sexta-feira, 14 de junho de 2013

1ª Pesquisa sobre demandas de treinamento em TI na Bahia

Com o intuito de identificar as necessidades (diria carências) de treinamento em TI na Bahia, iniciei no mês de maio uma pesquisa junto aos meus contatos, e também através do grupo TI na Bahia do facebook, o qual recomendo participação para todos os profissionais de TI da região. É um excelente "local" para trocar idéias e obter informações úteis, em especial sobre vagas e treinamentos na área.
Mas voltando à pesquisa, apesar do esforço em alcançar o maior número de pessoas (o grupo TI na Bahia, por exemplo, possui hoje 10.552 participantes), obtive apenas 103 respostas ao longo de um mês. Isso representa cerca de 0,9% da população apenas! De todo modo, confiante que a estatística me favoreça, e que a amostra seja representativa do mercado da Bahia, apresento-lhes eles: os resultados!
Por que fazer esta pesquisa
Não posso simplesmente apresentar o resultado de uma pesquisa que considero bastante importante para o mercado de TI do nosso estado, sem antes contextualizar a a sua realização. Como professor, há bastante tempo tenho interesse em compreender melhor as necessidades de treinamento do mercado em que atuo, pois sempre tive o entendimento de que minha missão enquanto educador é tentar suprir as carências, pelo menos na minha área de conhecimento.
Além disso, à partir da evolução do blog, que tem me rendido bons frutos financeiramente falando, mesmo não sendo este o objetivo principal, me vi pensando também como empreendedor, o que está começando a gerar frutos interessantes também, mas isso será tema de outro post, muito em breve (breve mesmo!).
Portanto, o objetivo desta pesquisa era aliar as carências de um mercado de TI que apresenta tantos problemas quanto oportunidades aos interesses do professor em ajudar a resolver os problemas e do empreendedor em aproveitar oportunidades.
E assim, aqui está o resultado deste trabalho, que espero seja útil para todos os profissionais de TI da Bahia, pois mais do que apresentar resultados, quero apresentar perspectivas de atendimento dos interesses dos profissionais de TI do nosso estado.
Aliás, é fundamental fazer um agradecimento especial aos profissionais que responderam à pesquisa, muitos dos quais forneceram retorno valioso quanto à forma com que a pesquisa foi conduzida, revelando a necessidade de fazer ajustes que já iniciei. Muito obrigado a vocês!
Formato de treinamento - Presencial x À distância (EAD)
A primeira coisa que me chamou a atenção nos resultados foi o fato de que o mercado aparenta não estar preparado para assimilar treinamentos à distância, pelo menos não de maneira ampla. A preferência clara pelo treinamento presencial evidencia os receios comuns à toda novidade que se apresenta, mas principalmente contraria a percepção que construí a partir de conversas e contatos com alunos e profissionais da área, onde é fácil identificar muitas experiências positivas com treinamentos à distância.
Por isso, vejo este resultado como uma situação que tende a se reverter rapidamente, na medida em que os mitos, dúvidas e receios relativos a treinamentos à distância sejam dissipados, no que depender de mim, com qualidade e resultados efetivos para os interessados.
Temas de maior interesse
De forma geral, os resultados mostram grande interesse dos profissionais de TI da Bahia por áreas importantes e, algumas, relativamente novas, o que sinaliza a busca por atualização profissional, seja para incrementar o currículo ou buscar oportunidades de crescimento na carreira, o que penso ser positivo.
O tema de maior interesse foi Segurança da Informação, seguido de muito perto por Governança de TI e Virtualização. Vejo que acertei na mosca quando iniciei em 2009, com a colaboração da UNIFACS, treinamentos em Governança e Virtualização. Antecipei uma necessidade que espero estar sendo bem atendida.
Sistemas Operacionais e Computação em Nuvem também se mostram temas promissores, e acredito que a demanda por treinamentos em cloud deva aumentar bastante.
Gerenciamento de Projetos e Linguagens de Programação são áreas para as quais sempre há demanda, mas imaginava um maior interesse em gerenciamento de projetos considerando que a certificação PMP é hoje a que rende maiores dividendos em termos de colocação e remuneração, de acordo com notícias recentes.
Os demais temas apresentam demanda menor em relação aos que destaquei, mas estão longe de representar uma demanda desprezível. Entendo que estes resultados apresentam uma oportunidade única para os fornecedores de serviços de treinamento do mercado se apresentarem e atenderem as necessidades do mercado. Eu pretendo atender! :P
Carga horária

