alguém mais pensou ITIL ?).

É o provisionamento da infraestrutura de maneira mais ampla, consistente e eficaz. Afinal, faz muito mais sentido fornecer "de uma vez" o desktop virtual, o smartphone e o laptop do usuário do que ter estes recursos demandados de forma isolada e confusa. Acho que é uma tendência que deve se consolidar, e precisamos observar como este mercado vai evoluir.

Vale a pena destacar também que esta solução é um claro exemplo de como nuvem e ITIL têm tudo a ver, como dissemos há alguns anos, embasados por quem conhece muito do assunto. A nova era da TI já começou!

 

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Confira outros textos sobre o tema!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Governança de TI e as redes sociais

InMap do LinkedIn

Li mais um ótimo texto do Troy Dumoulin, da Pink Elephant, discutindo algo que tem sido alvo de muitos artigos em diversos veículos da mídia recentemente: as redes sociais, e seu tratamento pelos departamentos de TI. Na visão dele, que me parece ser uma visão que tende a ser adotada na maioria dos casos, a TI tem que viabilizar o uso adequado das redes sociais na medida em que isso é uma necessidade (é fato!), já que muitas informações sobre a empresa e seus produtos são compartilhadas através das redes sociais.

Não dá pra ignorar os 600 milhões de usuários do Facebook, nem os 100 milhões de usuários do Twitter. São clientes potenciais, que podem estar comentando (ou pior, criticando) seus produtos. Portanto, o departamento de TI tem que sair da postura de "controlador de acessos" para uma postura de "parceiro na obtenção de resultados", como sugere a própria definição de serviço do ITIL: "um meio de entregar valor aos clientes facilitando seus resultados sem a apropriação de custos e riscos específicos". Dessa forma, fica mais fácil entender porque, como e quando a empresa utiliza as redes sociais e, assim, estabelecer os limites necessários na sua utilização.

Uma afirmação curiosa que li num outro texto indica que o bloqueio do acesso a redes sociais aumenta exponencialmente a chance de vazamento de informações para estas mesmas redes. Sabe aquela história de que basta proibir pra alguém querer fazer ? É por aí. Assim, acredito muito nesta abordagem mais colaborativa ao invés de restritiva da TI. Pesquisas mostram que, das empresas na lista "Fortune 100", 65% têm contas no Twitter, 54% têm páginas no Facebook, 50% têm canais no Youtube e 33% blogs corporativos. Em resumo, é caminho sem volta.

Pra finalizar, o Troy indica que o mais importante é estar atento aos riscos do uso das redes sociais e tentar, na medida do possível, controlá-los, com conscientização, orientação e entendimento de que as redes sociais chegaram pra ficar, e vão fazer parte da rotina da TI, querendo ou não.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Onde a #virtualização e o #ITIL se encontram

O CTO da Newscale, Rodrigo Flores, traz um texto sucinto mas efetivo. Ele sugere que a virtualização é um excelente argumento para a adoção de boas práticas de gestão de serviços, pois a visão de que "bastam 5 minutos para disponibilizar uma VM" é limitada na medida em que não considera todo o fluxo do processo em que esta atividade está inserida, afirmando que estes 5 minutos podem não fazer muita diferença no contexto de um processo que leva semanas para ser realizado "fim a fim". Vale a pena ler o texto, que não é longo, e muito interessante.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

OTRS:ITSM já tem selo PinkVerify #ITIL


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Já falamos aqui antes do OTRS:ISTM, uma ferramenta de código aberto para gerenciamento de Service Desk aderente (não gosto deste termo) ap ITIL v3. Fiquei impressionado ao ler na lista ITSM_BR que o software agora conta com gerenciamento de mudanças, e ao acessar o site do produto notei que eles já têm o selo PinkVerify. Acho que já podemos considerar que há sim uma solução livre baseada em ITIL que permite aplicar as boas práticas de gestão sem custo de licenciamento. Mãos à obra!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

OGC informa: ITIL v2 será descontinuado completamente até 2011

Soube através da lista ITSM_BR que a OGC comunicou a descontinuação do ITIL v2 (publicações e exames) a partir de 30 de junho do próximo ano, com a descontinuação total da versão 2 da biblioteca em 2011. Em resumo, 2010 é o ano para profissionais e empresas que pretendam se manter atualizados com a biblioteca de recomendações para gestão de TI fazerem a transição, como indica o próprio comunicado ao manter o exame "Bridge" para os "ITIL Managers" até 30 de junho de 2011.
OGC issued a schedule for the retirement of ITIL v2 Examinations and the withdrawals will be product based, with all language variants for individual qualifications and publications being removed at the same time. The withdrawal schedule will be as follows:

• 30 June, 2010 - ITIL V2 Foundation - Re-sits until 30 June 2011

• 31 August, 2010 - ITIL V2 Manager - Re-sits until 30 June 2011

• 31 December, 2010 - ITIL V2 Practitioner - Re-sits until 30 June 2011

• 31 December, 2010 - ITIL Foundation Bridge - Re-sits until 30 June 2011

• 30 June, 2011 - ITIL Manager Bridge –

• Removal of ITIL version 2 will complete on 30 June 2011

Announcement from OGC on ITIL v2 withdrawal

http://www.ogc.gov.uk/itil_ogc_withdrawal_of_itil_version2.asp

http://www.itsmfi.org/content/ogc-announces-phased-withdrawal-itil-v2-exams-itsmf-international-conference

The retirement was expected and the schedule provides a clear roadmap for organizations to transition from ITIL version 2 towards version 3. In the coming period we will provide support on helping customers to understand the benefits of transitioning next year.




quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Artigo sobre ITIL (v2)

Artigo muito interessante e ilustrativo do Ricardo Mansur, autor de livros sobre governança de TI e membro da lista ITSM_BR, da qual participo e recomendo.


terça-feira, 11 de agosto de 2009

Ferramenta para controlar provisionamento de VMs (ITIL)

O blog Service Catalog mostra como a facilidade no provisionamento de serviços promovida pelas soluções de virtualização (especialmente VMware) criam dificuldades que implicam na necessidade de ferramentas que garantam maior controle do processo de provisionamento. Leitura interessante.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

OTRS citado em blog da Pink Elephant

Fiquei bastante feliz ao ver o OTRS citado no blog do Troy DuMoulin, consultor da Pink Elephant, como uma das ferramentas Open Source que estão emergindo para apoiar a gestão de TI com base no ITIL, conforme já citamos aqui. Achei interessante a observação dele sobre o fato de que uma alternativa de solução livre seria importante para a adoção de um modelo padronizado de arquitetura para as soluções desse mercado. Este assunto será tratado no evento PinkPERSPECTIVE e acredito que podemos esperar coisas boas no futuro.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Certificação oficial para aplicações "ITIL compliant"

A OGC informa que a partir de abril será possível submeter aplicações a assessores licenciados para validação quanto à "aderência" (eu odeio este termo) a processos ITIL. Portanto, o que a Pink Elephant fazia com seu selo PinkVerify agora será feito oficialmente pela OGC. É o reconhecimento (e atendimento) de uma necessidade do mercado.


segunda-feira, 23 de março de 2009

Pink Elephant valida "compatibilidade de ferramentas com ITIL v2 e v3

A Pink Elephant é talvez a consultoria mais relevante no mercado mundial quando se trata de ITIL, e neste sentido é interessante notar como eles avaliam ferramentas que buscam o selo PinkVERIFY, uma chancela que atesta a "compatibilidade" da ferramenta com os conceitos do ITIL v2 e v3.

Os critérios utilizados para isso estão num white paper disponível no rodapé da página que lista as ferramentas com o selo PinkVERIFY. Notem que a lista não é exaustiva, pois a avaliação tem custo e é geralmente demandada pelo próprio fabricante, para validar a qualidade do produto e oferecer um diferencial. O trecho mais relevante do documento está transcrito abaixo:
In accordance with the industry growth and the evolution of the ITIL V3 Service
Lifecycle Model, the PinkVERIFY scope expanded in 2008 to include the following 14
ITIL processes:
    •   Incident Management
    •   Problem Management
    •   Event Management
    •   Request Fulfillment
    •   Change Management
    •   Service Asset & Configuration Management
    •   Knowledge Management (Service Support Scope)
    •   Service Portfolio Management
    •   Service Level Management
    •   Financial Management (Service Costing & Demand Management)
    •   Service Catalog Management
    •   Availability Management
    •   Capacity Management
    •   Release & Deployment Management

Note: The following processes are qualified and have a reduced scope to support a tool
verification assessment.

Service Knowledge Management
(Service Support)

Service Knowledge Management as it is described in ITIL V3 is a very broad process with an enterprise focus. For the purposes of PinkVERIFY and existing tools that support Service Support processes. Knowledge Management criteria will be restricted in support of Incident, Problem and Change Management.