Os resultados apontam maior interesse em treinamentos com carga horária mais elevada, mais aprofundados portanto. Ainda assim, há algum espaço para treinamentos mais focados e com carga horária menor. Entendo que treinamentos com carga horária menor são menos cansativos e podem trazer melhores resultados em temas muito específicos, como a exploração detalhada de uma ferramenta de segurança em 8 ou 16 horas. Mas para treinamentos mais genéricos e abrangentes uma carga horária maior é importante.
Custo

Incluí esta delicada questão com o propósito de verificar quanto os profissionais de TI da Bahia estariam dispostos a desembolsar para obter atualização profissional e oportunidade de evolução na carreira através de capacitações. Confesso que me surpreendi positivamente com o fato de que a faixa até R$ 100 não dominou os resultados :)
Mas também entendo (e agradeço aos que apontaram isso) que a segunda faixa não ficou adequada, sendo necessário dividir em intervalos menores para identificar de forma mais precisa os valores entre R$ 101,00 e R$ 1.000,00 que seriam adequados para cada tema e carga horária.
Por fim, é curioso observar que há mais pessoas dispostas a arcar com custos superiores a R$ 1.000,00 em relação aos "muquiranas" que só pretendem desembolsar até R$ 100,00.
Perspectivas
Como disse no início, venho reiterar minha missão de não apenas expor os dados, mas fornecer perspectivas de atendimento das necessidades apontadas. Neste sentido, indico aos interessados em Governança de TI e Virtualização os treinamentos que ministro na UNIFACS. São treinamentos presenciais dos quais alguns dos leitores inclusive já participaram e podem atestar (ou não) a qualidade :)
Informo ainda que se encontra em estágio avançado de desenvolvimento um projeto que pode ajudar a ampliar o atendimento das necessidades apontadas, sobre o qual vou falar melhor muito em breve. Aguardem!
Para concluir, quero reforçar os agradecimentos a todos que participaram da pesquisa e dizer que espero muito sinceramente que as informações sejam úteis aos profissionais e empresas de treinamento da Bahia, e que possamos trabalhar para desenvolver cada vez mais este tão carente mercado cujo potencial acredito ser mal explorado.
E por hoje é só! Até a próxima!

Update: Já começamos a cumprir o prometido nas Perspectivas. Confira!

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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Atualização do GMail num smartphone perto de você.

A mais recente atualização do GMail começa a chegar nos smartphones. Menos no meu :)

A idéia de organizar as mensagens não é nova, aliás o GMail é pioneiro nisso, mas a solução adotada pela Google pode não ser a ideal, havendo alternativas como o Active Inbox, que propõem outra abordagem, baseada em prioridades, que me agrada mais.

De todo modo, a tentativa é válida, melhora bastante a visualização das mensagens e simplifica muito o gerenciamento da caixa de entrada, principalmente pra quem ignora solenemente o recurso de arquivamento de mensagens (conheço muitos assim :).

A organização, que eu vou chamar de "baseada em temas", é interessante e, embora não passe uma idéia de prioridade, pode sim ser adequada para priorizar suas mensagens, e o melhor, sem a necessidade de buscar o impossível: caixa de entrada zerada.

Pra mim, a grande vantagem da divisão temática da caixa de entrada é, além do óbvio "cada um no seu quadrado", a possibilidade de manter mais mensagens na caixa de entrada, evitando o esquecimento que o recurso arquivar invariavelmente causa. Assim, você pode arrastar as mensagens mais importantes pra categoria Primário, as não tão importantes assim pra Updates, e as demais separar em Social, Fóruns e Promoções, categorias que devem abrigar aquelas mensagens que lemos "quando dá".

Já ativei o recurso no desktop, mas como a nova versão do GMail ainda não chegou no meu smartphone, a caixa de entrada tá "atolada" de mensagens. Mas nada que prejudique muito o gerenciamento.

Ainda não ativou o recurso ? É muito fácil, basta clicar na engrenagem e depois em configurar caixa de entrada. Confira.

 

E vocês ? Como pretendem usar mais esta novidade do melhor e-mail de todos os tempos da última semana ?
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domingo, 2 de junho de 2013

Como usar seu smartphone Samsung como pen drive



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Uma das maiores críticas sofridas pela Samsung com seus campeões de vendas S3 e S4 é a ausência de um "modo pen drive" no smartphone, dificultando o acesso ao cartão de memória através do computador. Por isso, quando descobri a app SG USB Mass Storage Enabler (não é tabajara!) achei que deveria compartilhar imediatamente. E aqui está. Enjoy!
ps: não considero o Samsung Kies uma opção quando se trata de transferir arquivos de/para o smartphone. Sempre critiquei exaustivamente o iTunes, por que iria querer algo semelhante ?
Update 1: o aplicativo em si não exige root, mas utiliza o Busybox, que exige, por isso não funcionará em smartphones não rooteados :(
Update 2: verifiquei que o Windows 8 já suporta a conexão (pelo menos do S3) em modo "media device" (MTP).
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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Alternativas de #backup para ambientes virtualizados


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Que a virtualização muda bastante a maneira de pensar o backup do ambiente em relação aos ambientes tradicionais, isso todo mundo sabe, ou deveria saber. Mas hoje, quais as alternativas e, mais importantes, quais os critérios e recursos importantes a serem levados em consideração na hora de escolher uma solução ?
As soluções de backup disponíveis variam bastante em termos de recursos e "filosofia". É possível manter a mesma estratégia do backup em ambientes não virtualizados utilizando soluções "tradicionais" como o Bacula, baseadas em agentes instalados em cada servidor (máquina virtual). Adotar uma solução que tire proveito das características de um ambiente virtualizado, entretanto, é mais interessante e oferece algumas vantagens, que até soluçõesgratuitas trazem. Há soluções baseadas em software, hardware ou híbridas, integradas ao ambiente virtualizado ou não, e é preciso estar atento para fazer a melhor escolha.
Vejamos algumas características interessantes que devem estar presentes numa solução de backup para ambientes virtualizados:
  • Deduplicação e compressão são recursos fáceis de encontrar e, em ambientes virtualizados, tem um potencial incrível para reduzir o volume de dados dos backups, especialmente se a deduplicação puder ser aplicada a toda a máquina virtual, e não apenas aos dados;
  • Backup "inteligente" de aplicações é outro recurso muito útil, pois oferece a possibilidade de restaurar não apenas a máquina virtual completa, mas também arquivos e, melhor ainda, itens como tabelas de banco de dados, caixas de correio, usuários do AD, etc;
  • Verificação automática de backups é algo que nem todas as soluções oferecem, mas é também um recurso muito interessante, na medida em que permite validar que o backup está íntegro restaurando em um ambiente paralelo;
  • Backup off-site é um recurso perfeitamente viável (embora possa ser mais custoso em alguns casos) mesmo que se utilize backup em disco. Seja através da extração de dados para um HD externo, fita ou via replicação através da rede para uma estrutura remota, talvez até na nuvem, o importante é que haja a possibilidade de levar cópias do backup para fora da organização, viabilizando a recuperação de desastres;
  • Compatibilidade com mais de uma solução de virtualização é outro requisito importante, pois nada garante que você vai continuar usando a solução de virtualização atual, principalmente agora que o hypervisor não importa mais;
  • Integração com a nuvem é outra característica que tende a se tornar cada vez mais importante à medida que os dados e aplicações migram pra "lá", por isso verifique se a solução que vai usar permite enviar o backup para uma estrutura de armazenamento na nuvem;
  • Facilidade para definição de uma política de backup é outro item muito importante e que, por incrível que pareça, tem sido negligenciado em muitos casos, uma vez que recursos como deduplicação, compressão e armazenamento em disco (barato) fazem com que a preocupação com o volume dos dados do backup seja reduzida. Mas isso é um erro, pois a definição de uma política de backup adequada é um passo fundamental para que a integridade dos dados seja garantida, assim como a capacidade de recuperação de dados em tempo hábil;
  • Capacidade de aproveitar os recursos do sistema de armazenamento é outra característica desejável, pois atualmente mesmo sistemas de armazenamento modestos podem oferecer recursos como snapshots e cópias instantâneas de unidades lógicas (LUNs), o que pode aumentar drasticamente o desempenho do backup. A rigor, algumas destas funcionalidades podem ser úteis mesmo que a solução de backup não traga suporte nativo a elas, por isso avalie a melhor maneira de fazer uso destes recursos.
A lista de soluções de backup da wikipedia traz um comparativo pobre em termos de funcionalidades, apesar de dar uma idéia das opções, pois a maioria dos fabricantes já oferecem algum tipo de recurso específico para ambientes virtualizados. Por isso resolvi pesquisar uma lista mais atualizada e encontrei este ótimo levantamento da Infotech, aparentemente encomendado pela Symantec (está no site deles). Apesar do risco de direcionamento, o levantamento é muito amplo e oferece uma visão muito útil das soluções disponíveis atualmente. Confira abaixo um resumo das principais soluções avaliadas.