Availability , Capacity and Event
Management (Monitoring and Workflow tools)

The tool criteria for these three processes focus on the identification, monitoring and process automation elements of these processes. The questions are based on the assumption that the tools under PinkVERIFY consideration support both technology monitoring and the process workflow.

Financial Management (Service Costing
& Demand Management)

Financial Management is a very broad topic and is not well defined in ITIL. For the purposes of PinkVERIFY, the criteria will focus on criteria in support of Service Costing and Demand Management.

Service Portfolio Management

Service Portfolio Management tools support the design, definition, demand and ongoing management of IT services throughout their full lifecycle. The questions for this process reflect activities that will most probably be answered by several solutions or modules provided by an ITSM vendor.


sexta-feira, 21 de novembro de 2008

9 soluções baseadas em Software Livre para usar em seus projetos de Governança de TI com ITIL

Imagem:Tux.svg

Update: não deixe de conferir a atualização deste levantamento.

Há tempos acompanho discussões sobre ferramentas que possam apoiar a implementação do ITIL, e recentemente fiz algumas pesquisas buscando opções baseadas em código aberto, e compartilho aqui os resultados. Não pude ainda testar as ferramentas, apenas dar uma olhada nas características de cada uma e, com base nisso, fiquei inclinado a testar o OTRS::ITSM, que já havia mencionado aqui no blog, e que me pareceu mais consistente e abrangente, incorporando os processos de Gestão de Incidentes, Problemas e Configuração, incluindo um CMDB integrado e "pitadas" de SLM.

A seguir relaciono as outras ferramentas encontradas.

GMF - este projeto se propõe a oferecer basicamente as mesmas funcionalidades do OTRS:ITSM, e o que me fez optar pelo outro foi a complexidade do processo de instalação e configuração do produto, o que, para mim, é sinal de que a ferramenta talvez não tenha a maturidade necessária para que possa ser
utilizada em produção.

OneCMDB - como o próprio nome sugere, o objetivo desta ferramenta é manter as informações sobre os itens de configuração do ambiente, sendo o repositório de informações sobre eles para apoiar a Gestão de Configuração. A ferramenta é recente, e promete facilitar a criação do modelo de dados do CMDB, e ainda populá-lo automaticamente com dados a partir de uma integração com o Nagios.

ITIL Service Desk Top - este produto oferece Gestão de Incidentes e Configuração, e me pareceu muito incipiente ainda.

I document IT- esta ferramenta tem foco no processo de documentação das mudanças no ambiente de TI e no seu planejamento.

Além das soluções acima, com foco "explícito" nos processos do ITIL, existem outras soluções de código aberto que oferecem recursos que podem ser, através de um esforço de ajuste interno por parte das empresas que as utilizam, adaptadas para se tornarem "aderentes ao ITIL", ao menos parcialmente. Algumas destas soluções são relacionadas a seguir.

Trellis Desk - oferece um conjunto interessante de recursos para gerenciamento de solicitações de usuários, e, em razão disso, acredito que poderia ser adaptada de modo a prover, ainda que parcialmente, vários dos processos previstos pelo ITIL.

OneOrZero - outra solução que oferece um conjunto razoável de funcionalidades, e que poderia ser adaptada com base nas recomendações do ITIL.

Ocomon - é uma solução bastante utilizada, desenvolvida no Brasil e que oferece um inventário integrado (CMDB ?), além de diversos relatórios (SLM ?) úteis para o acompanhamento do desempenho dos serviços de TI no atendimento a solicitações (Incidentes, Problemas, Mudanças ?).

GLPI - na mesma linha do Ocomon, oferece um sistema de atendimento a solicitações de usuário integrado com uma ferramenta de inventário (OCS é sugerido). Destaque para o suporte a 22 idiomas e análise de TCO do parque inventariado.

Espero que as informações sejam úteis para quem busca ferramentas para apoiar a implantação das boas práticas recomendadas pelo ITIL, lembrando que esta lista não é (nem de longe) exaustiva, e se baseia na análise das informações fornecidas no site das ferramentas, sendo portanto apenas o ponto de partida para uma análise mais detalhada das soluções.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Excelente texto sobre ITIL

Soube deste texto através do grupo ITSM_BR, onde o palestrante, Adolpho de Hollanda Chacon Neto, disponibilizou o conteúdo de uma palestra feita num evento da IplanRio, e a leitura é muitíssimo interessante.
O texto tem pitadas de humor e faz paralelo com atividades do cotidiano, mostrando que aplicamos o ITIL todos os dias, sem perceber. É uma visão que desmistifica esta coisa de "melhores práticas" e deixa claro que, quando adotamos padrões de qualidade que melhoram a forma como trabalhamos, estamos aplicando ITIL, ou outras recomendações reconhecidamente úteis.
Vale muito a pena a leitura. Confiram!

domingo, 2 de novembro de 2008

Como definir seu catálogo de serviços com base no ITIL


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Tecnologia que Interessa!