  • CA ARCserve  - oferece facilidade de uso e relatórios diferenciados;
  • CommVault - backup físico e virtualcom funcionalidades de integração com hardware;
  • Dell AppAssure - aquisição recente da Dell, fácil de usar e tem crescido em adoção;
  • Dell Quest vRanger - pioneiro, é reconhecido pela facilidade de uso e desempenho;
  • EMC Avamar - líder em armazenamento, oferece recursos de deduplicação diferenciados;
  • FalconStor - anteriormente focada em VTL (Virtual Tape Library), adquiriu a Continuous Data Protector recentemente;
  • HP Data Protector - custo interessante e integração diferenciada com hardware HP;
  • IBM Tivoli Storage Manager - vice líder do mercado, é altamente escalável e incrementou bastante as funcionalidades para backup virtualizado;
  • Microsoft Data Protection Manager - solução em evolução, bastante escalável;
  • NetApp Syncsort - solução de hardware e software (tudo em um!);
  • PHD Virtual - solução que se destaca pelo desempenho, flexibilidade e custo;
  • Symantec Backup Exec e NetBackup - líder do mercado, tem respondido rápidamente às demandas de backup virtualizado;
  • Unitrends - backup baseado em imagem que oferece flexibilidade e proteção "quase" contínua;
  • Veeam - oferece facilidade de uso e recursos diferenciados como a verificação automática do backup e recuperação direta.

Para se aprofundar no assunto, seguem alguns links muito úteis.
Até o próximo post!

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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Chegou o #Ubuntu Raring Ringtail

Chegou a mais nova versão do não mais tão amado Linux para seres humanos. Desde o advento do Unity, questionamentos, celeumas e até desavenças têm tornado a vida de Mark Shuttleworth menos fácil, e a concorrência, especialmente o Linux Mint, ganham espaço. Confesso que assim que resolver meu problema com a aquisição de um "notebook as a lab" vou testá-lo.
Aparentemente, entretanto, as desavenças se restringem ao ambiente desktop, o que significa que, do ponto de vista de servidor, a Canonical vai muito bem obrigado, com notícias recentes animadoras sobre parceria com a VMware para melhorar o suporte ao OpenStack, cuja versão mais recente, Grizzy, é uma das novidades de destaque desta versão.
Vamos às novidades.
Desktop
  • O Unity traz o Friends em substituição ao Gwibber, o software de rede social que eu, pelo menos, nunca gostei mesmo;
  • Efeitos gráficos melhorados;
  • Desempenho aprimorado, menor consumo de memória;
  • Novos recursos de sincronização prometem facilitar o acesso a serviços de armazenamento, com destaque para o Ubuntu One (claro!), mas suporte também ao Dropbox e outros;
  • Versões atualizadas dos aplicativos mais importantes, como Libre Office 4 e Firefox 20;
  • Possibilidade de instalar o GNOME mais facilmente;
  • A liberação do cliente Valve Steam para Linux promete tornar melhor a experiência de jogar na nuvem, embora as opções de jogos sejam limitadas;
  • Pesquisa de imagens simplificada;
  • Alguns recursos não ficaram "bons o suficiente", não passaram no teste de qualidade e foram suprimidos desta versão, dentre eles o Smart Scopes, que prometia facilitar pesquisas na Dash (dá pra instalar via PPA), além de recursos de privacidade que ganharam importância depois da polêmica com a exibição de resultados da Amazon na Dash;
  • Vale destacar a redução do período de suporte para versões não LTS, que agora é de 9 meses.
Diante das novidades, não vejo razão significativa para atualizar. Mesmo assim, já estou encaminhando o processo para conferir de perto as melhorias.
Servidor
  • Indiscutivelmente, a maior novidade é o suporte à versão mais recente do OpenStack, Grizzy;
  • Versões do Juju (antigo ensemble) e do MaaS (Metal as a Service) prometem facilitar o deploy de serviços na nuvem;
  • A inclusão do MongoDB deixa claro que o NoSQL chegou pra ficar, se é que alguém tinha dúvida;
  • A inclusão do OpenVSwitch revela a abordagem da Canonical para SDN;

sexta-feira, 12 de abril de 2013

O novo salto da #VMware

Desde 2009 sabemos que a nuvem é livre. A virtualização não. Pelo menos a solução que predomina não é livre. E o que isso significa ? Não vou dar uma de Tadeu Schmidt e dizer "nada". Muito pelo contrário. A VMware está se movendo nos últimos anos para garantir o seu espaço no mercado de computação em nuvem, que é o passo seguinte à virtualização, mas cuja liderança não é da VMware. Até porque a saturação do mercado de virtualização já é uma realidade e tem afetado negativamente os resultados financeiros da empresa.
Voltando à nuvem, a liderança absoluta da Amazon está longe de ser ameaçada, se é que faria sentido ameaçá-la. Afinal, a VMware pode não se posicionar como provedor, mas como fornecedor de soluções para provedores, o que me parece mais sensato e alinhado com o histórico da empresa. Ainda assim, a concorrência é forte, e como não há liderança claramente estabelecida nesta área, o histórico de confiabilidade e robustez da solução da VMware pode fazer diferença na escolha dos clientes. Vejamos então o que a empresa tem feito para garantir seu futuro.
  • A suite vCloud representa um passo adiante na direção da nuvem, acrescentando os requisitos mínimos para implementar sua nuvem privada, como automação, escalabilidade e políticas baseadas em níveis de serviço.
  • (atualização) A aquisição da Nicira complementou a solução da VMware acrescentando um componente essencial para viabilizar a criação de nuvens privadas;
  • Foco em SMB - a empresa tem ampliado a oferta de soluções para pequenas e médias empresas, um mercado onde ainda há espaço para crescimento, e que se mostra um bom candidato para a utilização de serviços na nuvem. A oferta da suite vSphere com o Operations Management revela a intenção de ganhar o mercado SMB oferecendo um diferencial de preço e funcionalidade em relação à concorrência.
  • Outra iniciativa relacionada ao mercado SMB foi o lançamento do VMware Data Protection Advanced, que inclui tecnologia da EMC (AVAMAR) e que promete reduzir em até 95% o volume de dados dos backups do ambiente virtualizado da empresa.
  • A aquisição da Virsto mostra que a VMware está preocupada com a otimização do armazenamento de dados com foco no desempenho das máquinas virtuais, talvez a área menos "automatizada" dentro da sua filosofia de "Data Center virtual".
  • Uma recente reestruturação administrativa revela que a empresa tem percebido as mudanças do mercado e está se adequando.
  • A VMware está em busca de parceiros, provedores de soluções que poderão utilizar a solução da empresa e pagar à medida que forem crescendo, com promessa de economia em torno de 25%.
  • O investimento na Puppet Labs revela que a tendência para a automação dos ambientes de TI, que a VMware está chamando de "Software Defined Data Center (SDDC)", é irreversível.