O blog Service Catalogs dá dicas que ajudam na hora de mapear e definir as ofertas de serviços de TI. Ser cuidadoso com o nome, pedir ajuda aos clientes na sua definição e pensar no negócio antes, e depois na TI, são algumas delas. Confira o artigo.

E, depois de montar seu catálogo, confira este outro artigo e descubra se o catálogo está mais para inventário de geladeira, lista de preços, receita ou descrição de resultados e experiência.


terça-feira, 28 de outubro de 2008

Como lidar com a trilogia Pessoas, Processos, Tecnologia

O blog Service Catalogs (ITIL, ITSM) explica porque devemos pensar no "mantra" Pessoas, Processos, Tecnologia como um conjunto de elementos integrados e que devem ser tratados, nesta ordem, de maneira cíclica. É uma leitura bastante interessante.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Ferramentas de self-assessment da Microsoft

Encontrei algumas ferramentas interessantes para quem tem Windows na rede ou quer fazer um levantamento dos processos de TI na organização. A Microsoft disponibiliza gratuitamente uma ferramenta de inventário e outra de assessment baseada no ITIL. Vale conferir.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

EXIN informa que certificação ITIL v2 continua por tempo indeterminado

Reproduzo abaixo comunicado da EXIN que esclarece questionamentos sobre a suposta interrupção da realização de provas de certificação ITIL v2 em dezembro de 2008.

"O EXIN Brasil tem recebido sistematicamente questionamentos sobre o

prazo de validade dos exames de ITIL® Versão 2: Foundation,

Practitioner e Service Manager. Sabe-se da pressão que o mercado

brasileiro exerce sobre os fornecedores credenciados não só sobre

este assunto, mas também sobre a liberação dos exames da Versão 3 de

ITIL® Foundation em língua portuguesa-brasileira.


O EXIN entende que, por mais ansioso e tumultuado que esteja o

mercado de certificações, nada justifica o posicionamento de alguns

de seus membros, credenciados ou não, que, de maneira irresponsável e

antiética, divulgam inverdades e criam factóides em benefício próprio.


A divulgação de informações que utilizem o nome do EXIN Internacional

e/ou EXIN Brasil, sobre este ou qualquer outro assunto, seja por

fornecedores credenciados ou por terceiros, sem prévia e expressa

autorização ensejará a tomada de medidas contratuais e legais

cabíveis.


Assim, o EXIN Internacional, por intermédio do EXIN Brasil, se vê na

obrigação de reafirmar algumas informações já públicas, conhecidas à

exaustão por seus parceiros brasileiros e pelo mercado nacional de

certificação, na esperança de findar mal entendidos, interpretações

duvidosas e maliciosas.


Conforme entendimentos ajustados com o APM Group, detentor dos

direitos de uso da marca ITIL® inclusive no Brasil, os exames de

certificação de ITIL® Versão 2 (Foundation, Practitioner e Service

Manager) estarão disponíveis enquanto houver demanda que justifique

suas permanências no mercado. A partir do momento que seja

identificada a falta de interesse em qualquer um dos exames acima

mencionados, individual ou conjuntamente, e consideradas as

particularidades do mercado local, o APM Group comunicará a data

final de utilização destes exames, com antecedência de seis meses.


Desta forma, os exames ITIL® Versão 2, de Foundation, Practitioner e

Service Manager estarão vigentes após Dezembro de 2008. Não houve

prorrogação de prazo, e inexiste data fixada para a suspensão do

fornecimento dos exames supracitados.


O EXIN Internacional e seus escritórios regionais comunicarão

oficialmente ao mercado quando da descontinuidade dos exames de ITIL®

Versão 2, e se colocam à disposição para quaisquer esclarecimentos

adicionais que se fizerem necessários. No Brasil, qualquer dúvida

poderá ser direcionada para o e-mail info@exinbrasil.com.br


Luciana Abreu

Regional Manager - EXIN Brasil"