Em suma, a idéia do Data Center definido por software pode representar o novo salto da VMware, deixando a concorrência, especialmente a Microsoft, que tem alardeado os clientes que "tomou" da VMware, comendo poeira novamente. A concorrência é fortíssima, mas a VMware já mostrou do que é capaz. Vejamos as cenas dos próximos capítulos.

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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Ultrabook/Notebook AMD, Core i3, i5 ou i7 ?

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Estou pesquisando opções de ultrabook/notebook para montar um "lab on a chip" (será que inventei o termo ?), e tive algumas dúvidas, principalmente sobre a possibilidade de que um sistema com o processador Intel core i5 fosse suficiente, por isso resolvi buscar mais informações sobre o assunto, e o resumo do que encontrei segue abaixo.

Core i3 - uso "doméstico" (acessar a web e executar programas de escritório, embora possa servir pra jogos com uma boa placa de vídeo)

Os processadores Intel Core i3 3220-3240 são dual-core, construídos em processo de fabricação 22nm, têm Hyperthreading, mas não têm Turbo Boost. Trazem processador gráfico embutido, a maioria deles HD Graphics 2500 (exceto a 3225 que tem HD Graphics 4000).

Core i5 - uso "profissional" (execução de aplicações mais pesadas - 3D, edição de vídeo e execução de máquinas virtuais, com limitações)

Os modelos do processador Intel Core i5 3330-3570 são quad-core, construídos em processo de fabricação 22nm (melhor eficiência de energia), têm a tecnologia Turbo Boost, mas não Hyperthreading. Trazem processadores gráficos HD 2500 e 4000.

Core i7 - uso "hard" (execução de aplicações realmente exigentes - 3D, edição de vídeo, virtualização e jogos em resolução máxima)

Os modelos atuais do Intel Core i7 compreendem duas linhas de produtos diferentes, e assim exigem motherboards diferentes e têm diferentes capacidades. O Core i7 3770 geralmente se encaixa nas placas-mãe do i3 e i5, é construído com o processo de 22nm, tem quatro núcleos, Hyperthreading, Turbo Boost e HD Graphics 4000. Também é relativamente barato quando comparado a outros modelos i7.

Os modelos Core i7 3820-3970 podem ser de quatro núcleos ou seis núcleos, construídos em processo de 32nm, têm Hyperthreading e Turbo Boost, mas não têm placa gráfica embutida.

AMD

Encontrei alguns testes com processadores AMD, especialmente a linha FX, mas eles são entre 10 e 20% mais lentos que os Core i7. Pode valer a pena se não quiser gastar muito e não precisar de tanto desempenho, mas só encontrei um modelo de notebook AMD FX no Buscapé. Em compensação, custava menos de R$ 2 mil.

Conclusão

Pelo que vi dos testes e análises que li, a 3ª geração de processadores da Intel, "Ivy Bridge", não acrescenta muito em termos de desempenho, trazendo apenas pequenas melhorias, por isso pode valer a pena comprar um processador Sandy, especialmente se o preço for convidativo.

O modelo Core i7 3770 representa a melhor opção em termos de custo/benefício se você precisa de alto desempenho, mas o preço é salgado, em torno de R$ 3 mil. Se não tiver esta grana, melhor tentar um Core i5, especialmente se for usar pra jogar, pois aí é mais importante uma placa de vídeo de alto desempenho que um processador.

Se for usar para testes, montar um lab (meu caso), melhor caprichar na memória e no HD, pois máquinas virtuais exigem muito espaço. Estou pensando num Core i7 ou i5 com 8 GB de RAM e 750 GB a 1 TB de HD, se possível com um SSD de 24 ou 32 GB pra "acelerar", mas aumenta bastante o custo.

Bom, é isso. Espero que as informações sejam úteis.

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